The 4400 – Promises Broken (Capítulo 4 traduzido)

Publicado: 2 de agosto de 2010 em The 4400

Um pouco atrasado, mas aí vai o quarto capítulo de Promises Broken, traduzido por Helena Padim. Continuem comentando, pessoal, pois a tradução só continuará se houver comentários. Até breve!

QUATRO

 

Diana Skouris abriu a porta de seu apartamento e retirou a chave da fechadura. Demonstrando seu estado de espírito, bateu a porta atrás de si e explodiu enquanto atravessava a sala.

            — Maia! — ela gritou, sua voz reverberando pelas paredes. — Venha já aqui!

            Ela estava mais do que aborrecida, mais do que zangada, e mergulhada em fúria irracional quando despiu a jaqueta e arremessou-a ao sofá. Havia tantas coisas que queria gritar para sua filha adotiva que não sabia por onde começar. Depois de todos os anos em que estiveram juntas, e todos os riscos que Diana correra, todos os sacrifícios que fizera para proteger Maia, ela sentia como se tivesse o direito de esperar da menina mais respeito do que esta demonstrava.

            Droga, eu já disse a ela mais de cem vezes para ficar longe de Jordan e do povo dele, bufava Diana, enquanto retirava seu coldre de ombro e depositava a arma no balcão da cozinha. Tudo o que os 4400 haviam feito por ela fora colocá-la em perigo – então porque ela é mais leal a eles do que a mim?

            Aquela questão retórica a perturbava quando abriu a geladeira e tomou nota das sobras disponíveis para o jantar daquela noite – do qual Maia poderia ou não ser autorizada a participar.

            O apartamento estava silencioso, exceto pelo murmúrio da geladeira. Diana não ouviu qualquer som de movimentação vindo do quarto de Maia.

            Não era surpresa para ela que Maia não estivesse com pressa de sair de lá e encarar os fatos, mas depois de todo o grito, todo o escândalo e mau humor que se seguiu ao decreto de Diana determinando que Maia cessasse todo e qualquer contato com Lindsey Hammond, sua amiga e companheira no Centro 4400, ela ao menos esperava ouvir Maia desafiar suas ordens com a música de Frank Sinatra.

            Ela provavelmente está assustada ou aborrecida, pensou Diana. Fechou a porta da geladeira e caminhou em direção ao quarto de Maia.

            — Maia? Estou falando sério: você tem que vir até aqui falar comigo.

            Não houve resposta.

            Diana passou pela porta e entrou no quarto da filha. Maia não estava lá. A cama estava feita, e pela porta aberta do closet deduzia-se que várias das roupas preferidas da menina não estavam mais lá. Também não se via o diário de Maia, que continha suas precisas e alarmantes visões do futuro.

            Oh, meu Deus. O medo tomou conta de Diana como se água gelada percorresse suas veias. Embora sua menininha tivesse agora treze anos de idade e não precisasse mais de uma babá com ela em casa, Diana ainda tinha medo de que alguém tentasse levá-la. Qualquer um, desde os 4400 até alguém do governo, ou mesmo um maníaco qualquer, pareciam ter em pauta “a garota que conseguia ver o futuro”.

            Seu coração se acelerou, sua respiração se tornou curta e ofegante, enquanto procurava pistas pelo quarto de Maia. Não havia sinais de luta, nenhum bilhete. Aquilo era bom sinal, mas Diana ainda estava em pânico. Ela sentia a pulsação forte em suas têmporas. Travava uma batalha para manter a mente quieta, enquanto mil pensamentos terríveis surgiam ao mesmo tempo dos cantos mais obscuros de sua imaginação. Imagens de Maia amarrada, amordaçada, ou drogada e inconsciente na parte de trás de uma van.

            Ela se sentiu zonza, quase com vertigem, enquanto saía do quarto de Maia e zanzava pela casa como uma bola prateada de uma máquina de pinball, ricocheteando nos batentes e nas paredes, indo de seu quarto para o banheiro e voltando para o corredor, para a cozinha e depois a sala de estar.

            Então ela viu, no chão, em frente à televisão.

            Uma câmera de vídeo portátil. Havia um bilhete adesivo cor-de-rosa grudado nesta. Um fio ligava o aparelho à entrada lateral da TV plana digital de alta definição. Diana correu para a câmera e a pegou.

            O post-it tinha uma mensagem de duas palavras apenas, rabiscadas nas letras de forma características de Maia: ME ASSISTA.

            Deixando de lado a sensação torturante que vinha de seu estômago, Diana pegou o controle remoto da mesinha de centro e ligou a TV. Assim que a tela se acendeu, percebeu que o aparelho já estava ajustado para a entrada auxiliar. Ela ligou a câmera digital; a tela ficou azul e mostrou um contador zerado. Diana respirou fundo e apertou o botão do play.

            Uma imagem borrada tremulou na tela, depois ajustou o foco. Era Maia, sentada no sofá da sala de estar, exatamente onde Diana estava sentada assistindo à gravação.

            — Oi, mamãe — disse Maia na gravação. Ela afastou um cacho de seus cabelos cor de mel do rosto e continuou. — Se você estiver assistindo isto, provavelmente já descobriu que eu não estou em casa. Eu resolvi ir embora e ir ficar com Lindsey na Fundação Collier — Diana praguejou, murmurando entre dentes, enquanto o vídeo rodava. — Eu sei que você sabe que eu avisei o pessoal de Jordan sobre Harbor Island, e eu sei que você vai voltar para casa e gritar mais um pouco comigo, eu sinto muito, mas… – a menina rolou seus olhos azuis. — Eu estou cheia disso, tá bom? Então eu estou indo embora, o que sei que também vai te deixar furiosa. Mas não se preocupe em ficar zangada com Lindsey, porque isto não foi ideia dela, foi minha. — Ela desviou o olhar da câmera por vários segundos, quando um ar de culpa tomou conta de seu rosto inocente. Então tornou a encarar a câmera com uma expressão de remorso. — Eu te amo, mamãe, mas é lá que eu devo estar. Me desculpe. Tchau.

            Maia se inclinou para frente e estendeu o braço para a câmera. Um momento depois, a gravação terminou. Houve um momento de estática e chuvisco na TV, seguido pela tela azul com o aviso de “sem sinal”.

            Diana apertou o botão “parar” e desligou a TV, e então sentou-se com o rosto entre as mãos por alguns minutos que pareceram horas.

            Emoções conflitantes cresciam dentro dela, competindo por espaço: sua raiva diante do desafio declarado de Maia contra seu medo pela segurança da filha; sua falha em controlar o comportamento voluntarioso de Maia enchia Diana de vergonha; e a sensação de que ela havia perdido o respeito da filha a deixava frustrada e amarga.

            O mais irritante de tudo é que não havia muito a ser feito no sentido de ajudá-la a trazer Maia de volta contra a vontade dela. Apesar de a menina ser menor de idade, não havia como Jordan permitir que Diana ou qualquer outra pessoa retirasse contra a vontade qualquer um dos 4400 de seu refúgio na Fundação Collier. A não ser que conseguisse convencer Maia a vir para casa por vontade própria, Diana teria de aceitar que a havia perdido para Jordan e sua quixotesca missão de disseminar a promicina ao redor do globo.

            Seu rosto parecia em brasa, corado pela raiva de sua própria impotência. Ela se levantou, andou até a cozinha e abriu a água fria na pia. Colocando as mãos em concha sob o jato fresco, ela as encheu e jogou no próprio rosto, depois bateu algumas vezes as palmas molhadas em sua nuca.

            Ela estava apenas começando a recobrar um resquício de calma, quando o telefone tocou. Depois de enxugar as mãos e o rosto com um pano de prato limpo, ela o atendeu.

            — Alô?

            — Diana? É o Tom. A Meghan quer nos mandar ao Centro 4400 imediatamente. Passo aí para te pegar em mais ou menos dez minutos.

            — Por quê? O que está acontecendo?

            — É o Jordan. — Tom disse, parecendo preocupado. — Ele acabou de marcar uma reunião.

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comentários
  1. Pamela disse:

    Nossa que susto pensei que a Maia tinha sido capturada pelos marcados, quando li o inicio do capitulo. Pq será que o Jordan marcou essa reunião fiquei muito curiosa, ansiosa pelo proximo capitulo.

  2. isa disse:

    aiaiii ta um melhor q o outroo! acho q quem chegou antes na sala do jordan foi a Maia! Será??

  3. Beatriz M. Mogentale disse:

    É, tbm acho q a tal reunião será sobre a Maia. Muito provavelmente ela teve alguma visão q a influenciou a tomar essa decisão difícil: trocar a mãe q ama pelo Movimento do Collier.

  4. Fábio Magalhães disse:

    Corrijam se estiver errado, mais a Maia não conheceu a Lindsey foi naquele episodio em que Maia e outras crianças são capituradas por pessoas do futuro, e mandadas de volta pro passado? Não tava me lembrando dela ter convivido com a Lindsey no centro 4400, e sim de ter reecontrado ela na terra prometida. Outra coisa, Jordan marcando encontro no centro 4400, que é chefiado pelo shawn e não mais pelo Jordan, ou isso mudou?

    Obs: So hoje fui ler a quarta parte rs. 🙂

  5. Roger disse:

    hum, essa reuniao cheira a novidade sobre o futuro sim, rs, mal posso esperar pelo proximo

  6. Marcelo disse:

    Vamo q vamo! 😀

  7. Jun disse:

    Espero que os próximos capítulos sejam melhores quanto à “compatibilidade” com a série. Realmente, este autor não se importava com detalhes.

    Enfim, o que importa é aproveitar a estória. Maia rebelde até que está legal, dá um “up” no arco da Diana e Tom também.

    Obrigado pela tradução!!

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