The 4400 – Promises Broken (Capítulo 14 traduzido)

Publicado: 31 de outubro de 2010 em The 4400

Galera, desculpem a demora para postar os capítulos. Estou cheio de coisas para fazer na faculdade e acabo ficando sem tempo. Agora está chegando a época de provas, então provavelmete os capítulos serão postados com menos frequência. No entanto, logo depois entro de férias (\o/) e postarei sempre!

Aí vai o capítulo 14, traduzido por Helena Padim

QUATORZE

 

A maior parte dos ambientes da vida diária de Marco Pacella poderia ser denominada solitária, mas nenhum o era tanto quanto a Sala de Teorias da NTAC.

Isolado no porão, por detrás de uma porta decorada com uma placa onde se lia ONDE A BORRACHA ENCONTRA A ESTRADA, o pequeno grupo de cabeças pensantes sempre havia sido parcamente composto. Em seu auge, o plantão contara com três integrantes: Marco e seus colegas P.J. e Brady. Então, no intervalo de apenas alguns meses, P.J. havia sido preso por usar uma habilidade que ele havia adquirido ao injetar promicina ilegalmente, e Brady havia morrido ao ser exposto com a versão aérea do vírus da promicina espalhado pelo falecido Danny Farrell.

O sucessor de P.J. na Sala de Teorias havia sido uma atraente jovem chamada Abigail Hunnicut. Seu período na NTAC terminara de forma abrupta alguns meses antes, quando se descobriu que ela estava criando ilegalmente clones de Danny Farrell, no intuito de replicar seu vírus de promicina cinquenta por cento letal. Fanática convicta, ele esperava usar sua própria habilidade proveniente da promicina para rearrumar o DNA e completar a missão, agora abandonada, que Jordan Collier iniciara a fim de espalhar a versão aérea do vírus por todo o globo, matando bilhões em nome do “progresso”.

Ao invés disso, ela conseguira apenas ser morta quando mantinha Tom e Diana reféns, e aquilo deixara Marco em um amargo dilema. Ele havia se apaixonado profundamente por Abby, o que o cegara diante das falcatruas dela. Agora ele queria desesperadamente odiá-la por trair a ele e à NTAC, em nome de uma ideologia apocalíptica, mas sentia uma necessidade ainda maior de lamentar a morte da jovem.

Dois companheiros mortos, um na prisão, espantou-se Marco. E agora só resta a mim. Ele deu um gole em sua Coca Diet morna e estudou a enxurrada de números projetada em alta definição na parede dos fundos da sala. Isto sairia muito mais rápido se Brady ainda estivesse aqui.

Marco ouviu a maçaneta girar atrás dele, e o ruído suave das dobradiças da porta sendo aberta. Olhando de relance por cima de seu ombro, ele ergueu o queixo para saudar Tom e Diana.

— Oi, gente. Obrigado por virem.

— Com certeza — respondeu Tom. Ele e Diana circularam pela sala através do labirinto de computadores e outros equipamentos de alta tecnologia. Diana inclinou-se por sobre o ombro esquerdo de Marco. Tom apareceu por sobre o direito e perguntou: — O que temos aqui?

— Más notícias, muitas delas — respondeu Marco. Ele levantou-se de sua cadeira e dirigiu-se à projeção na parede. — A Agência de Segurança Nacional enviou uma montanha de dados ontem. Eu rodei um filtro de comparação para ver o que eles têm que nós não temos. — Ele pegou um controle remoto de cima de uma mesa e apertou um botão para avançar a apresentação. — Vejam o que encontrei.

Uma nova tela de dados surgiu contra a parede. Marco apontou os detalhes, linha por linha, enquanto continuava.

— A maior parte do que foi apagado de nossos servidores tinha a ver com transferência de componentes de alta tecnologia, materiais e compostos de última geração e, o melhor de tudo, uma amostra radioativa do CERN.

Aquele detalhe fez Diana erguer as sobrancelhas.

— CERN? Onde fica o Grande Colisor de Hadrons?

Aquele traço de entusiasmo nos olhos dela fez Marco lembrar-se dos dias, não tão longínquos, em que Diana parecia estar interessada nele. Terminar o breve relacionamento romântico dos dois havia sido uma decisão dela. Ele sempre havia respeitado aquilo, embora na verdade nunca tivesse se conformado, muito menos agora.

— Sim, aquele CERN — disse Marco, separando firmemente seus sentimentos pessoais dos encargos profissionais. — Os protocolos usados para transportar tal amostra tinham o símbolo de carga nuclear.

Tom franziu a testa, confuso.

— Espere um segundo – disse ele, apontando para a tela. — Por que alguém importaria uma carga nuclear da Europa para os Estados Unidos, quando se pode obter a nossa própria em Livermore e Los Alamos1?

Antes que Marco pudesse responder, Diana explicou:

— Se vem do Grande Colisor de Hadrons pode ser antimatéria, ou um novo elemento transurânico, algo mais pesado do que o que nós podemos produzir.

Um entendimento horripilante transpareceu dos olhos arregalados de Tom.

— Neste caso, estamos falando de algo que coloca uma enorme pressão em um pequeno pacote.

— Exatamente — concluiu Marco.

Diana contornou a cadeira de Marco e caminhou até a projeção na parede. Mudando de lado para minimizar sua sombra, ela traçou linhas com seus dedos, como se aquilo pudesse ajudá-la a achar o significado de cada detalhe naquele quebra-cabeça de dados.

— Marco — disse Diana —, eu já vi listas de itens para fabricação caseira de bombas nucleares, mas nunca vi nada como isto.

— É porque isto não é para uma bomba simples. Você não precisaria de tantos quilos de composto supercondutivo, ou um invólucro magneticamente dividido. Estes são os ingredientes de algo completamente diferente.

Cruzando os braços, Tom pediu:

— Você poderia ser mais específico?

Marco hesitou em responder, porque o tipo de dispositivo que poderia utilizar tais tecnologias era, até onde ele sabia naquela manhã, pura teoria. Mas, uma vez que Tom havia perguntado… Ele encolheu os ombros e respondeu:

— Se eu fosse chutar, diria que alguém descobriu como construir uma bomba de antimatéria.

Tom olhou para os dados projetados na parede e murmurou:

— Não estou gostando nada disso.

Diana virou-se novamente na direção de Marco e fixou o olhar na luz do projetor.

— Onde isto está sendo transportado?

— Não faço ideia — disse Marco. — Esta é toda a informação que a Agência de Segurança Nacional foi capaz de armazenar, antes que sua própria memória fosse apagada. Quem quer que tenha destruído aqueles dados, o fez como um profissional.

— Então estamos falando de alguém com acesso governamental de alto nível — concluiu Diana.

— Ou uma habilidade provinda da promicina — sugeriu Marco.

Tom suspirou.

— Eu realmente não estou gostando disto.

Notas:

1 Livermore e Los Alamos – cidades californianas, onde estão situados, respectivamente, o Laboratório Nacional Lawrence Livermore e o Laboratório Nacional de Los Alamos, dois grandes órgãos americanos ligados à Segurança Nacional, capazes de produzirem armas nucleares.

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comentários
  1. Roger disse:

    hum, antimateria ja ta pesado d+, rs
    aguardando a continuacao

  2. Fábio Magalhães disse:

    Vamos ver oque acontece no proximo capitulo.

  3. Beatriz Machado disse:

    Realmente estão fabricando uma bomba poderosa… tá ficando a cada capitulo melhor

  4. Paulo disse:

    Ansioso…. 😀 Será que vai ter alguma resposta sobre o que de fato aconteceu/acontecerá no futuro e se os 4400 vão conseguir cumprir a missão? Esperando .. …

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