The 4400 – Promises Broken (Capítulo 3 traduzido)

Publicado: 25 de julho de 2010 em The 4400

Terceiro capítulo de Promises Broken, traduzido por Vinícius Fernandes (eu.. lol). Só para lembrar, pessoal: a tradução só continuará se houver comentários, portanto, comentem.

TRÊS

 

JORDAN COLLIER ESTAVA de pé diante da janela em seu escritório no sétimo sexto andar. Ele olhava para sudoeste, além da Baía Elliot, para o inferno furioso que engolfara Harbor Island. As chamas duravam por quase uma hora, brilhando cada vez mais alto no céu que escurecia. O incêndio era refletido nas águas ondulantes.

            Houve uma batida na porta de seu escritório.

            — Entre — disse ele.

            A porta abriu-se e fechou-se. Em seguinte, houve passos.

            Refletido na janela estava Kyle Baldwin, um dos mais importantes assessores de Jordan, caminhando em sua direção.

            — Queria me ver?

            — Queria — respondeu Jordan. Seus lábios apertados mal escondiam sua fúria quando ele virou-se para encarar o rapaz de cabelos amarelados. — O que aconteceu lá embaixo?

            Kyle parou diante da mesa Jordan e curvou a cabeça.

            — Você está chateado por causa de Harbor Island.

            — Sim, eu estou — disse Jordan. — Pessoas morreram lá fora hoje, e não houve razão para isso. — Ele pegou um relatório de uma página e o sacudiu nervosamente. — Você nem ao menos me consultou antes de mandar nosso pessoal à territórios da NTAC. Você sabia que a ilha estava sob a jurisdição deles, Kyle. O que estava tentando fazer?

            — Salvar a vida deles — disse Kyle. — Tivemos uma informação de que um bando de cinquenta/cinquenta furioso estava indo para os tanques de combustível. Achei que se nos movêssemos rápido o suficiente, poderíamos impedir o ataque. — Ele fez uma pausa quando Jordan girou e olhou o espetáculo flamejante de cima a baixo através da janela. Virando os olhos, Kyle acrescentou: — Eu sei que falhamos.

            Jordan jogou o papel em sua mesa e então se sentou em sua cadeira. Ele passou a mão pela sua barba escura enquanto recuperava a compostura.

            — A maioria doa agentes da NTAC são p-positivos, Kyle, assim como nós, e são treinados para situações como essa. — Consternado, ele apertou o pulso. — A verdadeira tragédia é que todas essas pessoas morreram por nada. E se eles explodissem os tanques? Temos pessoas que podem transformar líquido no que quiserem: água potável, gasolina…

            — Promicina — interrompeu Kyle.

            Jordan franziu as sobrancelhas. Levantando um dedo, ele continuou:

            — Não vamos falar sobre isso, Kyle. Não é o momento apropriado. Estamos cercados pelas forças armadas americana, e temos p-positivos experientes pela cidade inteira. A última coisa que quero agora é começar uma guerra contra o governo.

            — Você já está em guerra com o governo — retrucou Kyle. — Uma que eles começaram.

            Exasperado, Jordan levantou-se e caminhou até um armário de madeira que abrigava bebidas e alguns copos pequenos.

            — Acho que você e eu temos definições diferentes sobre guerra. Eu chamaria nossa situação atual de impasse. — Jordan abriu a porta do armário, que abaixou-se para dar lugar a uma prateleira.

            — Claro, Jordan, mas por quanto tempo? Você acha que o Exército vai esperar muito tempo enquanto preparamos nosso próximo passo?

            — Provocá-los não nos dará mais tempo. — O peculiar líder do Movimento Promicina Positiva abriu uma garrafa de whisky Glenmorangie Quinta Ruban e serviu-se uma dose generosa.

            Um dos privilégios de transformar a exilada antiga sede da Haspelcorp (que antigamente era conhecido como Centro Columbia, o prédio mais alto de Seattle) na Fundação Collier era que a nova base de operações de Jordan fora completamente mobiliada e generosamente estocada com luxúrias.

            Colocando a rolha novamente na garrafa, Jordan continuou:

            — De qualquer modo, já passamos das táticas de guerra. A diplomacia é nossa verdadeira mostra de força. Somente de uma posição de poder alguém tem a opção de negociar. — Ele sorveu o líquido âmbar e saboreou cada gota.

            Kyle aproximou-se de Jordan enquanto respondia:

            — Ótimo. Enquanto você está ocupado negociando, as Forças Armadas estão se preparando para nos mandar pro espaço. Precisamos começar a pensar em termos de “dividir e conquistar”. Se colocarmos promicina na água de seis ou sete cidades grandes, os forçaríamos a dividir o alvo deles.

            — E provavelmente mataríamos quarenta ou cinquenta milhões de pessoas — disse Jordan, imaginando quando seu jovem xamã se tornara tão agressivo em sua visão de mundo. Ele colocou sua bebida na mesa novamente. — Não é exatamente a receita para se ganhar corações e mentes.

            — E daí? Você sabia antes mesmo de começar a distribuir que a promicina mataria metade das pessoas que a tomassem. Quando nove mil pessoas morreram no ano passado, você chamou isso de “O Grande Passo Adiante”. Então qual é o problema? Cinco milhões é um número muito grande?

            — O problema — replicou Jordan, seu tom afiado e indignado. — é que ninguém nunca foi forçado a tomar promicina. A habilidade viral de seu primo Danny foi um acidente, não parte do plano. — Ele pegou seu copo. — Já ocorreu a você que poderíamos construir um futuro onde aqueles que foram presenteados com promicina possam viver em paz com aqueles que não foram?

            Kyle virou-se e começou a caminhar em frente à mesa de Jordan, balançando a cabeça em uma negação amarga.

            — Sonhe à vontade, Jordan. Pessoas normais nos odeiam. Eles têm pavor de nós. Querem-nos mortos.

            — Alguns sim — admitiu Jordan. — Mas só porque as pessoas tendem a odiar o que têm medo, e ter medo do que não entendem. — Sentando-se novamente em sua cadeira, ele acrescentou: — Eu me recuso a aceitar que assassinato em massa seja a solução para o problema. Nossa guerra não é contra as pessoas do mundo, Kyle, ou contra seu governo. A guerra que temos que lutar é contra o preconceito.

            O jovem fungou pelo nariz.

            — Se você diz.

            — Sim, eu digo mesmo. E espero que você entenda.

            Um olhar carrancudo mostrou a rendição forçada de Kyle.

            — Você pode ir — disse Jordan, gesticulando na direção da saída.

            Kyle caminhou rapidamente, claramente ansioso para ficar longe de Jordan. Ele abriu abruptamente a porta do escritório. Ela bateu na com um baque surdo enquanto Kyle saía mal-humorado.

            Enquanto a porta fechava-se lentamente, Jordan acomodou-se em sua cadeira e sorveu sua bebida. Ele imaginou, não pela primeira nos últimos meses, que Kyle poderia passar a ser um problema ao invés de ajuda. Quando o jovem viera procurá-lo no ano anterior, ele provara seu valor como um visionário. Kyle e sua invisível e inaudível guia espiritual feminino, Cassie, haviam ajudado Collier e seus seguidores a andar pelo difícil caminho em direção ao seu objetivo de transformar o mundo e cumprir a profecia de um melhor futuro para a humanidade.

            Porém, nos meses desde que haviam transformado Seattle no reduto de promicina conhecido como a Terra Prometida, Kyle ignorara os planos diplomáticos de Jordan e aprovara táticas pesadas e às vezes até mesmo violentas.

            Jordan imaginava o quanto dessa mudança era vontade Kyle, e o quanto era de Cassie – se é que havia alguma distinção a ser feita entre eles. Até agora, Jordan fora capaz de manter seu irritado assessor mais velho sob controle, mas ele temia que esse tênue período de graça terminasse em breve.

            A porta começava a fechar-se quando foi aberta com um estalo. Depois uma batida rápida e baixa, seu assistente Jaime Costas colocou a cabeça para dentro da sala.

            — O senhor tem uma visita, Sr. Collier. Uma das pessoas da sua lista para o conselho de liderança.

            Acenando, ele disse:

            — Tudo bem.

            Jaime abriu a porta.

            Seu visitante adentrou a sala.

            Jordan ficou boquiaberto. Ele piscou os olhos de tanta surpresa. Abaixou sua bebida. Levantou-se e cumprimentou o hóspede com um aceno gentil.

            — Por favor, entre — disse ele, seu coração enchendo-se de esperança. — É uma honra.

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comentários
  1. Aline disse:

    nossa, quem será?

    eu não confio na Cassie. definitivamente.

    vamos ver no que vai dar….

    obrigada e até a próxima!

  2. Roger disse:

    ta ficando cada vez melhor, rs

  3. grilo disse:

    essa serie deixou saudades, mas obrigado por estarem traduzindo o livro.
    assim teremos um fim pra nos alegrar.
    parabens pelo esforço e dedicação, e eficiencia na tradução.

    obrigado

  4. Beatriz M. Mogentale disse:

    Caramba… quem será q entrou? O novo Richard?! Aiaiaia
    e eu tbm acho a Cassie meio sanguinária…

  5. Pamela disse:

    Ola eu ainda estou lendo o primeiro livro aqui no site e estou adorando, queria agradece-lo por disponibilizar um pouco do seu tempo para traduzir o livro. Muito obrigada mesmo.

  6. Fábio Magalhães disse:

    Bom, percebi coisas estranhas neste parte. Vou explicar o porque rs.
    Jordan disse neste capitulo, sobre P-Positivos conviverem em paz com P- Negativos, mais olhaaa soo rs, na serie de tv, ele falou que ter duas classes de seres humanos (promisina positivos e promisena negativos) não seria bom e agora ele da a entender que ta de boa? Foi por isso que o movimento seqüestrou o doutor Burkhoff, por causa do teste de compatibilidade de promisina que estava sendo desenvolvido por ele.
    Uma outra coisa estranha, é que Kyle foi contra a transmissão forçada de promisina, por isso matou o Clone de seu primo, agora ta falando em contaminar a agua de sete cidades com promisina, e o proprio Jordan falou que isso seria assasinato? rs
    Ti falar viu rs haha.
    Alguém concorda comigo?

    • brenooficial disse:

      Realmente o Kyle está mudando muito nesse livro. Mais pra frente, acontecerá algo que vocês verão o porquê de Kyle agir desse modo

      • Fábio Magalhães disse:

        Seria porque ele quer ver as atitudes do Jordan? Se ele tem ou não alguma culpa, ou algo assim, em relação ao clone do Danny?

  7. KrIsS disse:

    Nuss quanta mudança no Kyle e Jordan.. Trocaram de papéis?rsrs

  8. Pamela disse:

    Muito estranho mesmo esse capitulo o Kyle se tornou mais agressivo e esta a favor na ideia de forçar as pessoas a tomar promicina e o Jordan bonzinho daquela maneira…… e aposto que o visitante misterioso deve ser o Richard.

  9. isa disse:

    quem seraaa quem seraa??
    vou ler o proximo capitulo agora..mas algo me diz q ainda não será respondido! hehehhe

  10. Jun disse:

    Concordo com os comentários acima, acho que a atitude do Collier e do Kyle estão fora da personalidade criada para eles.

    É verdade que Collier não quer forçar ninguém a tomar promicina. Mas também é verdade que ele não acredita na convivência pacífica de p-positivos e p-negativos…

    E Kyle… Estou gostando cada vez menos do que estão fazendo com o personagem…

    E obrigado pela tradução!!

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