The 4400 – Promises Broken (Capítulo 13 traduzido)

Publicado: 10 de outubro de 2010 em The 4400

Desculpem por não publicar nenhum capítulo semana passada, mas agora estou de volta.

Aí vai o capítulo 13, traduzido por mim. Continuem comentando =D

TREZE

 

DENNIS RYLAND ESTAVA sentado em seu escritório na Haspelcorp e balançava a cabeça sem acreditar no que via na televisão, que mostrava a cobertura ao vivo de um porta-voz da Terra Prometida lendo uma declaração de imprensa sobre o incidente Momsen.

            — Estão vendo isso? — bufou ele. — Uma falha? Um acidente? Durante um treinamento? Eles estão de brincadeira?

            Uma janela no monitor de seu computador oferecia a ele um vídeo-link em tempo real dos três cientistas trabalhando no laboratório secreto em Nevada.

            — Você tem que dar crédito ao Jordan — disse o Dr. Jakes, cuja voz chiava devido ao sinal difícil. — Ele é modesto.

            — Ele é um filho-da-mãe mentiroso — disse Dennis, rodando sua cadeira para desviar da TV e olhar pela janela para uma sombria Tacoma, em Washington, e, mais ao longe, o majestoso topo cheio de neve do Monte Rainier. — Quem acreditará nessas besteiras?

            A Dra. Kuroda respondeu:

            — Não é sobre no que as pessoas acreditam, Sr. Ryland. É sobre o que elas ouvem. Até agora, tudo o que ou viram foi o lado de Jordan da história.

            — Isso porque ninguém em D.C. sabe o que estão fazendo. O presidente está lançando mísseis, mas ninguém avisa o Departamento de Defesa ou a Segurança Doméstica. Os Keystones Kops¹ estão correndo pelo país.

            — Devia estar mais preocupado sobre o papel do Collier na situação — disse o Dr. Wells. O cientista afro-americano continuou: — Ele tem se saído muito bem com o público. Caracterizando o incidente como um treinamento e como um acidente, ele fechou a narrativa. E oferecendo sua ajuda e condolências o faz parecer caridoso enquanto ele deixa os Estados Unidos fora de controle por causa de um ataque mal feito.

            Dennis sentiu a pressão por detrás de seus olhos, como uma dor de cabeça. Ele abriu a gaveta de sua mesa e pegou um maço de cigarros enquanto os cientistas continuavam falando.

            — Agora o governo está com sérios problemas — disse o Dr. Jakes. —, pois o Jordan liberou sua história para a mídia antes. Se o governo quiser contradizê-lo, eles terão que se colocar ou como agressores ou como incompetentes.

            Ou os dois — interpôs a Dra. Kuroda.

            Ouvindo distraidamente, Ryland tirou um palitinho cancerígeno de seu maço de Camels e o colocou entre seus lábios partidos e ressecados enquanto procurava por seu isqueiro.

            — De qualquer jeito — continuou o Dr. Jakes. — Se o governo deixar a versão dos acontecimentos de Collier prevalecer, ainda parecerão incompetentes, e ele ainda parecerá generoso. De qualquer modo, a simpatia do público tende a voltar-se para Collier e seu movimento.

            Com o isqueiro em mãos, Dennis ignorava todas as leis de Washington sobre fumar dentro de prédios públicos e lugares de trabalho. Esse era o escritório dele. Se quisessem vir e pegá-lo por fumar, que viessem. Um movimento de seu polegar acendeu uma chama laranja, que ele levou à ponta de seu cigarro. Inalou e saboreou a estranha e satisfatória irritação em sua garganta, o gosto acre, e do macio, quase inaudível som do papel do cigarro chamuscando. Então ele soltou dois longos jatos de fumaça de suas narinas.

            Fazia muito tempo que não fumava, mas isso era como andar de bicicleta. E com o mundo se desfazendo cada dia mais, ele não via razão se negar tal prazer proibido.

            Contemplando o pedaço chamejante de papel e o tabaco seco em seus dedos, ele se indulgenciou com um sorriso apertado.

            — Tudo o que vocês disseram é verdade — admitiu. — Mas tem pelo menos um brilho de esperança nisso tudo: o simples fato de que não importa como o Collier conte ao público, ele e suas aberrações de promicina acabaram de afundar um navio do Exército Americano de propósito – e o governo sabe disso.

            — Isso é verdade — disse o Dr. Jakes. — Não deve demorar muito para levá-lo á um conflito aberto. E quando esse dia chegar, o nosso neutralizador de promicina será a arma secreta que fará com que ele e seu povo se ajoelhem sem que um tiro seja disparado. — Abrindo um sorriso tenso e malicioso, ele acrescentou: — Pressione-o, Sr. Ryland. Pressione-o até ele não aguentar mais.

 

Notas:

¹ Os “Keystone Kops” era um grupo de policiais independentes que protagonizaram uma série de filmes de comédia.

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comentários
  1. Beatriz machado disse:

    Estou começando a ficar realmente preocupada com toda a Manipulação que os Marcados veem fazendo sobre o Ryland, que tem poder de mais nas mão… Dessa fez eles encontraram disfarces perfeitos para poderem trabalhar contra o movimento dos P-Positivos sem chamarem a atenção dos mesmos e tendo um grande amparo do Governo dos EUA… Veremos no que tudo isso dará.

  2. Roger disse:

    o problema de se começar uma guerra é não saber aonde ou quando terminará, Ryland ignora regras simples da história…

  3. Aline disse:

    essa guerra vai ser a coisa mais bizarra.
    mesmo se o tal neutralizador funcionar, o número de mortes será absurdo.

    será que o Ryland tá disposto a isso?

    até a próxima.

  4. Fábio Magalhães disse:

    A forma que o Ryland vem se manifestando tanto na serie de tv como nos livros pelo menos sugere que na visão dele o outro lado que é do mau, ou seja, Jordan e os P-positivos. Vejam bem, uma grande cidade americana foi conquistada por Jordan e ele ameaça o sistema vigente não so nos estados unidos como no mundo, então pro Ryland algo deve ser feito, porque ele gosta deste sistema atual. Parece que pro presidente americano o ataque a terra prometida é aceitável. Imaginem so, ter uma cidade de seu pais tomada desta forma, como o Jordan fez, e você não concorda com as ideais e atitudes de quem tomou a força a cidade, entendem ? Isso fere o governo instituido. Se coloquem no lugar do Ryland. Imaginem que suas cidades fossem tomadas e que vocês não concordassem com a política e opniões de quem tomou o poder. Oque vcs fariam, ou desejariam que fosse feito pelo governo e pelas forças armadas e ate pelos cidadãos civis ? entrar em guerra seria aceitável?

    Jordan para presidente do Brasil rs 🙂

    • Aline disse:

      Fábio,
      até concordo com você, mas o que eu acho é que as ações do Ryland – do Jordan também – vão desencadear algo como uma guerra civil.

      Aí não serão apenas soldados do U.S.S. Momsen (que sabiam o risco que corriam quando se alistaram na marinha) que morrerão. Serão civis, gente que não tem nada a ver, que não quer lutar. Muita gente em seattle não queria habilidade alguma, foi forçada a ter durante o 50/50. Contudo, essas pessoas – que não necessariamente trabalham no Movimento – são vistas por Ryland e pelo governo como “inimigas”. Ou seja, ou elas lutam ao lado de jordan ou se deixam prender ou morrer pelo governo. A guerra irá incontestavelmente dividir a população, não vai dar pra ficar neutro.

      E aí, que presidente prefere deixar eclodir uma guerra dessas proporções pra recuperar uma cidade onde já perdeu o controle há muito tempo?

      • Fábio Magalhães disse:

        Bom, isso pode estar na historia, uma guerra civil entre os dois lados. O Vinicius e a Helena sabem rs :).
        Em guerras, civis também morrem, sejam eles a favor ou não. Guerra é uma droga.
        Ti pergunto, tem como o Jordan fazer a revolução dele sem guerra? O outro lado ia ficar simplesmente olhando?
        Você acha que o Jordan quer apenas uma cidade?
        Isso não é igual a um câncer? se tratado no começo da pra cortar o mau pela raiz. Si deixar alastrar e demorar a combater, ele espalha levando a pessoa ao óbito. Entende o que eu digo?

    • Beatriz Machado disse:

      Olá a todos!

      A verdade é que nem um lado nem o outro é o mau. Concordo com o Fábio quanto a possição q o Governo deve tomar por terem uma ameça forte a todo o sistema. Mas isso tudo é a evolução da raça humana. Com os P-Positivos o futuro quis avança o processo da evolução para poder evitar uma grande tragédia que acabaria com todos.

      Jordan não quer guerra, está preparado para a devesa do movimento. Ryland tbm não quer uma quera civil, quer neutralizar os poderes de forma que nem seja necessário o pior. Mas será q tem como evitar?
      Algo ainda não aconteceu na nossa evolução, temos instinto de sobrevivência forte e não creio q conseguiram fazer toda essa mudança sem muuuuitaaass mortes… Existem P-Positivos bons e maus e existes pessoas nos exétrcitos, civis, governos q tbm pendem ou p/ um lado ou para o outro.

      No final das contas são todos humanos, uns com poderes e outros com armas.

  5. Marina disse:

    Olá,
    Comecei a ler o seu livro e fiquei muito interessada.
    Gostaria que, se possível, você me enviasse ele por email, já que não posso ficar na internet por muito tempo, o que inviabiliza a leitura online.
    Se não for abusar, também gostaria que vc me enviasse os livros da série The 4400 traduzidos. Pelo mesmo motivo, não tenho como ler online.
    Obrigada pela atenção.

  6. Aline disse:

    Fábio,

    sei que o Jordan quer mais, mas ele pode conseguir isso sem “lutar”.
    com a influência q ele tem e as habilidades à disposição, pode enviar promicina pra fora se seattle facilmente.
    tudo bem q não foi decisão dle afundar o navio, (nunca gostei da cassie mesmo.. rs) mas ainda assim.

    se o governo acha que pode cortar esse mal pela raiz, tá mt enganado e o USS Monsen foi a prova disso.

    quanto ao Ryland, bem ele pretende eliminar as habilidades, não necessariamente as pessoas. Mas se uma coisa estiver atrelada a outra, já sabemos onde isso vai dar…

    bem, vamos acompanhar os capitulos.

    tô imaginando o Vinicius e a Helena rindo das nossas conclusões… rsrs

    até.

  7. Paulo disse:

    Comecei a ler o segundo livro hoje!

    Acho que vou alcançá-los!!!

    Ótimo trabalho. 😀

  8. ione prado disse:

    Que pena que é tão curto 🙂

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