The 4400 – Promises Broken (Capítulo 7 traduzido)

Publicado: 23 de agosto de 2010 em The 4400

 

Um pouco atrasado, mas aí está: o capítulo 7 de Promises Broken.

Não publiquei antes porque estava meio ocupado. Continuem comentando que no próximo fim de semana tem capítulo novo. =D

SETE

 

— NÃO LIGO QUE tenham sido feitos com uma habilidade 4400 — disse Tom Baldwin enquanto adentrava o escritório que dividia com Diana na NTAC. — Estes são os melhores donuts de baixa caloria que já comi.

            Ele colocou dois donuts enrolados em guardanapos e um copo do café feito no escritório em sua mesa, então abriu uma gaveta e tirou um pequeno frasco de pílulas ubiquinonas. As “U-pills”, como eram comumente conhecidas, eram um suplemento dietético que conseguia repelir o vírus da versão aérea de promicina. Embora não tivesse ocorrido nenhuma denúncia de casos 50/50 desde o incidente com Danny Farrel no ano anterior, Tom não arriscava, especialmente depois que a cientista da NTAC Abigail Hannicut tentara replicar os vírus alguns meses antes, como um prelúdio para uma nova pandemia. Ele jogou uma pílula na boca e a engoliu com um gole do café.

            Na mesa da frente, Diana sentava-se desleixada em sua cadeira — coisa que ela raramente fazia desde quando ela e Tom começaram a trabalhar juntos. Ela olhava para a parede do fundo da sala, carrancuda. Tom sabia o que a estava incomodando, mas ele esperava que conseguisse mudar de assunto.

            — Quer um donut?

            Sua voz não era mais do que um resmungo:

            — To sem fome.

            — Que tal um copo de café? Já tomou cafeína hoje?

            Ela chutou seu balde de lixo de plástico pelo espaço vazio entre as mesas deles. O objeto parou diante da perna de Tom. Ele olhou para baixo e viu quatro copos de papel vazios manchados de café. Um aroma suave de café queimado emanava do balde.

            — Acho que sim — disse Tom. Vendo que ficar em silêncio talvez fosse a coisa mais sensata a fazer, ele recostou-se à sua cadeira, ligou seu computador e deu uma mordida em seu donut. Mastigou três vezes antes que Diana falasse.

            — Mas que droga, Tom, como a Maia pôde fazer isso comigo?

            Ele fez força para engolir a comida parcialmente mastigada, tomou um gole do café quente e suspirou.

            — Eu não…

            — Quero dizer, ela sempre foi uma boa filha, entende? Meiga, educada, sensata, obediente. — Diana balançou a cabeça confusa, então Tom fez o mesmo com a sua por simpatia. — E madura! Houve vezes em que ela parecia mais crescida do que a minha irmã April.

            Ele teve que rolar os olhos.

            — Grande parte das pessoas é mais crescida do que April.

            Ela concordou com uma leve inclinação de cabeça.

            — É verdade. Mas eu esperava coisas melhores da Maia. E do nada ela ficou toda irritada e reservada o tempo inteiro. Ela não falava comigo. Ficou teimosa, também. Cheia de vontade. Rebelde. E agora isso? Juntando-se com Jordan contra mim? Fugindo para a Terra Prometida? Eu simplesmente não entendo, Tom. Que diabo aconteceu?

            Todo parecia tão familiar que ele teve que sorrir.

            — Isso se chama adolescência, Diana. Você agora é a mãe orgulhosa de uma garota de treze anos. Minhas condolências. — Ele estendeu um de seus doces entre seus monitores, pelo espaço vazio entre suas mesas adjacentes. — Pega um donut.

            O gesto simples, mas sincero, teve um efeito sentimental em Diana, e um sorriso torto de alegria iluminou seu rosto enquanto ela aceitava o donut.

            — Obrigada — disse ela.

            — Faz parte do serviço — respondeu Tom.

            Ele deu mais uma mordida em seu donut, determinado a aproveitá-lo dessa vez.

            Um alerta piscou na tela de seu computador. Um alarme gutural chiou das caixinhas de som. Era um aviso de que sinais importantes e de alta prioridade para a segurança doméstica tinham acabado de ser interceptados pelos novos filtros de dados online da NTAC. Á sua frente, barulhos e luzes semelhantes indicavam que Diana estava vendo a mesma coisa. Do lado de fora do escritório, ecos do alarme enchiam os cubículos dos agentes juniores.

            Mas que droga, pensou Tom, engolindo sem saborear outro pedaço de seu café da manhã. Ele e Diana entraram em ação, tentando captar os sinais para análise.

            Não havia nada lá.

            — Diana, tem alguma intercepção na sua tela?

            — Não, nada. — A cada tecla que batia no teclado e a cada clicada no mouse, ela enrugava a testa preocupada. — Pensei que tinha algo nos canais internos, mas quando tentei seguir apareceu “Não Encontrado”.

            — Aconteceu a mesma coisa comigo — disse Tom. Sua frustração só aumentava enquanto ele seguia fantasmas digitais pelo sistema de vigilância da NTAC.

            Um dos Jeds inclinou-se por entre a porta do escritório, sua gravata azul balançando como um pêndulo sob sua cabeça.

            — Vocês pegaram o alerta de intercepção?

            — O alerta, sim — disse Tom, seus dedos voando pelo teclado. — A intercepção nem tanto.

            — A mesma coisa aqui fora — disse J.A.

            Meghan apareceu por trás dos ombros dele e apertou-se para entrar na sala.

            — Desculpe — disse ela, e ele acenou aceitando a desculpa breve da moça. Para Tom e Diana ela disse: — O que está acontecendo?

            Com os olhos abertos de frustração, Diana levantou o olhar de sua tela para responder a Meghan:

            — Alguma coisa fincou um monte de bandeiras vermelhas nos servidores da Segurança Doméstica, mas não tem nada nos logs¹. É a maior falha que o sistema já teve ou algo muito estranho acabou de acontecer.

            — E os nossos backups automáticos? — perguntou Meghan.

            Tom balançou a cabeça.

            — Nada chegou assim tão longe. O que quer que tenha ativado o alarme conseguiu fugir antes que nosso sistema visse.

            Olhando por sobre o ombro de Meghan, J.A. perguntou:

            — E agora?

            Um olhar divergente trespassou pelo rosto de Meghan.

            — Talvez não tenhamos um arquivo desse dado, mas aposto que a NSA tem. Vou cobrar um favor de um velho conhecido, ver se conseguimos colocar as mãos no original. — Ela bateu no batente de madeira da porta para ter sorte e então saiu para o seu escritório.

            Tom, Diana e J.A. trocaram olhares desconfiados momentos depois da saída de Meghan.

            Diana quebrou o silêncio.

            — Não é ilegal a NSA trocar informações internas conosco?

            — De volta ao trabalho — disse J.A., inteligente demais por tentar não responder aquela pergunta. Ele saiu andando e voltou para o seu próprio escritório.

            Ainda esperando uma resposta, Diana olhou por sobre as mesas adjacentes para Tom, que pegou seu donut e seu café.

            — Nem olhe para mim — disse ele. Mordeu seu donut e acrescentou com a boca cheia de chocolate. — Eu só trabalho aqui.

 

Notas:

¹Em computação, Log de dados é o termo utilizado para descrever o processo de registro de eventos relevantes num sistema computacional. Esse registro pode ser utilizado para restabelecer o estado original de um sistema ou para que um administrador conheça o seu comportamento no passado. Um arquivo de log pode ser utilizado para auditoria e diagnóstico de problemas em sistemas computacionais.

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comentários
  1. Aline disse:

    putz.

    habilidade 4400 essa invasão do sistema. fato.

    Diana esqueceu que rebeldia sem causa é caracteristica de 99,9% dos adolescentes.. rsrsrs

    vlw pela tradução e até a próxima

  2. Fábio Magalhães disse:

    rs achei esta parte engraçada. Tom, donuts e Diana.
    haha 🙂

  3. Roger disse:

    hahaha, filhos adolescentes foi brabo, rs, esperando o proximo capitulo, rs

  4. Felipe disse:

    Boa cara…

    Continue com as postagens!!

    Valeu ae.

  5. Marcelo disse:

    Vamo q vamo! :]

  6. Pedro disse:

    DESCOBRI este site HOJE!
    Nem queria acreditar.

    É que acabei de ver a série ha dois meses e pensei que nunca saberia o fim.

    Agora ja posso ler tudo e saber como acaba a historia! MUITO OBRIGADO!!!! Valeu!!!

  7. hahaha Policia americana em geral ama DONUT, fato. Filhos adolescentes são sempre rebeldes, outro fato. Habilidade 4400 invadindo o sistema… teoria, mas forte teoria a se tornar fato…

    Mais uma vez obrigada pela tradução.

  8. Phell disse:

    MAIIIIIIIIIIIIIS!!!!!!!!! *———*

  9. Jun disse:

    Hahaha, gostei da cena, sempre gosto das conversas no escritório entre a Diana e o Tom. Ainda mais que o Tom só queria saborear o donuts dele, coitado! (e como assim os donuts foram feitos com habilidade 4400?)

    Hehe, isso me lembra (novamente) Heroes.. Habilidade de conversar com computadores? xD

    Obrigado pela tradução!

  10. Drika disse:

    Legal ter a tradu;cao

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