The 4400 – Promises Broken (Capítulo 20 traduzido)

Publicado: 24 de dezembro de 2010 em The 4400

Capítulo 20, traduzido por Helena Padim.

Aqui começa a segunda parte do livro. Vamos comentar, galera! Quanto mais comentários, melhor. Eles me deixam animados pra traduzir… Haha..=D

Antes do capítulo, quero deixar um “Feliz Natal” para todos vocês que acompanham a tradução.

Semana que vem tem mais!

Parte Dois

Todos Estes Morreram na Fé

VINTE

24 DE JULHO DE 2008

2:00 A.M. – HORÁRIO DA COSTA DO PACÍFICO

 

JAKES ENCOLHEU OS OMBROS por causa da noite gélida do deserto de Nevada. Ele deu um rápido trago no cigarro e ergueu a cabeça quando expirou, para admirar o domo estrelado do céu. As estrelas há muito haviam se escondido no mundo futuro que o mandara ali para redesenhar o passado. Admirar as constelações, que pareciam furinhos brilhantes na cortina da noite, quase o fez se arrepender de sua missão.

Mas ele tinha ordens a cumprir. Não havia para onde ir, a não ser adiante.

Ele olhou de relance para Kuroda por cima do ombro. Seu corpo estava coberto por um macacão cinza mesclado, suas mãos escondidas em pesadas luvas grossas, e uma máscara de soldador encobria suas feições. Uma trança de cabelos louros muito bem feita destacava-se por baixo da parte de trás de seu equipamento de cabeça.

Pequenos flashes azuis de luz de acetileno delinearam sua silhueta, e faíscas brancas incandescentes saltaram de seu trabalho para o chão firme antes de se desfazerem, efêmeras como estrelas cadentes.

Wells emergiu da entrada do laboratório subterrâneo e estremeceu ao sair para o ar gelado. Erguendo uma das mãos para proteger os olhos do brilho ofuscante da solda de Kuroda, ele perguntou a Jakes:

— Tem certeza de que ela sabe o que está fazendo?

— Melhor do que nós dois faríamos — respondeu Jakes. Ele sabia por que Wells estava nervoso. Mesmo um erro mínimo poderia ativar o gatilho da ogiva de antimatéria que Kuroda estava afixando na caçamba de um utilitário esportivo branco. — Deixe-a — ele advertiu o colega. — Ela está indo bem.

— Se você diz — replicou Wells. Ele caminhou até a frente da picape e balançou a cabeça, para Jakes segui-lo. — Vamos repassar tudo mais uma vez.

Jakes virou os olhos nas órbitas. O plano era o mesmo havia semanas, mas ainda assim Wells insistia em repassá-lo exaustivamente. Ainda assim, Jakes pensava consigo mesmo, é melhor não relevar nada, especialmente quando estamos tão perto do final. Ele seguiu Wells, que tirou um mapa rodoviário de dentro de sua jaqueta e o abriu sobre o capô da caminhonete.

— A boa notícia — começou Wells — é a crise entre Jordan Collier e o governo dos Estados Unidos, e o foco dos militares na Terra Prometida. — Lançando um olhar desgostoso para o mapa, ele acrescentou: — Mas eu ainda estou preocupado por você se expor tanto, por tanto tempo. Voar seria mais rápido.

— Absolutamente não — replicou Jakes. O vento gelado tentou roubar o mapa, que sacudiu e bateu sob as mãos dele e de Wells. — O tráfego aéreo nesta parte de Nevada é monitorado muito de perto para nos arriscarmos. Eu não percorreria nem duzentos quilômetros até ser baleado.

Wells franziu a testa.

— Então o que acha de uma rota mais indireta? Algo que o mantenha fora das rodovias principais?

— Você está ficando paranóico — observou Jakes. – Desde que eu respeite o limite de velocidade e as normas da estrada, não haverá problemas.

— Não tenha tanta certeza. Você pegou emprestado seu corpo há alguns meses. Alguém já deve ter notado que ele está desaparecido.

— Notar que está desaparecido e efetivamente procurar por ele são duas coisas bem diferentes — argumentou Jakes.

Inclinando a cabeça para o lado, Wells respondeu:

— Seja lá como for, quanto menos você for visto, melhor — ele traçou a rota de viagem de Jakes com o dedo. — São mais de mil e duzentos quilômetros de estrada aberta.

— Mil duzentos e noventa e três, para ser mais preciso — interrompeu Jakes, ganhando de Wells um olhar atravessado de reprovação. Ele prosseguiu. — Estamos falando de, no máximo, quatorze horas de estrada daqui até o alvo. Nestas circunstâncias, não é uma janela de risco muito grande. E o tráfego nas rodovias principais flui com relativa liberdade.

— Ótimo — disse Wells, desistindo da discussão. — Passa um pouco das duas horas, agora. Quatorze horas de estrada farão com que a sua chegada seja prevista para mais ou menos quatro horas da tarde, pelo horário da costa do Pacífico?

— Sim, parece que é isto mesmo. — Um ligeiro sopro de ar da noite agitou o cabelo castanho e curto de Jakes, deixando-o despenteado. — Você e Kuroda precisam estar bem longe daqui, de preferência no ar e rumando para o Oeste, antes que eu engatilhe a ogiva.

Concordando com a cabeça, Wells disse:

— Já cuidamos disto. Pegaremos um voo para Tóquio em McCarran às sete da manhã. Quando chegarmos ao Japão, procuraremos por novos corpos para nos estabelecermos. — Um sorriso diabólico iluminou suas feições. — Quando você acha que Ryland vai descobrir que nós o ferramos?

— Mais ou menos uma hora depois que o mundo se acabar — disse Jakes e soltou uma gargalhada, enquanto dava um tapinha nas costas de seu compatriota.

Wells fechou o mapa e o entregou para Jakes, que agradeceu com a cabeça e o guardou em sua jaqueta.

Os ruídos de atividade atrás da van cessaram. Kuroda apareceu e levantou o visor da máscara.

— Tudo pronto — disse ela fechando a porta de trás da picape com um barulho surdo. — Tente não passar em buracos, OK?

— Farei o possível — respondeu Jakes, esperando que a ex-asiática, que agora ocupava o corpo de uma loura, estivesse apenas brincando. Abriu a porta do motorista e começou a entrar, mas parou quando Wells lhe estendeu a mão. Ele esticou o braço e a apertou.

— Obrigado — agradeceu Wells. — Não sei se conseguiria ir adiante com isto se eu estivesse no seu lugar.

— Claro que conseguiria – Jakes respondeu, certo de que dizia a verdade. — É a minha vez, só isso.

Kuroda tirou as luvas de trabalho e apertou a mão de Jakes também.

— Se você achar melhor, podemos trocar…

— Não, nem sonhando — cortou ele. — Além do mais, só você pode usar seu bilhete aéreo. A decisão está tomada. É hora de partir.

Ele soltou a mão dela e sentou-se no banco do motorista. Seus dois colegas se afastaram quando fechou a porta e virou a chave na ignição.

O motor ligou com um ruído baixo de combustão. Pelo retrovisor da caminhonete ele viu uma nuvem cinzenta de vapor se levantar do cano do escapamento e se dissipar na escuridão da noite.

Por um momento, ele sentiu uma pontinha de hesitação. Mas depois se recordou de que isto era exatamente o porquê de haver se apresentado como voluntário. Fora para uma missão como esta que concordara em transferir sua consciência para nanodispositivos e se exilar definitivamente no passado. Este era o momento para o qual ele havia vindo.

— O relógio está andando — disse, com um sorriso, para seus camaradas. — Não percam o vôo. — Ele então passou a marcha e saiu em direção ao seu encontro marcado com o armagedon.

 

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comentários
  1. Mandy Intelecto disse:

    Feliz natal!!!!

    E não para de traduzir, por favor!

  2. Fábio Magalhães disse:

    Manda mais, manda mais, manda mais 🙂

  3. Beatriz Machado disse:

    esses 3 são completamente loucos, pretendem acabar com o mundo mesmo?

  4. Aline disse:

    putz, armagedon?

    não parem de traduzir, por favor!

    obrigada e até o proximo.

  5. Fábio Magalhães disse:

    Ue, e a bomba de neutrons?
    Sera que nunca foi intenção dos marcados usar esta bomba ?
    Sera que esta bomba de neutrons funciona mesmo?
    No passado uma boma de anti materia pode ter começado o futuro e os marcados querem que isto aconteca de novo rs.
    Vai saber 🙂

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