The 4400 – Welcome to Promise City (Capítulo 17 traduzido)

Publicado: 10 de abril de 2010 em The 4400

Capítulo novo, traduzido por mim mesmo (Vinícius Fernandes). Comentem, pessoal. Vamos debater a história, que está quase no fim do primeiro volume.

DEZESSETE

 

            O grito de Marco colocou Meghan em ação. Ela impulsionou-se na direção da porta, mas era a vez de Tess dar as ordens.

            — Não — advertiu ela a Meghan, que instantaneamente deu um passo para trás. A mulher mais velha não sabia se estava fazendo por vontade própria ou não. Tess olhou para Kozinski. — Você vai primeiro.

            O guarda engoliu em seco. Ele empurrou a porta e marchou na direção da cela. Quase imediatamente, foi atingido na cabeça por alguém escondido além da porta. Ele caiu ao chão, segurando a cabeça.

            — Mas o que…? — uma voz de homem, que Meghan instantaneamente reconheceu como a de Dennis Ryland, disse em surpresa. — Eu pensei…

            Tess e Meghan adentraram a cela antes que ele pudesse completar a frase.

— Mãos para o alto! — gritou Tess. — Sem armas!

Ryland jogou sua pistola automática para longe. Meghan imaginou que ele a usara para acertar Kozinski. O antigo diretor na NTAC reconheceu Tess no mesmo momento; ele estava no comando quando Tom e Diana haviam-na encontrado pela primeira vez.

— Doerner!

Astrid Bonner investiu contra Tess, mas a garota estava pronta para ela.

— Congele!¹

Sua ordem apressada teve um efeito inesperado na adolescente hostil. Um som asfixiante saiu da garganta de Astrid enquanto, numa velocidade assustadora, ela congelou a si mesma. Sua pele pálida e translúcida cristalizou-se. Seus olhos ficaram vítreos. Estalos escaparam de sues pulmões. Seus cabelos brancos espetados endureceram e fragilizaram. Num instante, ela parecia mais uma frágil escultura de gelo do que carne e osso. As botas cobertas de gelo deslizaram no chão. Ela tropeçou… e se despedaçou.

¹”Freeze” significa congelado, seria melhor traduzido como “Parada”, mas para manter o trocadilho do livro, fica com tal tradução.

 

            Um pandemônio caiu sobre a cela. Tess se desesperou.

            — Não! — gritou ela, caindo de joelhos em frente à adolescente quebrada. — Não foi o que quis dizer!

            — Seu monstro! — sibilou Ryland. Suas mãos ainda estavam erguidas. — Devia ter te lobotomizado² quando tive a chance!

            — Cale-se! — gritou Meghan. Embora estivesse tão chocada quanto qualquer outro devido ao que acabara de acontecer, ela se controlou pelo bem da missão. Pegando a arma de Ryland do chão, ela a entregou para Marco. — Não o deixe ir a lugar algum.

            — Er, tudo bem — disse ele, sua voz mais baixa e áspera do que o normal. Apontou arma para Ryland, seu desconforto evidente até mesmo através da máscara. Parecia que estava fazendo uma interpretação ruim de Jimmy Cagney.³ — Você ouviu a moça. Fique onde está.

            Esperando que Marco pudesse manter Ryland parado, pelo menos por alguns momentos, Meghan checou Tyler. O prisioneiro brutalizado estava frio e trêmulo. Parecia à beira de uma hipotermia. Seus dentes não paravam de bater.

            — Q-q-quem? — gaguejou ele. — O-o que está acontecendo?

            — Viemos tirá-lo daqui — explicou ela, rapidamente. Inspecionando suas amarras, ela encontrou as mãos deles algemadas atrás da cadeira. Olhou para Ryland. — Onde está a chave?

            Ele olhou para os restos secos congelados de Astrid.

            — Pode procurar entre os pedaços.

            Que ótimo, pensou Meghan. Ela olhou brevemente para os fragmentos macabros. Agora que Astrid estava morta, os pedaços estavam começando a derreter-se numa poça sangrenta. Meghan balançou a cabeça. De jeito nenhum que ele ia remexer nos detritos sinistros, não quando havia outra opção disponível.

            Ela tirou as luvas e tocou nas algemas.

            Aqui vamos nós, pensou.

²Lobotomia era uma cirurgia que consistia em cortar (isolar) um lobo cerebral, o frontal, para o tratamento da depressão. Não dava certo porque a pessoa ficava com sérias sequelas neurológicas, como indiferença, apatia, falta de iniciativa e alterações do humor.

³James Francis Cagney Jr. foi um ator norte-americano. Era um artista de vários gêneros, mas se tornou célebre interpretando gângsters violentos e loucos em filmes como Inimigo Público, Fúria Sanguinária e Anjos da Cara Suja.

 

            Ela descobrira sua habilidade quando havia, sem querer, transformado uma caneta tinteiro em uma orquídea. Experimentando com clipes de papel, réguas e outros objetos, ela eventualemte descobrira que podia transformar materiais inorgânicos em orgânicos. Em plantas, para ser exato, talvez por causa de seu amor antigo por jardinagem. Ela não tivera coragem para tentar gerar tecido animal, e não estava pronta ainda.

            As algemas estavam desconfortavelmente frias ao toque, mas seus dedos não as empurraram. Fechando os olhos, ela visualizou delicadas videiras crescendo ao sol. As algemas de aço frio amoleceram sob seu toque, ficando quentes e vibrantes. Quando abriu os olhos de novo, as amarras de metal haviam sido substituídas por gavinhas verdes folhosas, que ela facilmente rasgou com as mãos.

            — Está tudo bem agora — disse a Tyler. — Você está livre.

            Ela colocou suas luvas novamente e ajudou o prisioneiro a se levantar. Seu macacão de prisão laranja estava úmido e grudento. Ele parecia fraco e exausto devido à sua provação frígida.

            — Consegue andar?

            — Não sei — confessou ele. — Talvez.

            Colocando o braço sob seu ombro, ela ajudou-o a sustentar-se, desejando de alguma maneira que ele fosse um homem um pouco menor.

            — Certo, todo mundo, nós estamos saindo.

            Infelizmente, Tess ainda estava em estado de transe. Cheia de culpa, ela balançava para trás e para frente ajoelhada. Uma poça de sangue, que cheirava como uma geladeira de carnes descongelada, exalava diante dela.

            — Eu não quis fazer isso — lamentava repetidamente. — Eu só disse “congele” para que ela parasse, como na TV, sabem? Não é minha culpa…

            — Eu sei — disse Meghan. Ela temia pela sanidade da garota. — Tess, temos que ir. Não é seguro aqui.

            Mas Tess parecia perdida em seu desespero. Lágrimas molhavam suas bochechas.  Seu olhar estava preso nos restos que derretiam de Astrid Bonner.

            — Não quero mais fazer isso. Já chega…

            — Você pode parar depois — prometeu Meghan. Ela estava tentada a deixar a garota instável para trás, mas, não, Tess os ajudara quando fora preciso; Meghan não iria abandoná-la agora. Ela vasculhou o cérebro por uma maneira de convencer a menina. — E o Kevin, Tess? Ele está esperando por você, lembra? Você quer vê-lo de novo, não quer?

            Isso chamou sua atenção. Olhos úmidos e vermelhos olharam para cima.

            — Kevin?

            — Isso mesmo. — Meghan indicou a porta. — Nós vamos ver o Kevin.

            — Sim, por favor — ela se pôs de pé tremendo, repentinamente ansiosa para deixar a cela escura para trás. Forçou-se a não olhar para o corpo despedaçado. — Preciso do meu Kevin.

            Ryland balançou a cabeça, desgostoso.

            — Grande erro — disse ele a Meghan. — Ela pertence a aqui, junto com todas as outras abominações perigosas.

            — Ninguém pertence a aqui — ela devolveu. — Não enquanto você estiver no comando.

            Tiros vieram do lado de fora. Os alarmes soaram novamente, duas vezes mais altos do que antes. Abaixando-se, eles voltaram na direção da área circular. Meghan foi à frente, usando Ryland como um escudo humano.

            — Esperem! — protestou Tyler fracamente, arrastando os pés. — Meus amigos. Evee, Yul…

            Meghan não reconheceu os nomes, mas imaginou que eles fossem outros 4400 aprisionados na Estadual do Leste.

            — Sinto muito — disse ela. Eles não estavam em condições de libertarem toda a população da prisão, muito menos estranhos que nunca tinham visto. Teriam sorte se conseguissem sair dali eles mesmos. — Não está no plano.

            Por sorte, Tyler não estava em condições de discutir.

            — Ouvi isso antes — resmungou ele, amargamente.

            Eles chegaram à entrada da área circular. Tiros brilhavam diante de seus olhos. Garrity e seus aliados forçados haviam se abrigado atrás da estação de segurança enquanto atiravam de volta em pequenos exércitos de guardas que tentavam retomar o centro de comando. Grades de ferro haviam sido abaixadas no local, bloqueando as outras entradas. Os tiros ricocheteavam nas paredes e no teto, produzindo explosões de pedras e argamassa. A fumaça embaçava a câmara circular. Faíscas pulavam de monitores e consoles atingidos por balas. Nenhum dos defensores parecia ter sido atingido ainda, mas Meghan sabia que a sorte deles podia não durar muito mais.

            Ela empurrou Ryland para frente.

            — Mande o seu pessoal parar!

            — Uma ova que vou mandar! — Ele elevou a voz para gritar para sues homens. — Não se preocupem comigo! Atirem para matar!

            Idiota!, pensou Meghan. Ela não conseguia acreditar que aquele nazista já estivera no comando da NTAC, muito menos que fora um amigo íntimo de Tom. Ela o golpeou nas costas com a arma.

            — Nem mais uma palavra!

            Um tiro sortudo acertou um dos recrutas de Tess no ombro. Ele gritou de dor quando o impacto o fez girar. Sangue arterial brilhante jorrou em Meghan e nos outros. Ele caiu ao chão diante de seus pés. Choramingou de dor.

            O espetáculo sangrento tirou Tess de seu devaneio. Ela limpou uma pequena gota de sangue de sua bochecha, então estremeceu dos pés à cabeça. Seus olhos se arregalaram de espanto.

            — Parem de atirar!

            As armas silenciaram-se, os ecos da briga de fogo rapidamente desaparecendo. Abaixando a arma, Garrity olhou aliviado para eles. O suor escorria de sua testa.

            — Já era hora — queixou-se. — Só tenho duas vidas, sabiam?

            Sua melancolia típica era estranhamente confortadora.

            — Tire o Tyler de Marco — ordenou ela. Garrity se aproximou para ajudar o prisioneiro manco, livrando Marco da tarefa. — Vá buscar o carro — ela disse.

            — Pode apostar. — Ele pegou o celular e abriu uma foto do interior da limusine. — Estaremos esperando lá fora.

            Ele desapareceu de vista.

            Agora eles só precisavam chegar à rua. As grades de aço abaixadas bloqueavam a saída. Tess caminhou direto para a barreira, então olhou para os guardas sob seu comando.

            — Levante os portões. Eu quero ir.

            Os dois guardas ainda de pé correram para o painel de controle. Momentos depois, as grades subiram para o teto como pontes levadiças de uma fortaleza. O caminho para a portaria se estendia diante deles. Meghan começou a pensar que eles iriam mesmo escapar.

            Então o gás começou a invadir.

            Buracos foram abertos no teto. Um gás branco e grosso se espalhou pela área circular, se misturando com a fumaça restante da batalha. Meghan jogou a mão sobre a boca, mas a fumaça narcótica invadiu seus pulmões assim mesmo. Guardas e invasores tossiram por causa do gás. A boca de Meghan umedeceu. Sua garganta secou.

            — Parem com isso! — tossiu Tess, roucamente. Ela cambaleou sem equilíbrio. — Sem gás. Sem gás!

            A infinita fumaça continuou vindo. Algum tipo de sistema automático, pensou Meghan. Imune à habilidade de Tess.

            Mas Tess não era a única com uma habilidade.

            Uma ideia louca trespassou pelo cérebro grogue de Meghan. Lutando contra a tontura que deixava suas pernas como gelatina, ela esticou os braços para tocar o gás nocivo. Fechando os olhos, invocou uma lembrança de flores perfumadas. Essência de rosas, para ser exato. Átomos vaporosos refizeram-se quando a fumaça dava lugar a flores muito mais atraentes. A cabeça e os pulmões de Meghan se aliviaram. Ela inspirou o doce perfume profundamente. Seus olhos abriram-se.

            A área circular cheirava a jardim de rosas. Para seu alívio, sua equipe ainda estava de pé.

            Garrity cheirava o ar. Ele olhou para Meghan, maravilhado.

            — Você fez isso?

            — O que mais posso fazer? — disse ela. — Gosto de flores.

            Sob o controle de Tess, os guardas no pátio afastaram-se para deixá-los passar.

            — Segurem eles, caramba! — berrou Ryland para os homens, mas a habilidade sinistra de Tess era maior que sua autoridade.  Quando chegaram à saída, ela abriu o portão. Eles desceram os degraus para a calçada. Meghan sentiu-se com esperança quando eles finalmente deixaram a prisão para trás.

            Estamos quase conseguindo, pensou.

            Uma limusine preta encostou-se ao meio-fio. Janelas filmadas abaixaram-se, revelando Jed Azul atrás do volante.

            — Demoraram bastante — disse ele. — Bom para vocês que eu não sou pago por hora.

            A porta de trás se abriu. Marco os chamou do assento traseiro. Uma máscara ainda cobria seu rosto.

            — Todos a bordo.

            A limusine era um colírio para os olhos. Meghan empurrou o resto da equipe na direção da porta.

            — Andando!

            Logo quando ela pensou que estavam seguros, um tiro estourou acima de suas cabeças. Um atirador, ela percebeu instantaneamente. Nas muralhas no castelo!

            O tiro errou Tyler, atingindo Jed Vermelho, no entanto. Meghan congelou horrorizada quando a cabeça de Garrity explodiu como uma melancia.

            — Jed!

            Dentro da limusine, o outro Jed gritou e agarrou a cabeça.

            Tess levantou o queixo na direção das ameias altas do castelo. Seu rosto delicado transformou-se numa máscara de ódio.

            — Pule! — gritou ela.

            O atirador estourou-se na calçada, somando-se à carnificina. Uma perna quebrada pousou-se em um ângulo sobrenatural. Ele contorceu-se de dor. Meghan aproximou-se correndo e chutou seu rifle para longe dele. Ela não sentia pena do atirador ferido. Francamente, ele tinha sorte por estar vivo.

            Seu cérebro ainda estava assimilando a morte bruta de Garrity. Controle-se, Doyle, pensou ela urgentemente. Pelo menos até que leve essas pessoas para casa.

            — Bem, é um 4400 a menos — disse Ryland, insensivelmente.

            O punho de Meghan aliviou-se da frustração em sua mandíbula. Tonto, ele caiu na calçada. Socar Ryland não trouxe Jed Vermelho de volta à vida, mas ah se isso não a fazia sentir-se um pouco melhor. Isso é pelo Garrity… e todos os outros positivos que você atormentou.

            Deixando seu antecessor estatelado no chão, ela ajudou Tyler, que havia caído ao lado do corpo de Garrity. Ele olhava para o crânio estourado do agente.

            — Eu nem mesmo sabia seu nome…

            — Eu lhe apresento depois — prometeu ela, sem se preocupar em explicar. Rapidamente o colocou dentro do carro, então se virou para o cadáver de Garrity. Eles não podiam deixar o corpo do agente para trás, não sem expor que a NTAC estava envolvida na invasão. Seu estômago revirou enquanto ela e Tess colocavam o corpo na parte de trás da limusine junto com os outros passageiros. Sangue e miolos mancharam toda a sua luva e jaqueta.

            Ela teria de queimá-las assim que tivesse uma chance.

            Tess entrou junto com Marco, Tyler e o resto do cadáver, enquanto Meghan checava o Garrity sobrevivente. Jed Azul estava pálido e trêmulo, mas parecia fisicamente bem. Teria ele sentido a morte de seu duplo de alguma maneira? Os irmãos Corsican4, pensou ela. Olhando por sobre os ombros, ele encarava seus restos assustadores em choque.

            — Olhem para mim — choramingou ele. — Eles explodiram minha cabeça…

            Claramente, ele não estava em condições de dirigir. Meghan abriu a porta do motorista.

            — Para o lado… agora.

            Ela o empurrou para o banco do passageiro e sentou-se atrás do volante. As janelas filmadas fecharam-se novamente, escondendo os fugitivos. Ela tirou sua máscara. Colocando o cinto de segurança, afastou-se do meio-fio. Buzinas indignadas soaram atrás quando ela forçou seu caminho em meio ao trânsito.

            E não tão cedo. Sirenes gritaram pela noite. Ela ouviu os carros de polícia convergindo na prisão. Alguém denunciara os tiros ou já era a perseguição? De qualquer modo, a vizinhança logo estaria lotada pelos policiais, FBI e Segurança Doméstica.

            Ela acelerou.

            Luzes pisca-pisca apareceram no espelho retrovisor. Um carro de polícia apareceu freando virando a esquina.

            — Marco! — chamou ela. — Ligue para o pessoal do Collier. Agora é a hora para aquela distração que ele prometeu.

 

4 The Corsican Brothers é um filme de 1941, com Douglas Fairbanks Jr. atuando num papel duplo como gêmeos siameses que são separados no nascimento e criados em circunstâncias completamente diferentes. Os dois querem se vingar do assassino de seus pais e se apaixonam pela mesma mulher.

                — Deixa comigo! — Dedos ágeis digitaram uma mensagem. — Pronto!

            Os agentes de prontidão de Collier não perderam tempo. Minutos depois, as luzes se apagaram em toda a avenida, enquanto um apagão deixava Filadélfia na penumbra. Carros colidiram quando os semáforos piscaram. A limusine deslizou por um cruzamento, quase batendo em um caminhão. Mais buzinas se juntaram ao tumulto. Ela não desacelerou.

            Isso deve manter as autoridades ocupadas por um tempo, pensou. O tempo suficiente para chegarmos ao campo de pouso. Olhando pelo retrovisor, ela viu que eles haviam despistado aquele carro de polícia. Talvez tivesse parado para checar o atirador.

            Richard tremeu no banco de trás.

            — Onde estamos indo?

            — Para um lugar seguro — prometeu ela. Os agentes de Collier estavam esperando em Seattle para escoltá-lo para um esconderijo do Movimento. Ela aumentou a temperatura para aquecê-lo. Um pergunta vital ocorreu a ela. — Você falou? O Ryland conseguiu o que queria?

            Ele balançou a cabeça.

            — Vocês me resgataram a tempo, no entanto. Não sei quanto mais poderia aguentar.

            Obrigada, Maia Skouris, pensou Meghan. Que bom que Jed Vermelho não havia morrido em vão. Missão cumprida.

            Tirando o seu celular do bolso, ela contatou o avião.

            — Estamos a caminho.

            — Positivo. Deixaremos os motores ligados.

            Demorou um segundo para ela reconhecer a voz do outro lado da linha. Não podia acreditar no que ouvia.

            — Garrity?

            Marco e Tess reagiram no banco de trás. Jed Azul quase pulou de seu banco.

            — Quem mais? — respondeu a voz. — Tudo bem? Você está engraçada.

            Meghan olhou para o Garrity morto no chão atrás dela. Seu sangue ainda pingava no carpete interior da limusine. Seu olhar voltou para o telefone. Havia um novo Garrity agora? Para substituir o que havia morrido?

            Como esperado, Marco já estava formando uma teoria.

            — Talvez seja um sistema de backup automático, gerando uma cópia de segurança toda vez que um Garrity é deletado. — A empolgação enchia sua voz enquanto ele aquecia a ideia. — É como a apólice de seguro final.

            — O que é isso? — perguntou o novo Jed. — Não entendi nada.

            — Deixa pra lá — disse Meghan. Ela tinha muito em suas mãos agora para lidar com mais esquisitices. — Explicaremos depois.

            Se é que isso fosse possível.

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comentários
  1. Aline disse:

    tensão o capítulo todo !!! q doidera !!!

    meu, que loco backup do Jed
    quando achei q já tinha visto de tudo…

    tô dando falta do Shawn, ele meio q ficou de lado com tanta coisa acontecendo.

    Mas até o final, acho que muita agua vai rolar.

    obrigada e até a proxima.

  2. Guilherme disse:

    Muito bom o backup do jed e a tess fazendo a menina se congelar!

    Muito bom fica cada vez melhor!

  3. kristiang disse:

    muito bom o capitulo! Mas e o Tom e a Diana? A dois capitulos que deixamo-os no banco de plasma! O que aconteceu com eles???

  4. Arielton disse:

    OMG!! Muito bom! Passou tão rápido ‘-‘
    Realmente o Shawn desapareceu Oo.
    Tom e Diana, onde estão?
    O Backup, foi muito bom, quando eu ví que um Jed tinha morrido, quase chorei. (: | Mas logo depois veio o sorriso. ;D
    Episódio bem violento na minha opinião. Da parte que a garota se congela, e vira uma poça de sangue, o tiro na cabeça do Jed, o atirador pulando…teve bastante sangue. *-*

    • brenooficial disse:

      Realmente o Shawn fica meio desaparecido neste livro, mas no próximo ele aparece mais vezes.
      Quanto ao Tom e a Diana… bem, se preparem que os próximos capítulos são ótimos!

      • Arielton disse:

        Eu to num desespero só. Venho todo dia aqui no blog, pra ver se você resolveu adiantar o post ou não. huahuahuauhahua
        Eu acho que sobre Tom e Diana, eu acho que vai ser agora que Tom vai tomar a Promicina…e se livra da garra deles com o seu poder ‘-‘

  5. Pâmela Thaís disse:

    Nossa! Que capitulo mais eletrizante! Muito louco!
    Também to sentindo falta do Tom e da Diana.
    A parte que a Astrid congela foi muito louca!

  6. Stan FERNANDES disse:

    muito bom! \o/

  7. isa disse:

    ta demais!!!
    quando terá o próximo??

  8. isa disse:

    obaa!
    até sábado
    o/

  9. giulia disse:

    Muito bom!

    Ja estamos chegando ao fim desse livro neh!

    mal posso esperar!

    bjs a todos!

  10. Beatriz M. Mogentale disse:

    Meu, o congelamento da menina q a Tess fez sem querer foi show!! Aquela ali tinha mesmo q morrer com a própria habilidade!

  11. Jun disse:

    Wow! A Astrid se congelando lembrou Heroes, quando a se congelou no estacionamento! E a Meghan… me surpreendi com a utilidade da habilidade dela! E fiquei imaginando a Tess com uma cara de dar medo, dizendo “pule”… Muito bom!

    Garrity imortal? Haha!

    Obrigado pela tradução!

  12. Jun disse:

    Quando a Tracy se congela no estacionamento! xD

  13. Edyr Jr. disse:

    Muuuuuuuuito bom! Seria um capítulo muito louco se passasse na TV ^^ A louca da Astrid deu uma de Sub-zero e se lascou hahahaha Gostei do desdobramento da habilidade da Meghan e do Jed. Quero ler a explicação dela para o outro Jed hahahaha

  14. Vinicius Guardia disse:

    Podiam fazer esses capitulos!

  15. Drika disse:

    Fantástico.Ao 18!

  16. Liane disse:

    Muito bem bolado o trocadilho “freeze” e a torturadora se autocongelar. Obrigada pelas notas de esclarecimento. Sei que eles dão trabalho extra a vocês!

  17. Audra Liz disse:

    Muito bom. Backup de Jed hehehe

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