“A Réplica” – Trecho inédito

Publicado: 1 de julho de 2009 em Breno

Cemitério

Olá, pessoal, tudo bem?

Aqui estou eu novamente para postar mais um trecho do meu livro, só que desta vez será um inédito de “A Réplica”. Nesta parte, Breno e Jorge (um cientista, não posso entrar em muitos detalhes para não estragar algumas surpresas) entram em um cemitério perto da casa do garoto, que sente que tem algo ali dentro de muita importância, mas não sabe o que é…

Espero que gostem, e não esqueçam de deixar suas opiniões, dicas, sugestoões, etc…

 

“Breno olhou para o lado e viu o rosto de Jorge sorrindo. Então, deu um passo para frente e pisou no cemitério pela primeira vez desde o enterro de João. O velho entrou logo atrás do garoto, fechou o portão atrás de si e disse:

                  ― Vamos.

                  Breno reparou que o cemitério ficava cada mais feio e assustador á medida em que andava, aprofundando-se nele. As árvores eram altas e seus galhos quase totalmente desprovidos de folhas se entrelaçavam no alto, provocando sombras bruxuleantes no chão do local escuro, mesmo á luz do dia. As lápides estavam cobertas por raízes de árvores que cresciam saindo do chão de terra e de uma grama feia, sem cor e malcuidada, envolvendo-as como se as abraçasse e tampando os nomes das pessoas enterradas ali.

                  ― Este cemitério é grande ― disse Jorge, observando o cenário. ― Como vamos encontrar o que você quer?

                  ― Agora que estou aqui dentro não sinto nada ― disse Breno, olhando ao redor.

                  ― Mas pense no que poderia ser ― aconselhou Jorge. ― Vasculhe sua mente.

                  ― Um túmulo, talvez ― respondeu Breno, tentando sorrir para aliviar um pouco o clima sombrio, mas não conseguiu.

                  ― Então vamos procurar ― disse Jorge.

                  ― Acho melhor nos separarmos ― falou Breno.

                  ― Mas por quê? ― indagou Jorge. ― Se eu encontrar o túmulo certo, não saberei se é ele, pois é você quem está procurando e quem tem o pressentimento.

                  ― É, tem razão ― concordou Breno. ― Então vamos juntos.

                  Os dois se aprofundaram mais no cemitério escuro e, enquanto andava, Breno sentiu um arrepio na nuca e um vento gelado tocar em sua pele. Apesar de estar calor lá fora, ali dentro o clima esfriara bastante, beirando uma temperatura de dia de inverno. Olhou para Jorge, mas o cientista examinava atentamente cada canto do cemitério.

                  Depois de mais algum tempo andando sem rumo, Breno percebeu que o barulho dos carros e das pessoas do lado de fora não podia mais ser ouvido e um silêncio medonho, quebrado apenas por suas respirações e seus passos amassando ainda mais a terra e a grama velha, dominava tudo.

                  ― Vamos ler os nomes das lápides ― disse ele á Jorge, que logo se ajoelhou e começou a ler os nomes que estavam escritos em algumas lápides. Breno fez o mesmo.

                  ― Maria Ferreira, Julia da Silva Carvalho… alguns desses nomes te interessam?

                  ― Não, não me dizem nada ― respondeu Breno, olhando para outra lápide.

                  Um grito veio de trás no garoto no mesmo instante e, quando ele se virou, também não conseguiu conter o grito. Dois pares de mãos femininas e assustadoras; poderes, cinzentas, em decomposição, saíam de baixo da terra e se agarravam aos pés de Jorge, puxando-o para baixo, como se o usassem como apoio para saírem do chão. Elas pertenciam aos corpos dos nomes que o cientista acabara de ler!”

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comentários
  1. weslen disse:

    Ah que inveja, ja ta no final do terceiro livro e eu ainda nem editei o meu primeiro – T.T

    Meu parabens, você ta escrevendo cada vez melhor
    muito boa sua melhora do primeiro pro segundo livro, ( achava dificil melhorar mais )

    Abraço..

  2. carol disse:

    hoooo….parabens
    nossa gostei muito dessa parte..esta bem sombria…e da pra ver claramente que vc esta ficando cada vez melhor em escrever livros…pelo menos eu achei que essa parte esta + rica em detalhes…

    puxa gostei muito….kisu

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