The 4400 – Welcome to Promise City (Capítulo 14 traduzido)

Publicado: 21 de março de 2010 em The 4400

Galera, aí vai o capítulo 14 (um pouco atrasado, mas tá aí.. hehe), traduzido por Helena Padim…

Uma outra coisa: algumas pessoas me perguntaram quanto ao segundo livro, o Promises Broken. Me perguntaram se eu vou traduzi-lo e postá-lo aqui no blog também. Bom, tudo isso vai depender dos comentários até o final desse primeiro livro (ainda faltam oito capítulos). Se os comentários continuarem, ou talvez até aumentarem, nós também iremos traduzir o segundo livro, que é tão bom quanto (ou até melhor) que o primeiro.

QUATORZE

 

            O apartamento de Marco era bem parecido com o que Meghan imaginara. Pôsteres de filmes cultuados de ficção científica e de monstros estavam pregados nas paredes do sobrado do antigo imóvel industrial. Um curto lance de escadas descia para um aglomerado de mesas de trabalho e cabines de gravação. Ela correu os olhos pelos títulos estranhos e pelas cores fantasmagóricas dos pôsteres. Plano Nove do Espaço Sideral. A Coisa que não Deveria Morrer. Feixes de raio laser saíam dos olhos multiarticulados dos robôs gigantes. O monstro Frankenstein lutando contra um dinossauro.

            Cada qual com seu gosto, ela pensou. Ela preferia filmes estrangeiros.

            Marco pegou o casaco dela quando entraram no apartamento.

            — Tá legal — ela reclamou, impacientemente. Havia pilhas de relatórios orçamentários e papéis de avaliações de crise esperando por ela no quartel-general da NTAC. Normalmente ela almoçaria no próprio gabinete, mas Marco havia insistido em que, ao invés disso, ela caminhasse até a casa dele. — O que é tão importante que nós não podemos discutir na Sala de Teorias ou no meu gabinete?

            — Você vai ver — o tom e a expressão séria dele deixaram claro que não havia chamado ela ali para jogar Playstation. — Por aqui – disse ele, guiando-a pelas escadas para o piso principal do apartamento. Não havia paredes separando o quarto do escritório e da sala de estar. Grandes tapetes se esparramavam pelo piso de cerâmica esverdeada. Globos dependurados iluminavam o apartamento. Cortinas cobriam as janelas. — Os outros já estão aqui.

            Outros?

            Ela ficou surpresa ao encontrar Maia Skouris, Tess Doerner e ambos os Jed Garritys esperando na sala de estar. Os quatro visitantes pareciam tensos e desconfortáveis. Gravatas azul e vermelha diferenciavam os dois Garritys, que eram completamente idênticos. O agente Garrity, que já fora um homem só, duplicara a si próprio após sobreviver ao cinquenta/cinquenta. Agora, duas versões do mesmo homem caucasiano de cabelos escuros estavam sentadas em pontas opostas de um sofá de couro preto. Ambos ostentavam o mesmo e habitual semblante entediado. Nem mesmo os cientistas mais experientes da NTAC tinham sido capazes de determinar qual deles era o original e qual era a cópia.

            Não era comum ver os dois Garritys no mesmo lugar ou ao mesmo tempo. De um modo geral, eles tendiam a evitar um ao outro, trabalhando em turnos diferentes, para poderem dividir o mesmo apartamento e a mesma baia no trabalho, dos quais nenhum deles parecia querer abrir mão em favor do outro. As gravatas diferentes eram uma concessão para não confundir os colegas.

            — Olá, chefe. — Jed Vermelho a cumprimentou, mal-humorado.

            — Que bom que você pôde vir — acrescentou Jed Azul.

            Ainda mais estarrecedoras eram as presenças de Tess Doerner e Maia. Meghan nunca havia encontrado a primeira pessoalmente, mas conhecia a reputação da controladora de mentes. Tentou não demonstrar sua ansiedade, mas mesmo assim um frio percorreu sua espinha. A jovem de cabelos escuros espreitava ameaçadoramente de seu canto, observando os outros com uma expressão de cautela. Em tese, ela não era mais insana, mas sua lealdade permanecia sob suspeita; em várias ocasiões, ela e Kevin Burkhoff estiveram associados tanto com o Centro dos 4400 quanto com o Movimento de Collier. Teria Tess obrigado Marco a marcar aquela reunião não-oficial?

            E o que Maia estava fazendo ali? Ela não deveria estar na escola? Meghan se colocou protetoramente entre a adolescente e Tess.

            — Sua mãe sabe que você está aqui? — perguntou.

            — Na verdade, não — respondeu a garota, acanhada. — Você não vai contar a ela, vai?

            Pelo menos ela não parecia estar sob o controle de Tess.

            — Depende. — Meghan voltou-se para o anfitrião. – Desembuche, Marco. Por que você nos convidou para vir aqui?

            — Não foi ele – uma voz áspera entrou em cena. Jordan Collier adentrou a sala através de uma porta dupla do tipo industrial. — Fui eu.

            Os olhos de Meghan se arregalaram. Xingou a si própria por não ter trazido uma arma, mesmo ela sendo apenas uma servidora administrativa, não uma agente de campo. Ela olhou de relance para os Garritys para se assegurar de que teria cobertura, caso precisasse. Os onipresentes guarda-costas de Collier não estavam à vista, mas Meghan duvidava de que eles estivessem muito longe. Talvez até na sala ao lado.

            — Jordan me pediu que arranjasse esta reunião — explicou Marco. — Ele apresentou um caso irrecusável.

            — Foi mesmo? – Meghan perguntou, amargamente.

            Houvera um tempo, apenas dois meses atrás, em que capturar Collier tinha sido a prioridade número um da NTAC. Mas isto foi antes de ele tornar-se o comandante de Seattle de fato.

            Prendê-lo não era mais uma opção válida.

            — Por favor, sente-se, Srta. Doyle — Collier disse, indicando uma poltrona de veludo em frente ao sofá. Uma toalha de praia do Darth Vader estava estendida sobre o encosto dela. O chão pedia um aspirador. — Não há motivo para se alarmar. Eu só quero conversar, extraoficialmente.

            Meghan decidiu fazer o jogo dele. Ela sentou-se.

            — Conversar sobre o quê?

            — Francamente, eu preciso da sua ajuda — ele encarou a eclética assistência de 4400 e funcionários da NTAC. Seu austero sobretudo comprido e preto lhe conferia o ar de um pastor falando para uma congregação desconfiada. — Vocês estão sabendo que Richard Tyler foi capturado novamente?

            O quê? A notícia inesperada veio como um choque tão grande que não dava para manter a expressão impassível. Tyler tinha estado no topo da lista dos mais procurados pela Interpol desde que testemunhas oculares haviam-no ligado ao assassinato do Cardeal Calábria, em Roma. Se ele havia sido capturado pelas autoridades, ela deveria ter sido avisada.

            — Não — ela admitiu. — Por quem?

            — Dennis Ryland. Haspelcorp. Possivelmente em conluio com os Marcados — o desprezo transparecia na voz de Collier. — Eu tenho motivos para acreditar que ele está sendo mantido agora em uma prisão secreta, comandada pela Haspelcorp. Sem dúvida, com a aprovação tácita do governo federal.

            — Interessante — disse Meghan, cautelosamente. Não era segredo que os federais tinham contratado a Haspelcorp para lidar com o caso dos 4400. A NTAC e a companhia já haviam batido cabeça sobre questões de segurança nacional. Dennis Ryland tinha ocupado o cargo de Meghan antes de se mudar para o setor privado. — Mas, mesmo que seja verdade, por que nós, aqui? Qual é o objetivo desta reunião?

            — É simples — ele sorriu ironicamente. – Vocês têm que ajudá-lo a escapar da prisão.

            O queixo de Meghan caiu.

            — Como é que é? – ela estava embasbacada com a audácia do homem. Mesmo para um pretenso messias, aquilo era demais. — Você deve estar brincando!

            — Estou falando sério – ele caminhou até Maia e pousou a mão no ombro da menina. — Uma fonte confiável, que por acaso é a nossa extraordinária Maia Skouris, me informou que Ryland está tentando forçar Tyler a prestar o depoimento falso de que eu estou transformando a promicina em um tipo de arma de destruição em massa. Esta é exatamente a desculpa de que os meus inimigos, incluindo os Marcados, precisam para iniciar um ataque à Terra Prometida — seu sorriso foi desaparecendo, conforme ele pintava o cenário do que aquilo poderia acarretar. — Uma invasão armada, ataques aéreos, talvez até armas nucleares. Nós, é claro, seremos obrigados a retaliar. A perda potencial de vidas poderá ser verdadeiramente grande — ele passou o olhar pelo grupo. — Nenhum de nós quer isto.

            Meu Deus, pensou Meghan, apavorada com o que acabara de ouvir. Ela gostaria de poder descartar a previsão de Collier, como se fosse mero terrorismo, mas, infelizmente, aquele não era, nem de longe, o caso. Como diretora da NTAC, ela tinha sido alertada de que cenários similares já haviam sido cogitados, com graus bastante variados de entusiasmo, nos corredores do poder. Collier tinha traçado uma linha na areia, quando demarcara a Terra Prometida. O cinquenta/cinquenta tinha agravado a questão, deixando-a à beira de um colapso. Se houvessem evidências tangíveis – como, por exemplo, uma confissão, de parte de algum terrorista 4400 conhecido, gravada em vídeo -, de que uma epidemia ainda maior estava para acontecer, tudo iria se modificar.

            — Isto é verdade? — ela perguntou a Maia.

            A garota concordou seriamente com a cabeça. Ela falou com uma gravidade incomum à sua idade.

            — Eu vi, Srta. Doyle. Eles vão forçá-lo a mentir sobre Jordan.

            Meghan sabia que não deveria desprezar as visões de Maia. Mesmo assim, ela ainda não estava pronta para embarcar na canoa de Collier.

            — Se é tão importante, por que você mesmo não resgata Tyler? Você o ajudou a escapar da primeira vez.

            — Acho que você está trabalhando com conceitos equivocados — ele respondeu, rechaçando a acusação dela. — Eu não tive nada a ver com qualquer das atividades recentes de Richard. Eu tenho apenas interesses menores nesta situação crítica.

            — A-ham, tá legal — os Garritys debocharam, em uníssono.

            Meghan também não acreditava nele.

            Jordan ignorou o ceticismo deles.

            — De qualquer forma, parece que os comparsas de Richard ou estão mortos ou foram capturados. E eu não tenho recursos para montar imediatamente a minha própria missão de resgate. Além disso, também suspeito de que os agentes de Ryland estão vigiando a mim e ao meu povo bem de perto, no momento, eliminando o elemento surpresa. Finalmente, e talvez o mais importante — ele admitiu —, eu não faço ideia de onde eles o prenderam.

            Acho que há limites para as visões de Maia, pensou Meghan.

            — E você acha que nós podemos achá-lo para você?

            — Eu tenho uma fé considerável nos seus recursos 2014x respondeu Collier. – Não se esqueça de que nós fomos bem sucedidos trabalhando juntos antes. Como na vez em que estávamos todos presos naquele jogo de ilusões.

            Meghan lembrava-se do incidente. P.J. Devine, um p-positivo que era membro da equipe da Sala de Teorias de Marco, tinha tentado ligar as fronteiras entre a NTAC e o Movimento de Collier, prendendo pessoas-chave de ambos os lados em uma construção física que imitava o quartel-general da NTAC. Meghan jamais iria se esquecer da experiência, considerando que ela chegara a “morrer” naquela realidade virtual. Graças a Deus, Collier e Tom tinham conseguido descobrir como levar todos de volta para o mundo real!

            Falando em Tom, ela soube tarde demais que ele e Diana estavam desaparecidos desde sua paradinha para um café. Até onde ela sabia, eles tinham estado entrevistando os parentes e associados de Bernard Grayson, mas parecia estranho que eles não houvessem sido incluídos naquele grupo. Os dois tinham mais experiência com Tyler do que qualquer um naquela sala. Ela lançou um olhar inquiridor para Marco.

            — Onde estão Baldwin e Skouris?

            — Só positivos — disse Collier —, por minha insistência. Sem querer ofender seus distintos colegas, mas isto é algo com que aqueles de nós, que o destino abençoou com habilidades, lidamos melhor — de pé, atrás do sofá, ele sorria com bondade para Maia. — E, em respeito à jovem Maia, eu não quero colocar em risco a vida ou a carreira de sua mãe.

            — Ao contrário das de todos nós? — resmungou Jed Azul.

            — Vocês todos são positivos – respondeu Collier, carrancudo, como se meio aborrecido por eles ainda não terem passado para o seu lado. — Vocês têm mais a perder do que ninguém, se Ryland e os Marcados provocarem uma guerra generalizada entre positivos e negativos. Vocês deveriam estar ansiosos por aceitar esta missão vital.

            — Desculpe-nos se não nos empolgamos com a perspectiva de cometer traição — respondeu Meghan, secamente. Ela imaginava quanto Collier sabia exatamente sobre as respectivas habilidades deles, incluindo a sua própria; aquilo estava longe do conhecimento público. Embora fosse verdade que o fato de haver agora dois Garritys era difícil de se esconder, Marco e ela praticamente não tinham divulgado suas novas habilidades. Será que ele faz alguma idéia do que nós realmente podemos fazer?

            Pensando bem, ele havia, de alguma forma, descoberto a habilidade de April. Meghan lembrava-se da preocupação de Tom sobre haver um espião na NTAC. Seria possível que um dos outros positivos da NTAC estivesse passando informações para Collier? Ela não queria achar que Marco ou os Garritys pudessem ser os informantes, mas era possível que o fato de terem se tornado p-positivos talvez mudasse seu modo de ver o Movimento. Enquanto ela avaliava furtivamente seus colegas, reparou que outro positivo estava claramente ausente.

            — Não estou vendo Abigail Hunnicut aqui — observou.

          — Estava tudo por minha conta — confessou Marco. – A habilidade dela não serviria exatamente para uma missão de resgate, então por que envolvê-la? — ele corou levemente; Meghan suspeitava de que ele tivesse uma quedinha pela loira genial. — Ela ficará melhor sem saber de nada disto.

            Isto é provavelmente verdade, Meghan considerou. A habilidade de ler o DNA de alguém não iria ajudar ninguém a ser resgatado da prisão. E ela não poderia culpar Marco por ser protetor demais em relação ao último sobrevivente de sua equipe. Ele havia perdido dois de seus companheiros intelectuais no último ano. P.J. estava atualmente cumprindo prisão perpétua por ter se voluntariado a tomar promicina. Brady Wingate havia morrido durante o cinquenta/cinquenta…

            — Você realmente acha que nós devemos fazer isto? — ela perguntou a Marco, em tom de dúvida. — Richard Tyler é suspeito de terrorismo e assassinato. Ele ajudou a assassinar um homem em Roma há apenas alguns dias.

            — Não foi qualquer homem — Collier a corrigiu. — Um membro dos Marcados. Não insulte minha inteligência, fingindo que você não sabia da verdadeira natureza dele. Se Richard Tyler esteve envolvido nesse suposto assassinato, então foi puramente em defesa de seu povo e do futuro — seus olhos escuros se espremeram, enquanto ele desafiava Meghan. — Ou você acha certo tudo o que os Marcados têm feito, e irão continuar a fazer, a não ser que alguém os impeça?

            — É claro que não! — Meghan se alterou, deixando um resquício de emoção trair sua discrição profissional. Ela não era amiga dos Marcados, especialmente depois do que eles fizeram Tom passar. Descobrir que seu amante tinha sido possuído por uma inteligência criminosa do futuro fora um dos piores momentos de sua vida. Sua pele ainda se arrepiava sempre que ela se lembrava de como tinha feito amor com o falso Tom. — Mas isto não justifica um assassinato a sangue frio.

            — Não? — perguntou Collier. — Mesmo quando os Marcados mataram a única filha de Tyler? — sua voz tinha um tom distintamente acusador. — Olhe nos meus olhos e me diga que Emanuel Calábria iria um dia pagar por seus crimes.

            Meghan se achou sem resposta.

            — Esta não é a questão — ela respondeu, a voz fraca.

            — Por favor, parem de discutir! — interrompeu Maia. Ela apelava em nome de Richard Tyler. — Vocês têm que me ouvir. O Sr. Tyler é um homem bom. Ele nos salvou a todos de sua filha, anos atrás. Ele não merece o que irão fazer com ele. Ninguém merece.

            A intensidade comovente da súplica da garota fez com que Meghan parasse. Ela nunca havia se encontrado com Tyler pessoalmente; ele já estava foragido quando ela assumira as operações da NTAC no noroeste. Mas Tom e Diana haviam expressado compaixão pelo homem em vários momentos, assim como Shawn Farrell e várias pessoas do Centro 4400. Tyler havia perdido tanto a mulher quanto a filha para as maquinações do futuro. Talvez ele realmente fosse mais vítima do que algoz.

            — Eles vão torturá-lo — previu Maia —, se já não o tiverem feito. Vocês têm que fazer alguma coisa. Vocês têm.

            Meghan suspirou, genuinamente confusa. Liberar Tyler da Haspelcorp estava fora de sua jurisdição, mas ela nunca fora de andar completamente na linha. Se havia uma coisa que aprendera durante sua gestão na NTAC, era que as questões envolvendo os 4400 raramente eram convencionais. Shawn tinha provado isso a ela quando curou seu pai da doença de Huntington. Talvez fosse hora novamente de que ela quebrasse as regras em nome de um bem maior.

            Ela olhou para Marco e para os Garritys, procurando apoio.

            — Eu não sei. O que vocês acham?

            — Vamos nessa — disse Jed Azul.

            — Ou não — discordou Jed Vermelho.

            Eles olharam um para o outro com nojo, anulando os votos, como de costume. Meghan suspeitava de que os pares habitualmente contradissessem seus gêmeos para provar que eles ainda eram pessoas diferentes. Ambos também teimavam em afirmar ser o Garrity original.

            — Marco? — ela insistiu, em desespero.

            Marco encolheu os ombros.

            — Para dizer a verdade, eu estou inclinado a confiar em Maia. Se pudermos impedir uma guerra, que outra escolha nós temos?

            — Você já se deu conta — ela esclareceu — de que se alguém descobrir sobre isto, todas as nossas carreiras vão por água abaixo? Sem mencionar a nossa liberdade.

            O governo não iria ver com bons olhos os funcionários da NTAC que conspirassem para liberar da custódia um terrorista procurado. Eles teriam sorte em não pegarem prisão perpétua.

            — Talvez não – disse Tess. No calor do debate, Meghan quase havia se esquecido de que a jovem introvertida estava presente. — Se formos pegos, vocês podem alegar que eu os obriguei a tomar parte na missão.

            E se nós nos recusarmos? pensou Meghan. Haveria uma ameaça implícita naquela proposta?

            — Vocês têm que ir — disse Maia. A jovem vidente jogou sua última carta. — Eu vi vocês.

            Meghan se perguntou se ela estaria falando a verdade.

*************

            — Bem, isto foi uma perda de tempo — disse Tom.

            Ele e Diana estavam voltando de Bellingham, duas milhas ao norte de Seattle, onde finalmente haviam conseguido encontrar a esquiva ex-esposa de Grayson, Michelle. Infelizmente, a ex-Sra. Grayson, que havia deixado o marido quatro anos antes do cinquenta/cinquenta, parecia saber quase nada sobre as atividades recentes do agente funerário. Ela não sabia e nem ligava para onde ele poderia estar escondido no momento, embora tenha tentado negociar com os agentes um par de buldogues com pedigree. Felizmente eles haviam partido sem nenhum filhote.

            — Valeu a tentativa, eu acho. — Diana carregava uma escopeta no banco do carona, ao lado de Tom. A Interestadual 5 se estendia diante deles. Montanhas de sempre-vivas floresciam e se derramavam ao longo da estrada. — Você acha que ela estava dizendo a verdade, que não tem estado em contato com Grayson desde o divórcio?

            — Infelizmente, sim – Tom tentava se lembrar da última vez em que ele havia falado com sua ex. O casamento deles não sobrevivera aos três anos de coma de Kyle. Linda havia se mudado para Spokane havia alguns anos.

            Diana não discutiu a avaliação dele sobre a veracidade de Michelle.

            — Então, a que isto nos leva?

            — Quem me dera saber — desde que tinham perdido Grayson na agência funerária, eles não haviam conseguido nada de concreto. Grayson não tinha filhos e nenhum conhecido significativo. Uma busca em sua residência, no segundo andar da agência, havia levantado apenas uma grande quantidade de literatura utópica sobre os 4400. Seu caderninho de telefones e o computador pessoal continham apenas uma longa lista de conhecidos casuais e contatos profissionais. Antes do cinquenta/cinquenta, Grayson parecia ter sido um profissional sério e trabalhador, que dedicava a maior parte de sua energia e de seu tempo a seus negócios. Ele não tinha ficha criminal, nem residências secundárias. Nenhum dos guardas dos postos de vistoria de fronteira tinha relatado tê-lo visto. Sua foto havia sido exposta em todas as saídas conhecidas da Terra Prometida.

            Tom contemplou a rodovia à sua frente. Eles tinham um longo caminho de volta para Seattle, e ele não estava animado em ter que lidar com todas as vistorias e barreiras novamente. Seriam mais ou menos três até chegarem ao quartel-general. Imaginava se valia a pena retornar para o escritório. Talvez devêssemos encerrar o expediente por hoje.

            Um cartaz à beira da rodovia os avisou sobre um restaurante logo à frente. Um estômago vazio o lembrou de que eles ainda não haviam almoçado. Uma xícara de café fresco e um sanduíche de peru pareciam perfeitos agora.

            — Você quer dar uma parada para fazer um lanche?

            — Pode ser — concordou Diana. — Não temos que sair correndo para lugar nenhum agora.

            Triste, mas verdadeiro, pensou Tom. Ele pegou a pista da direita e ligou a seta. A saída estava a apenas uma milha quando seu telefone tocou inesperadamente. Sem tirar os olhos da estrada, ele pescou o celular do bolso de sua jaqueta. Colocou-o na orelha.

            — Alô? Aqui é Baldwin.

            — Oi, pai. Sou eu, Kyle.

            O coração de Tom deu um salto ao som da voz do filho.

            — Kyle! — ele havia deixado várias mensagens na secretária eletrônica do filho, depois daquele desentendimento na hora do jantar do dia anterior, mas aquela era a primeira vez que eles se falavam diretamente desde a discussão. Ele esperava que aquilo significasse que Kyle ainda estivesse falando com ele. — Obrigado por retornar minha ligação. Obrigado de verdade.

            — Sim, claro — ele parecia tenso e desconfortável. — Você tem um segundo, pai?

            Aquele obviamente não era um telefonema social.

            — Claro. O que foi?

            — É sobre aquele cara, o Grayson, sobre quem você me perguntou…

            — Sim? — Tom perguntou, apreensivo. Seu filho estaria aborrecido com aquilo? — Olha, Kyle, eu não estou contente com o rumo que as coisas tomaram ontem à noite. Você tem que saber que eu nunca quis fazer algo que pudesse nos afastar.

            Era estranho ter aquela conversa bem na frente de Diana, mas sua parceira providencialmente fingia rever o dossiê de Grayson. Ela manteve o olhar na pasta em seu colo. Tom gostou da discrição dela.

            — Eu sei, pai — Kyle mantinha sua voz baixa, quase com se ele estivesse com medo de que alguém pudesse escutar. — Aí é que está. Eu pesquisei sobre Grayson para você e achei algo estranho. Provavelmente não é nada, mas… — a voz dele foi sumindo. Ele resmungou qualquer coisa com voz abafada. — Me deixe em paz, ouviu? Eu sei o que estou fazendo.

            — O que é isso, Kyle? — Tom não estava entendendo. Será que eu falei algo que o ofendeu?

            — Nada, pai. Não era com você — ele parecia envergonhado pela explosão. — Eu estava falando comigo mesmo, ou algo assim.

            Tom teve a impressão de que seu filho não estava falando toda a verdade. Tem alguém lá com ele?

            — Você está sozinho? — ele perguntou, de modo suave. — Você consegue falar livremente?

            Aquilo chamou a atenção de Diana. Ela o olhou de modo interrogativo.

            — Mais ou menos — disse Kyle, vagamente. — De qualquer forma, sobre Grayson…

            — Sim? – Tom tentava não parecer tão ávido, com medo de assustar Kyle. A julgar pelo nervosismo dele, Kyle estava a ponto de desligar a qualquer momento. — O que é, Kyle?

            Devagar, hesitante, seu filho relatou o que havia apurado sobre Bernard Grayson e algo chamado Comitê de Alcance Global. O nome não significava nada, mas os ouvidos de Tom se interessaram quando Kyle mencionou que o CAG tinha adquirido recentemente um centro de plasma abandonado na região central de Seattle. Ele se lembrou na mesma hora da forma como Grayson havia convertido a agência funerária em algum tipo de laboratório de clonagem biológica. Seus instintos lhe diziam que Grayson estava de volta ao foco.

            — Obrigado, Kyle. Nós vamos verificar — um pensamento perturbador ocorreu a ele. — Ahn, você não falou sobre isso com Jordan, falou?

— Ainda não — disse ele, de modo sombrio. Tom achou que Kyle se sentia culpado por fazer as coisas pelas costas de Jordan. — Embora eu tenha pensado nisso…

            Tom silenciosamente amaldiçoou a influência de Collier sobre Kyle. — Vamos manter isso entre nós por enquanto — ele pediu. — Ao menos até sabermos se ele tem algo a ver com isso — ele esperava não estar pedindo demais; não queria afastar Kyle novamente. — Você pode fazer isto, Kyle? Como um favor para mim?

            Houve um silêncio torturante na linha, até que Kyle finalmente respondeu.

            — Tudo bem, eu acho — ele deu a Tom o endereço do centro de plasma. Alguém bateu à porta, ao fundo. — Tenho que ir, pai — ele disse, apressado. — Depois me conte o que vocês acharam.

            — Conto sim — prometeu Tom. — E, Kyle, obrigado mais uma vez. Eu realmente gostei disso.

            — A-ham — Kyle parecia já estar arrependido do que fizera. — Falo com você depois.

            Ele desligou.

            A entrada do restaurante apareceu diante dele, mas Tom continuou dirigindo. Ele desligou a seta. O almoço podia esperar. Uma boa pista tinha prioridade sobre uma xícara de café bem quente.

            — Mudança de planos — ele informou Diana. — Nós vamos até um banco de sangue.

            Ele pisou fundo no acelerador.

*************

            — As paredes são mais escuras, mais cinza do que verdes — Maia especificou. — O banco é mais baixo. Há uma teia de aranha no canto direito do teto. A tampa do vaso sanitário está quebrada. A cadeira é aparafusada no chão.

            Maia consultava seu diário de sonhos enquanto descrevia a cela de Tyler para Marco. Ele estava sentado à frente de seu computador pessoal, retocando uma imagem na tela, de acordo com as especificações da menina. Marco não era nenhum artista gráfico, mas ele e Maia já haviam seguido esta rotina antes. Maia tinha começado desenhando um esboço da cena de sua visão. Marco então escaneara a ilustração, e agora estava usando seu programa gráfico favorito para aperfeiçoar a figura, enquanto Meghan, Collier, Tess e os Garritys matavam o tempo em outro canto. Não havia muita conversa entre eles.

            Isto não é surpresa, pensou Marco. Não há muita confiança nesta sala.

            — Que tal? — ele perguntou a Maia.

            — Quase lá — ela estava em pé atrás dele, olhando por cima de seus ombros para o monitor do computador. A menina revirou sua memória em busca de mais detalhes. — Havia uma mancha marrom no teto, bem ali. — ela apontou para o canto superior esquerdo da tela. — Era manchado e irregular nas bordas. Como uma água-viva.

            Marco manuseou o mouse. Alguns toques nas teclas inseriram uma nódoa marrom no teto. — Assim?

            — Bem parecido — ela rabiscou um desenho em seu diário e entregou a folha para Marco. — Mas mais escura no meio e mais clara nas bordas.

            Ele ajustou a imagem de acordo com a descrição.

            — Melhor assim?

            — Sim — ela concordou gravemente com a cabeça. — Eis o lugar. Foi aí que eles o prenderam.

            Marco salvou a imagem, e então contemplou a cela prisional virtual. Parecia bem lúgubre. Ele engoliu em seco, diante da perspectiva de ser o primeiro a visitar o lugar. Por que Richard não poderia ter sido preso no Havaí ou coisa parecida?

            Meghan aproximou-se para inspecionar a imagem.

            — Está detalhada o bastante para você?

            Da maneira como a habilidade 4400 de Marco funcionava, ele precisava visualizar um local antes de poder se teletransportar para lá. Ele geralmente se concentrava em uma fotografia real como gatilho mental, mas uma imagem virtual seria suficiente? Ele de repente desejou ter testado mais vezes os limites de sua habilidade, apesar da política contrária da NTAC.

            — Talvez. Espero que sim.

            Collier observava tudo com interesse.

            Marco olhou para certificar-se de que seu celular estava carregado. A tela do visor informava que eram duas e quinze da tarde. Ele se deu conta de que não deveria adiar mais.

            — Está certo, aqui vai nada — ele se levantou de sua cadeira. — Desejem-me sorte.

            — Espere — disse Meghan. — Se você for mesmo aonde pretende, não vai querer ser reconhecido.

            Boa ideia, pensou Marco. Eles tinham que considerar que a cela de Tyler deveria estar sendo monitorada. Ele vasculhou sua cabeça atrás do disfarce apropriado, então remexeu em uma maleta sobre sua cama. Levou um minuto ou dois para localizar o item em questão, mas logo extraiu de lá uma máscara de borracha de Klingon1, da última festa de Halloween, dois anos antes. (A festa do ano anterior fora cancelada, em respeito às vítimas do cinquenta/cinquenta). Agarrando a máscara, bem como um par de luvas de inverno, ele correu de volta para a sala do computador. Espero que hoje não seja um bom dia para morrer.

            Meghan olhou estupefata para a máscara de Klingon, com seus pelos sintéticos encrespados e seus sulcos.

            — Você sabe que esta é uma missão de reconhecimento, e não uma convenção de Star Trek, não é?

            Jed Azul esboçou um raro sorriso. Jed Vermelho deu um tapinha em si próprio. Collier suspirou.

            Tess, uma foragida dos anos 50, parecia não saber o que era um Klingon.

            — Star Track?

            — Ei, às vezes você tem que se virar com o que tem à mão — disse Marco. Ele vestiu o disfarce sobre a cabeça e os óculos. O interior da máscara cheirava a suor azedo e borracha. Sua própria respiração ecoava em seus ouvidos. Ele calçou as luvas para evitar deixar qualquer impressão digital incriminadora.

            — Tá bem, acho que agora estou pronto.

            — Espere! – Maia correu até ele e impulsivamente o abraçou. Eles tinham ficado amigos desde o tempo em que Marco namorara Diana, alguns anos antes. — Por favor, tenha cuidado.

1 Klingon – raça alienígena fictícia, criada para a série Star Trek.

 

            Ele se comoveu com a reação da menina.

            — Não se preocupe — prometeu. — Eu não vou demorar muito.

            Bata na madeira.

            Desvencilhando-se do abraço da menina, ele encarou a tela do computador. O resto do mundo desapareceu quando ele se concentrou na cela de prisão de ar gélido que Maia havia descrito. Ele sentiu um formigamento familiar no fundo de seu cérebro. A imagem o envolveu como num filme de três dimensões…

            Em um instante, ele se achou em outro lugar. Paredes de concreto asfixiantes o cercavam. A temperatura caíra dramaticamente. Uma feia mancha marrom de infiltração deteriorava o teto. Uma teia de aranha pendurada no canto. Richard Tyler deitado e tremendo sobre um duro banco de concreto.

            E aqui estamos, pensou Marco. A cela claustrofóbica era tão assustadora quanto ele temia. Uma impositiva porta de aço o trancava dentro da cela com Tyler. Calafrios percorreram sua pele, e não apenas por causa da baixa temperatura. Não era o tipo de lugar em que ele gostaria de estar.

            Mas onde exatamente ele estava?

            Consultou o telefone. O aparelho de alta tecnologia, com o qual ele havia estourado o pagamento de uma semana havia algum tempo, também continha um GPS embutido que, em tese, poderia apontar sua localização em qualquer lugar da Terra. Manejando os controles na sequência certa ele ativou o localizador, que rapidamente lhe deu as coordenadas exatas em graus, minutos e segundos:

            39.967814, -75.172595.

            Ele rapidamente interpretou a leitura digital. Pensilvânia, ao que parecia. Talvez algum lugar na área da Filadélfia?

            Ao menos não é Guantánamo ou a Síria, pensou.

            Ele poderia procurar a localização exata assim que estivesse de volta a Seattle, o que não deveria demorar muito. Não havia necessidade de permanecer na cela, agora que ele havia determinado sua localização. Era apenas uma questão de tempo até que sua presença fosse detectada, e ele não tinha vontade de fixar residência permanente numa cela como aquela. Levou um segundo, entretanto, para checar o atual ocupante da cela.

            Exausto por causa do martírio, Richard Tyler dormia esparramado sobre o banco de aspecto desconfortável. Sonhos perturbadores atrapalhavam seu descanso. Ele fazia caretas e socava o banco.

            — Não — ele murmurava — de novo, não…

            Coitado, pensou Marco. Ele desejava poder teletransportar Tyler consigo, mas aquilo estava além de sua habilidade, ao menos por enquanto. Até então ele só era capaz de transportar a si mesmo de lugar para lugar. O que iria ajudar a tirar Tyler daquele buraco asqueroso.

            Um alarme retumbante o sobressaltou. Parece que a festa vai começar, ele constatou. Pressionando as teclas de seu telefone, ele abriu uma foto de seu apartamento armazenada na memória do aparelho.

            — É hora de sair daqui — murmurou —, o mais rápido possível.

            O som estridente acordou Tyler, que sentou-se, assustado. Seus olhos cansados se arregalaram à visão do alienígena de cabeça grande em sua cela. Ele piscou, confuso.

            Marco gostaria de poder explicar, mas sabia-se lá quem poderia estar ouvindo? Incapaz de resistir à tentação repentina, ele levantou seu braço, em uma saudação Klingon.

            — Qapla!

            E desapareceu na foto de seu telefone.

            Sua reaparição súbita no apartamento provocou sustos em seus companheiros de conspiração. Tess deu um passo para trás, cuidadosamente. Maia suspirou de alívio. Collier parecia devidamente impressionado.

            — Você possui uma habilidade extraordinária — ele observou.

            Marco quase podia ver as engrenagens funcionando na mente maquiavélica de Collier.

            — Bem, não se acostume a tê-la ao seu dispor — ele declarou, deixando claro que não planejava mudar de lado. — A NTAC paga meu salário, não você.

            — Uma pena — respondeu Collier. — Talvez você reconsidere algum dia.

            — Não conte com isso — replicou Marco. Juntar-se a uma seita não estava em seus planos.

            — Pare de tentar arrebatar meu pessoal — Meghan advertiu Jordan —, ou vou desistir de ajudar você — ela passou por Collier para juntar-se a Marco em sua mesa. Cruzando os braços, ela esperava o relatório dele. – Bem, você achou Tyler?

            — Pode apostar. – Ele rapidamente digitou as coordenadas do GPS em seu computador. Em segundos, achou a localização precisa da prisão misteriosa. — Penitenciária Estadual do Leste. Filadélfia.

            — Oh — disse Tess. Ela se virou para o canto, evitando tanto Collier quanto o pessoal da NTAC. — Eu já ouvi falar de lá. É um local histórico, do século dezenove. Foi transformado em museu há alguns anos. Al Capone esteve preso ali. Dizem que é assombrado.

            Todos olharam para ela, surpresos.

            Ela encolheu os ombros.

            — Kevin gosta de assistir ao History Channel.

            — Ela tem razão — confirmou Marco. Uma rápida busca na Internet achou vários sites sobre a velha prisão, que estava localizada de fato no centro da Filadélfia, não muito longe da prefeitura e do badalado museu de arte da cidade. — Foi fechado para reforma logo depois do cinquenta/cinquenta. Não há informações sobre a reabertura.

            — Reforma uma ova – resmungou Jed Vermelho . — A Haspelcorp deve tê-la virado do avesso, para transformá-la em sua Guatánamo particular.

            Jed Azul sacudiu sua cabeça, em desgosto.

            — Bem no meio da Cidade do Amor Fraterno.

            — Olhe pelo lado bom — apontou Marco. – Ao menos Tyler ainda está nos Estados Unidos.

            — Ryland provavelmente não tinha escolha quanto a isso — Meghan se remexeu na poltrona. — Desde as revoltas, a maioria dos países estrangeiros está se recusando a receber positivos em seu solo. Ryland teria muita dor-de-cabeça para embarcar um p-positivo para além-mar, se ele quisesse.

            — O que ele não conseguiria — acrescentou Collier. — Duvido que o governo americano queira um 4400 poderoso caindo nas mãos de um poder estrangeiro. Infelizmente, a promicina deu uma nova dimensão à corrida armamentista.

            E a culpa é de quem? pensou Marco, mas segurou sua língua. Para ser justo, Ryland e a Haspelcorp tinham explorado as possibilidades militares da promicina muito antes de Collier oferecer a dose para o público em geral.

            Meghan já estava trabalhando na logística envolvida.

            — De qualquer maneira, a Filadélfia ainda é pelo menos seis horas de avião daqui. E não vai ser fácil sairmos de Seattle sem sermos notados. A força aérea ainda está impondo uma área de voo proibido sobre a Terra Prometida.

            Collier deu uma risadinha.

            — Eu talvez possa ajudar nesse sentido. 

Anúncios
comentários
  1. filipe disse:

    po breno! do caraiuu menn!
    nao vejo a hora de ver o final dessa historia
    vc faz tudo sozinhu??

    show de bola!!!!!!!!

    abraçoo!

  2. Guilherme disse:

    Muito bom um dos melhores capítulos até agora!

    Adorei os positivos trabalhando juntos!

    muito bom!

  3. DOUG disse:

    vou te ser cincero, gostava de mais dessa serie qndo passava, mas ler o livro da muito mais emoção, e força a memoria a lembrar dos personagens.
    parabens pela interpretação ao traduzir, ersta ficando cada vez melhor.
    obrigado

  4. Jonas disse:

    Bom trabalho Helena!

    Concordo com Doug, ler da bastante emoção.

    A última frase me deixou curioso, qual será a ajuda de Collier?

    Continuem a tradução!

  5. Paulo disse:

    Falar o que né??? Trabalho excepcional como sempre. Ainda bem que o segundo livro já está nos planos… Parabéns mais uma vez pela iniciativa, e muito obrigado por proporcionar aos fas brasileiros a possibilidade de finalmente acompanhar o final da série.

  6. filipe disse:

    entao parabens para vc tb helena!!!!!
    nota 1000!!!!!!!

  7. Luiz Fernando disse:

    Fiquei um tempo sem vir aqui, mas to de volta!

    Continua ótima a tradução do livro e a história está cada vez melhor!

    Continuem com o belo trabalho que vcs estão fazendo, Breno e Helena!

    Abraçoo

  8. Aline disse:

    Caraio vééééééio !!!!

    mt bom. ansiosa pelo desfecho.
    continue plz!

  9. Caio Massa disse:

    Caraca!
    Muito foda!!!!
    Ansioso para o proximo!

  10. Arielton disse:

    Caraca!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    To louco pra saber o final *–*
    Vou até procurar o livro (em inglês mesmo), pra fazer o download. *–*
    Usando o pouco de inglês que sei (graças a músicas), posso ter um breve spoilers sobre o que vai acontecer *—*

  11. kristiang disse:

    com a dica do Kyle, em breve saberemos qual a verdadeira intensão de Jordan, se é que ele está envolvido com o sumiço do corpo do Danny – alguém duvida que não está?

  12. Jun disse:

    Ah, será que agora o autor vai esquecer da April? E quero saber melhor como funciona a habilidade da Meghan! No que transformar objetos em flores será útil nessa missão?

    Marco phodão!!! E Tom e Diana tá fraquinho… espero que melhore o arco deles!

    Mais uma vez, obrigado pela tradução!! Está demais!

  13. Edyr Jr. disse:

    Já era para o Marco ter treinado a habilidade dele. Sei que ele teletransporta objetos com ele, pq não pessoas, né? Essa Cassie é uma pilantra! Não gosto dela! E os dias do Collier estão contados (espero) rsrsrs.

  14. Vinicius Guardia disse:

    parabens novamente!

  15. Drika disse:

    Gosto muito do Marco , ele tem exatamente a habilidade que eu gostaria de possuir! Coisa de “trekkers”!

  16. Maria aparecida pastro disse:

    Cada dia mais interessante.

    Obrigado.

  17. silvana disse:

    parabéns………não vejo a hora de ver este final …….

  18. Liane disse:

    Obrigada, Breno e Helena, por seu trabalho e por dividi-lo conosco!

  19. deivson disse:

    Legal a estória. Excelente tradução.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s