The 4400 – Welcome to Promise City (Capítulo 7 traduzido)

Publicado: 30 de janeiro de 2010 em The 4400

Pessoal, quem ler, deixe seu comentário. O número de comentários está diminuindo e, se continuar assim, terei que parar de postar, pois parece que não estão mais lendo a tradução. Comentem então, ok? =D

SETE

 

Foi dito que, quando Roma caísse, o mundo terminaria.

            O cardeal Emanuel Calábria sabia que não era somente isso. No futuro distante do qual ele viera, Roma era nada a não ser apenas ruínas, mas ainda assim a civilização resistira, mesmo que a Catástrofe tivesse deixado o planeta aos escombros. Somente uma grande cidade restara, separada por muros do enorme caos do lado de fora. Era sua missão fazer com que a última cidade da humanidade — a sua própria cidade — resistisse.

            Apesar da intromissão infernal de seu inimigo.

            A até então chamada Cidade Eterna se estendia diante dele enquanto ele jantava em um restaurante aberto na Vialle Trinita di Monti, com vista para os famosos Degraus Espanhóis. O crepúsculo lançava sombras arroxeadas sobre os telhados rosados da cidade em expansão abaixo. Pedestres atravessavam a rua, dirigindo lambretas e táxis. A mesa do cardeal ocupava a calçada estreita de uma igreja curvada do século 16. A mais comprida e mais extensa escadaria do continente, os Degraus Espanhóis, era flanqueada por palácios e mansões blindados. Jardins terraços e vasos de plantas adornavam os degraus. Multidões de turistas, casais de namorados, e futuros artistas e fotógrafos enchiam a praça no topo dos degraus, curtindo uma manhã quente de janeiro. Palmeiras balançavam ao vento.

            Uma batina negra, com botões e colarinhos escarlates, indicava a posição elevada do cardeal na Igreja. Uma cruz estava pendurada em uma corrente diante de seu peito. Uma faixa escarlate envolvia seu torso. Um chapéu vermelho cobria seu cabelo prateado. Um rosto gordo, com uma divisão no meio do queixo, mostrava seu grande apetite.

            Calábria engoliu um pouco de spaghetti alla pescatori com um gole de vinho branco. O Frascati era o único vinho que complementava macarrão divinamente. Ele saboreou mais um pedaço de lula encharcada em molho. Em momentos como esse, ele ficava grato de ter assumido uma identidade particular como aquela. Apesar dos serviços cansativos impostos a ele como o maior padre dessa religião primitiva, havia vantagens inegáveis por estar em Roma. Uma delas era que seria quase impossível ter uma refeição ruim.

            Era uma pena que a cidade seria destruída dali a muitas gerações, mas que fosse. A história exigia seus sacrifícios, pelo menos se o seu futuro fosse ser preservado. O cardeal, ou o viajante do futuro que tomara o corpo corcunda de meia-idade de Calábria, lembrou-se brevemente da cidade brilhante que ele e seus colegas Marcados haviam deixado para trás, onde nunca mais voltariam. Afinal, sua peregrinação ao século 21 fora uma viagem apenas de ida. Eles estavam presos a essa era volátil pelo resto de suas vidas.

            Mas pelo menos a comida era boa.

            — Com licença, vossa Eminência. — Uma garçonete jovem e bonita aproximou-se de sua mesa. Seu charme núbil o fez se arrepender de que, pelo menos em público, ele era forçado a obedecer a um voto de celibato. O olhar preocupado em sua expressão sugeria que ela tinha algo mais em mente além de apenas encher novamente seu copo de água. — Desculpe interromper o senhor, mas eu poderia pedir alguma ajuda espiritual?

            Duas mesas longe, seus guardas levantaram-se. Membros da elite do Vaticano Guarda Suíça, eles vestiam trajes civis para melhor se encaixarem ao cenário. Eles olharam a garçonete impertinente suspeitosamente. Eram tempos perigosos e o cardeal tinha muitos inimigos. De fato, como chefe da Congregação para Doutrina da Fé, formalmente conhecido como Escritório Sagrado da Inquisição, Calábria era o crítico sobre a “falsa religião” de Jordan Collier mais comentado do Vaticano. O pronunciamento mais recente da Congregação que dizia que o uso de promicina podia ser considerado um pecado mortal tomara as manchetes e gerara controvérsias pelo mundo todo. Por isso seus guardas estavam tão cautelosos. Calábria recebera várias ameaças de morte dos seguidores de Collier.

            Ainda assim, ele acenou para que os guardas exagerados se afastassem. Ele vivera como o Cardeal Calábria o suficiente para reconhecer um católico devoto se o visse; a única ameaça que a garota oferecia era ao seu fingimento de castidade. Ele deu uma olhadela em seu generoso decote.

            — Como posso ajudá-la, criança?

            — Minhas amigas e eu estivemos conversando sobre as novidades da América. O mundo todo parece estar mudando, de uma maneira muito assustadora, e não consigo para de pensar… — Ela respirou fundo antes de conseguir falar. — O senhor acha que Jordan Collier é o Anti-Cristo?

            Calábria reprimiu um sorriso perante a óbvia ansiedade da garota. Claramente, seu trabalho no campo da fé estava gerando frutos. Escondendo sua satisfação, ele respondeu a pergunta dela com uma gravidade falsa.

            — A Visão Sagrada ainda tem que apresentar um veredicto final sobre esta situação incômoda, mas receio que sua suspeita possa ser verdadeira. Há algo realmente perturbante na ascensão desse homem ao poder e a blasfêmia na promessa de se tornar rei no Reino de Deus. Se não a própria Besta, ele certamente é um falso profeta, e os dons que seus seguidores possuem podem ser de origens demoníacas.

            O rosto da garota ficou pálido enquanto ela assimilava cada palavra. Observando seu aperto trêmulo no jarro de água, Calábria começou a temer pela segurança de seu espaguete.

            — Mas não se desespere, minha criança. Esse mal não pode triunfar, não se fortalecermos nossas almas contra essas tentações malignas da promicina. Enquanto a Igreja puder confiar nos fiéis e nas ações de pessoas boas como você, esse movimento profano não desviará os filhos de Deus da salvação.

            Suas palavras pareceram confortar a garçonete. Ela acenou avidamente, e se curvou para beijar seu anel. — Obrigado, vossa Eminência. Agora sei que dormirei melhor.

            Ele levantou-se atrapalhadamente de seu assento e concedeu uma benção sobre ela.

            — Agora, então, talvez eu possa ver o cardápio de sobremesa.

            — Sim, padre, com certeza!

            Discretamente admirando o traseiro da garota enquanto ela se afastava, ele voltou à sua refeição com uma sensação definitiva de realização. Seu encontro com a garçonete crédula o encorajou a pensar que, apesar das reviravoltas, ele e seus companheiros ainda tinham chance de dar a volta por cima e prevenir que Jordan Collier mudasse o futuro. Sua posição elevada no Vaticano o dava influência sobre literalmente milhões de primitivos ingênuos do século 21, e ele ainda aspirava por maior poder. O cardeal Emanuel Calábria ficara em terceiro na eleição papal, ora, e o Papa atual não ficaria lá para sempre. Se tudo corresse de acordo com o plano, as ambições perigosas de Jordan Collier desapareceriam numa lufada de fumaça…

            Nesse meio tempo, porém, era melhor ficar atento. Ele acenou para seus guardas atentos, grato por tê-los cuidando dele. A Terra Prometida estava há milhares de quilômetros, mas ele não podia se dar ao luxo de confiar demais em si mesmo. Três de seus colegas operantes haviam sido exterminados, e o âmbito de Collier crescia mais a cada dia. Olhando em volta pela praça lotada, de repente sentiu-se incomodamente exposto. Talvez ele não devesse ter deixado a rígida segurança do Vaticano.

            Seus guardas haviam discutido seu passeio, devido às recentes ameaças, mas Calábria ignorara sua precaução. Às vezes ele simplesmente tinha que escapar da sufocante santidade da Cidade do Vaticano e respirar um pouco de ar puro. Além disso, esse ristorante era um dos seus favoritos.

            O aroma sedutor do espaguete o lembrou de seu apetite. Cortando um gordo pedaço de mexilhão, o levou até sua boca. Quando ele começou a engolir, no entanto, seus olhos arregalaram-se ao ver um negro alto saindo da estação de metrô do outro lado da rua. Algo na aparência do homem sacudiu sua memória, mas levou um segundo para ele dar um nome àquele rosto. Eu conheço aquele homem. Ele é…

            Richard Tyler!

            Seu coração disparou. A filha de Tyler, Isabelle, fora escalada para ser a última arma dos Marcados contra os 4400, antes que aquela operação desse tão errado. Seus contatos nos EUA informaram Calábria da recente fuga de Tyler, mas Roma era o último lugar onde ele esperava que o americano fugitivo aparecesse. O cardeal percebeu logo que isso não podia ser uma coincidência.

            Seus olhares se encontraram através da rua movimentada. O rosto de Tyler estava impiedoso e imperdoável. Calábria abriu a boca para alertar aos guardas, mas antes que pudesse dizer uma palavra, o mexilhão gorduroso escapou de seu garfo e, como se estivesse vivo, parou em sua traqueia. Engasgado, ele tossiu e apertou a garganta, mas seus esforços convulsivos não adiantaram para desfazer a obstrução da carne, que parecia estar presa no lugar por uma força invisível. Tyler está fazendo isso, percebeu Calábria. Ele saiu para vingar a morte da filha!

            Um dos guardas, um loiro forte e discreto chamado Buchs, correu para ajudar Calábria. Arrancando a vítima que se debatia de seu assento, Buchs aplicou a manobra de Heimlich*, mas sem sucesso; o mexilhão mortal recusou-se a sair. Com o rosto já ficando roxo, Calábria apontou freneticamente para Tyler.

            — É ele — conseguiu arquejar. — Com a mente…

            O outro guarda, Roest, entendeu a mensagem. Sacando uma pistola automática SIG P225 de sua jaqueta, ele mirou em Tyler. Uma força invisível jogou seu braço para o alto e ele atirou inutilmente para o céu. Um segundo mais tarde, a arma foi arrancada de seus dedos. Ela rodopiou sobre os Degraus Espanhóis antes de cair na fonte Baroque na base da escadaria. O soldado assustado exclamou surpreso.

            Um pandemônio se formou pela rua e pelos degraus próximos. Pessoas que jantavam se jogaram embaixo de suas mesas. Turistas e artistas correram, buscando proteção desesperadamente. Os gritos perturbavam a tranquila noite de inverno. Somente Richard Tyler permaneceu imóvel, parado indiferentemente no meio da rua. Seus olhos negros permaneciam fixos em seu alvo sufocante. Sua expressão dura não revelava nenhum sinal de misericórdia.

            Não é justo, pensou Calábria. Infelizmente, o processo de se implantarem em outra mente deixava os Marcados incapazes de adquirirem suas próprias habilidades sobrenaturais. A escuridão começou a invadir a visão do cardeal. Seu rosto gordo assumiu um tom azulado. Não dá para revidar!

            Abandonando seus esforços inúteis para desengasgá-lo, Buchs agarrou uma faca da mesa de Calábria. O cardeal engasgado percebeu assustadoramente que o guarda desesperado queria fazer uma traqueostomia**, mas sem anestesia. Calábria se preparou para a dor, mas não precisou. Assim como a arma do outro guarda, a faca voou dos dedos de Buchs. O homem tentou pegar sua arma, só para perdê-la do mesmo

N. do. T: *A Manobra de Heimlich é o melhor método pré-hospitalar de desobstrução das vias aéreas superiores por corpo estranho. Essa manobra foi descrita pela primeira vez pelo médico estadunidense Henry Heimlich em 1974 e induz uma tosse artificial, que deve expelir o objeto da traqueia da vítima. Resumidamente, uma pessoa fazendo a manobra usa as mãos para fazer pressão sobre o final do diafragma. Isso comprimirá os pulmões e fará pressão sobre qualquer objeto estranho na traquéia.

** Traqueostomia é um procedimento cirúrgico no pescoço que estabelece um orifício artificial na traquéia, abaixo da laringe, indicado em emergências e nas intubações prolongadas.A incisão é feita entre o 2º e 3º anel traqueal. O objetivo é não prejudicar as cordas vocais do paciente ao passar o tubo de ar.

jeito. Arfando para respirar, o cardeal não conseguiu deixar de se impressionar com o tanto de objetos que Tyler conseguia manipular ao mesmo tempo. O homem obviamente dominara sua habilidade telecinética.

            — Pegue-o! — gritou Buchs para Roest. Indo lutar diretamente com o inimigo, os guardas desarmados dispararam pela rua na direção de Tyler. Buzinas soaram e freios gritaram enquanto os guardas corajosos atravessavam o trânsito. Um estudante de arte montado numa lambreta Vespa desviou freneticamente para não atropelar os homens, e foi derrapando até parar apenas há alguns quilêometros da mesa de Calabria. Os olhos do jovem quanse pularam para fora das órbitas ao verem a confusão diante dele.

            Tyler brandiu seu braço e os guardas foram jogados ao chão, como que por um vento muito forte. Cambaleando sem ajuda, eles caíram 138 degraus antes de atingirem a praça abaixo. Calabria se viu subitamente sem defensores.

            Ou talvez não. Inesperadamente, a garçonete bonita apareceu correndo do nada. — Demônio! — sibilou ela, enquanto arremessava um copo de vinho tinto no rosto de Tyler. Ela se jogou emcima do 4400 assustado, chutando e arranhando. — Deixe o Padre Sagrado em paz!

            O ataque tirou a concentração de Tyler. O mexilhão teimoso escapou pelos lábio de Calábria e ele viu que podia respirar novamente. Sugando ávidamente grandes lufadas de ar, ele se arrastou para longe da mesa, apressadamente. Porcelanas e vidros se quebravam pela calçada. Macarrão e frutos do mar se espalhavam pelo asfalto.

            O cardeal fugitivo não podia se importar menos com a confusão. Ele precisava sair dali enquanto ainda tinha uma chance!

            Mas o tempo já estava acabando. Tyler rapidamente se recuperou do ataque da garota. Mostrando uma compostura admirável, ele a levantou com a mente e a colocou cobre o toldo colorido na entrada do restaurante. Uma marca vermelha brilhante molhava a frente de sua camisa. Marcas de arranhões marcavam seu rosto. Ele limpou o vinho de seus olhos e procurou por Calábria.

            O cardeal tirou sua própria arma de dentro de sua batina. Ele carregava a Beretta consigo para todo lugar, até mesmo para as missas. Seus dedos trêmulos atrapalharam seu equilíbrio. A pistola tremeu fortemente em suas mãos. Ela voou diretamente para a palma de Tyler que esperava no ar.

            Mannaggia! Jurou Calábria. O que ele não daria agora por um mini disruptor neural? Para seu azar, eles não seriam inventados nos próximos cem anos, e seria impossível replicar materiais do século 21.

            Deprovido de sua arma, a fuga era seu único recurso.

            Diferente do resto da multidão, que estava deixando a área em massas, o estudante com a lambreta demorou para entrar em ação. Desesperado para fugir, Calábria empurrou o jovem de cima da Vespa e pegou a lambreta para si. Sua bata enrolou-se à suas pernas enquanto ele subia apressadamente no banco. Agarrou o guidão com os nós dos dedos brancos. Ligou o veículo.

            Se eu apenas conseguir me distanciar de Tyler, sair do alcance de sua habilidade…

            A roda traseira da lambreta girou furiosamente, mas o veículo não saiu do lugar. Calábria atrapalhou-se tentando descobrir o que ele estava fazendo errado, então percebeu que o problema não era com a Vespa. Ele olhou por cima de seu ombro e viu Tyler o encarando. O 4400 vingativo segurava a lambreta com sua mente.

            Calábria percebeu que não ia a lugar algum.

            — Não — implorou ele. — Você pegou a pessoa errada! — Ele viu sua vida como Emanuel Calabria chegando um fim. Só podia desejar que seus aliados do futuro encontrassem para ele um novo hospedeiro depois que recuperassem os nanodispositivos com sua personalidade. — Não tenho nada a ver com a morte da sua filha…

            Richard apenas olhou para o outro homem. Calábria imaginou o que ele estava esperando.

            — Está olhando para o lado errado — falou uma voz em italiano, com um sotaque americano. Calábria girou sua cabeça para ver outro homem negro sair de baixo do toldo de uma lanchonete ali perto. Ele era mais novo e mais baixo que Tyler, mas também carregava a mesma expressão impiedosa. Ele enrugou as sombrancelhas. Seus olhos se estreitaram enquanto ele se concentrava. — Comece a rezar.

            Os guidões da lambreta de repente ficaram quentes. A temperatura no mostrador do painél subiu para o vermelho. Vapor começou a subir do motor atrás de Calábria. Ele deu uma guinada por força do hábito.

            A Vespa explodiu atrás dele.

 

Richard assistiu à bola de fogo engolindo o cardeal Marcado e o veículo roubado. Ele levantou as mãos para proteger o rosto do calor e do clarão enquanto simultaneamente reduzia a explosão com uma bolha invísivel para impedir que qulquer espectador se ferisse com algum estilhaço. As  brilhantes chamas laranjas ficaram mais claras quando seu parceiro, Yul Lacey, usou sua habilidade termocinética para se certificar de que cada centímetro do corpo de Calábria fosse consumido. Era vital fazer com que todas as máquinas microscópias no cérebro do cardeal fossem destruídas, caso contrário os Marcados poderiam simplesmente implantar sua consciência em outro receptáculo inocente.

Ou pelo menos fora isso que haviam lhe explicado.

Uma pontada de remorso formigou em sua consciência. Embora tivesse pilotado aviões com bombas na Coréia, ele nunca havia matado alguém a sangue frio antes.

Isso foi pela Isabelle, lembrou a si mesmo.

Sirenes soaram de todas as direções, aumentando a cada segundo. Um carro de polícia chegou derrapando alguns metros longe da lambreta em chamas. Policiais usando uniformes azuis pularam do carro. Protegendo -seatrás de seu veículo, eles apontaram as armas para Richard e Yul.

Fermate! — ordenou um policial, parecendo tenso.

Richard flexionou sus músculos mentais. Houve um tempo, quando ele estava descobrindo suas habilidades, em que ele só levantava pequenos objetos por vez, mas isso foi há muito tempo atrás. Sem esforço, ele jogou os homens para trás. Eles se dispersaram como pinos de boliche enquanto rolavam rua abaixo. Emcima do toldo, a garçonete heroica gritava de desespero.

Já chega, pensou Richard. Eles haviam feito o que vieram fazer. Agora ele só queria sair dali. Cadê nossa carona?

Bem nessa hora, um lustroso Porsche negro chegou acelerando na cena da direção oposta aos policiais. O carro esporte parou no meio-fio. A porta do passageiro se abriu. A jovem gótica, Evee Borland, chamou os dois homens.

— Terminaram?

Richard perguntou a Yul com um olhar.

— Ele torrou — disse o outro homem, referindo-se a Calábria.

— E os nanodispositivos? — perguntou Richard.

— Nada a não ser cinzas.

Isso foi o suficiente para Richard. Eles adentraram o Porsche, que subiu na calçada para fazer uma curva em U antes de começar a acelerar na direção de seu esconderijo em Trastevere. Carros de polícia e caminhões de bombeiro, com as luzes de emergência piscando, passaram por eles enquanto deixavam as cinzas do cardeal para trás. Richard afundou-se no assento do passageiro enquanto Nicole e Yul se parabenizavam pelo sucesso da missão. Eles ficaram observando Calábria por horas, ironicamente com a ajuda de uma freira clarividente que era uma dos 4400 originais, só esperando que o alvo deixasse a segurança do Vaticano. Aquela noite todos os esforços haviam valido a pena.

Então por que eu não me sinto mais eufórico? Imaginou Richard. Seu rosto doía onde a italiana arranhara. Diferente de seus novos amigos, ele sentia-se mais vazio do que entusiasmado pelos eventos daquela noite. Não podia deixar de lembrar que o verdadeiro Emanuel Calábria perecera em algum lugar junto com traiçoeiro invasor ocupando seu corpo. Ele desejava que houvesse algum jeito de libertar as vítimas inocentes dos Marcados ao invés de simplesmente matá-las, mas, de acordo com Collier, esse não era o caso. O único jeito de eliminar a ameaça dos Marcados era matando seus hospedeiros. Richard suspirou para o caminho difícil que vinha pela frente.

Um já foi. Faltam mais seis.

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comentários
  1. guilherme disse:

    Muito bom adorei a virada do richard!

    assasino de marcado muito bom!

    ainda sentindo a falta do kyle meu personagem favorito!

  2. giulia disse:

    Hum the 4400 na europa gostei dessa liberdade que o livro tem de mostrar habilidades loucas e mesmo assim manter a qualidade da série

    e faltam seis continue por favor!

  3. Cleber disse:

    Meu, tá muito emocionante !!
    Queremos mais !! Que venha o capítulo 8 !!

  4. giulia disse:

    uhullllll

    capitulo 8!

  5. Paulo disse:

    Cara, seu trabalho é o máximo. Pelo amor de Deus, nem ameace parar com a tradução, você acaba matando alguém do coração…. Já não basta a decepção que foi pararem com a série.

    Espero ansiosamente pelo capítudo 8

  6. guilherme disse:

    é isso ai nao pare!

    por favor!

    tá muito bom!

  7. giulia disse:

    Ai agora só no sábado neh!

    mas entendo como é dificil traduzir!

    deve dar um trabalhão e imagina ainda de graça!

    vc é d+ vinícius!

    bjs!

  8. filipe disse:

    mto bom carinha
    voce esta fazendo um trabalho de tirar o chapeu
    parabens

  9. guilherme disse:

    Uhullllllll esse find tem mais neh?

  10. Jonas disse:

    Muito bom! (Alguns errinhos de digitação, mas são bem poucos)

    Adorei o capítulo, e nem acredito que Richard foi capaz de tudo aquilo =D

    Continuem Traduzindo!

  11. Manu disse:

    (Fála sério Jonas, olha o trabalhão que o cara está tendo sem a menor obrigação… Errinhos de digitação??? isso nem se comenta, na boa!)

    Breno, só tenho agradecimentos por vc disponibilizar do seu tempo nessa tradução. Cara, não pára não pleaaase! rsrs Seu trabalho está ótimo e essa história é dez!!!

    Super beijo!!! ^^

  12. Stan FERNANDES disse:

    ótimo trbalho!! =D

  13. Allan Fedato disse:

    Otimo trabalho

  14. Ana Paula disse:

    Fodástico!!!

  15. Trycia disse:

    Esse capítulo foi d+…

  16. Ivan disse:

    Tradução nota 10!este capitulo foi ótimo.

  17. Pedro Augusto disse:

    O melhor capitulo até agora.ótima tradução!

  18. Dionisio1374 disse:

    Não vou nem olhar agora se vc parou, mas espero que tenha continuado até o final. Obrigadão!

  19. Jun disse:

    Cara, realmente seu trabalho é muito bom. Traduzir textos é escrever idéias existentes com suas próprias palavras, e vc as utiliza muito bem!

    “Descobri” o blog esses dias, e agora não consigo parar de ler! E com certeza lerei também a história que vc escreveu!

    Está de parabéns, Vinícius!

  20. Fabrício disse:

    O melhor sobre The 4400. Estou adicionando aos “favoritos” cada capítulo e comentários. Fabrício. Carazinho-RS.

  21. Edyr Oliveira disse:

    Muito bom! Fico imaginando se o Richard irá descobrir que existe outra maneira de tirar o hospedeiro do corpo de um Marcado. Se sim, coitado do Jordan! kkkk Com essa onda de ressurreição, será que a Isabelle volta? Eu gostava muito dela e seu retorno seria explosivo! kkkk

  22. Vinicius Guardia disse:

    Muito bom mesmo! parabéns!

  23. Drika disse:

    dá pra imaginar a cena do cardeal em chamas!!! muito bom!

  24. Muito bom o capítulo, mas q dó do Richard! Sem a esposa e sem a filha!!! Já que a Isabelle morreu bem q poderia voltar a Lily, que sdds!!!

  25. Déborah disse:

    Estou adorando ler a continuação….ótimo trabalho.

  26. Michel disse:

    Muito obrigado pelas traduções, você salvou a série no Brasil….rsrsrsr….

  27. Michel disse:

    Na última temporada , Jordan Coolier foi contaminado pelos marcados, mas até agora não foi mostrado como ele se libertou de ser um marcado, alguém sabe me dizer algo à respeito????

  28. ione prado disse:

    Muito obrigada. Parabéns pela tradução.

  29. mANDY disse:

    Estou adorando…não pare de traduzir… 🙂

  30. nilza disse:

    Acabei de terminar o filme dos 4400… depois de mil anos… vai ver que essa foi a habilidade que adquiri…rs… fiquei muito feliz de descobrir que havia a tradução do livro, e agrdeço muito. Meu proximo foco será ler “O ANEL” e deixarei meu comentário também. Será que você ainda lê os comentarios? Valeu!

    • brenooficial disse:

      OI, Nilza!
      Ainda leio os comentários, sim, mas não venho ao blog com tanta frequência por falta de tempo. Ficaria muito feliz se você lesse os trechos de “O Anel” também 😀

      • nilza disse:

        Oi Breno, terei grande satisfação em ler sim “O Anel”, aliás tenho lido trabalhos de pessoas que escrevem (mas sem nada publicado) que tenho achado muito bons, e tenho 2 amigos que trabalham comigo e são musicos e me mostram também suas produções… olha, seria tão bom que todo mundo se empenhasse em viver no mundo com mais criatividade e amizade. Eu sou doida por suspense – e não sei se você é de São Paulo, mas terá agora em outubro uma exposição no MIS com objetos usados nas produções de Stanley Kubrick – foco no “O Iluminado” e “Laranja Mecanica” – perdi a exposição do Game of Thrones no Shopping Vila Olimpia. Chorei lágrimas de sangue…. mas tudo bem…. valeu amigão tenha uma linda tarde!

  31. brenooficial disse:

    Oi, Nilza. SOu de São Paulo, sim. Onde eu acho mais detalhes sobre essa exposição. Adoro “O Iluminado”, aliás, tudo que o Stephen King escreve haha

  32. nilza disse:

    Breno, sou uma “Stephenkinguista” de carteirinha… três meses atrás lembrei de uma mini série que passou na Record (imagine…) acho que durou 5 dias, chamava “A dança da morte” pois rodei atrás dessa série e tenho uma “filmeira” que me atende em meu vicio por filmes. Pois meu amigos pirateiros conseguiram a serie para mim completinha a 20 contos. Capa e dvd gracinhas parecia até original. Você assistiu esse… minhas tecla de interrogação está quebrada. E no Youtube assisti e enlouqueci com a “Tempestade do século” completinha… show de Stephen King! Vale a pena providenciar uma bacia de pipoca e assistir (comprido toda vida mas vale a pena!) Ah… a exposição que falei é no MIS (Museu da Imagem e Som) o bacana é que o ingresso comprado com antecedência é de 20 reais, e pasme, na bilheteria, ali, “in loco” vai custar 10 reais…é só esperar a poeira baixar e e ver a exposição com tranquilidade. Uno baccio tradutor de ouro!

  33. Mnks disse:

    vamos continuar, muito bom!!!

  34. Carmem disse:

    Fantástico, por favor não pare de traduzir.

  35. Laura disse:

    MUITO MUITO OBRIGADO! VOCÊS ME SALVARAM DA MINHA ANGUSTIA

  36. patricia disse:

    bom demais

  37. Muito bom , não consigo parar de ler srrs

  38. Hundenberg Fernandes disse:

    Boa tarde Vinícius…
    Acabei de assistir a série e fui procurar a 5° temporada… decepção, acabei de descobrir que não existe!
    Mas achei seu site e estou lendo, porém, não consigo encontrar as 8°, 9° e 10° capítulos…
    Não encontro de jeito algum. Por favor poderia me disponibilizar? pode me mandar por email se assim preferir ou o link dos episódios…
    Desde já agradeço, por esses episódios e pela série toda traduzida à nós meros mortais rs!
    Um abraço!

  39. VC é simplesmente demais! Terminei de assistir a 4o. Temporada, achei seu site e estou lendo a 5a. Temporada, porém, não consigo encontrar o capitulos 8, 9, 10, 11, 12 e 13 …
    Não encontro de jeito algum. Será que poderia me disponibilizar, por gentileza? Pode me mandar por email, face ou se preferir, o link dos episódios…
    Estou viciada! Me ajuda vai… Pode me add no face tbm!
    Desde já agradeço, por esses episódios e pela série toda traduzida! Vc é um gênio! Espero que leia os coments ainda… Bjs 🙂

  40. sueli disse:

    impressao ou cada um tem seu desenho? obrugada pelas traducoes

  41. Audra Liz disse:

    Cara! Cada dia fica mais difícil não ler….. Viciante

  42. Myrna disse:

    Por favor não pare, acabei de conhecer a serie e estou terminando a 4ª temporada. Preciso saber o final…. Não vejo a hora de começar a ler…

  43. Myrna disse:

    Muito bom, a vingança contra os Marcados já começou….

  44. Rogerio disse:

    Maravilhoso, valeu pelo trabalho

  45. Sah disse:

    Shoooow!!! Estou adorando!

  46. Silvio disse:

    Breno, cara! Que show, hein?! Valeuzão!

  47. Gisa disse:

    Você é “o cara!”. Ainda bem que encontrei esse blog!

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