Conto – A Torre e o Túnel

Publicado: 10 de janeiro de 2011 em Contos

Enquanto não temos mais um capítulo de Promises Broken”, vou publicar aqui um conto de minha autoria. É um dos meus primeiros contos, então deixem suas opiniões, críticas, sugestões etc. xD

A TORRE E O TÚNEL

VINÍCIUS FERNANDES DA ROCHA

A casa erguia-se imponente sobre as outras do vilarejo. Era feita quase toda de madeira e a cor amarela a destacava, juntamente com um belo jardim à entrada. Outro aspecto que chamava a atenção era a bela e alta torre ascendendo a um canto. Além de ser a mais bonita construção daquele vilarejo, ali morava a família mais rica do local, composta pelo casal Antônio e Maria, e sua filha de dezenove anos, Mariana.

A família era rica e muito reservada, só mantinha contato com a mais alta elite de sua vizinhança, e quando eles saíam, atraíam os olhares das pessoas nas ruas. Principalmente a filha, Mariana, que era bela, alta, com longos cabelos castanhos que lhe caíam pelos ombros, e olhos verdes que causavam delírios nos rapazes.

Aproveitando que falamos dela, vou contar o hobby preferido da moça. O jardim da casa, com rosas, margaridas e diversos outros tipos de flores que não necessitam aqui ser retratados, fora montado por um pedido seu quando tinha sete anos de idade. Desde criança, tivera um gosto peculiar por jardinagem e, desde a criação do jardim, ela passara a gastar grande parte de seu tempo ali, regando as flores, colhendo-as, plantando…

E um acontecimento que vale ressaltar aconteceu justamente nesse jardim, quando Mariana estava sentada, admirando as flores ao seu redor, sentindo seu aroma. A moça estava tão distraída que não viu o rapaz passando em frente à sua casa. Ele até mesmo começou a andar mais devagar, apreciando a beleza dela. Sabia que não devia parar ali, pois aquela era a casa da família inimiga da sua. A causa dessa inimizade não lhe fora contada, somente que as duas famílias não de davam muito bem. No entanto, a beleza de causar estupor da jovem o fez ficar ali, sem reação.

Mariana levantou o olhar e percebeu o rapaz parado diante da cerca de sua casa, olhando-a. Ela escondeu um sorrisinho tímido e se levantou, aproximando-se dele.

— Pois não?

— Ah… — atrapalhou-se o rapaz, e Mariana achou a falta de fala dele um tanto quanto atraente. Ela olhou-o bem, analisando seus cabelos negros e lisos caindo sobre a testa, seus olhos tão escuros quanto. — Estava passando e não consegui continuar o meu caminho. Sua beleza é como algemas.

Os dois apaixonaram-se um pelo outro desde então, no entanto, a inimizade entre suas famílias proibia o seu romance. Mantinham um romance às escondidas, raramente se encontrando e trocando mensagens através de garotos mais novos do vilarejo, que executavam o trabalho por um ou dois tostões.

Em uma noite de inverno, quando a maioria da vizinhança já estava dormindo, Mariana arrumou-se no seu quarto (que ficava na torre da casa) e caminhou sorrateiramente até sair. Lá no jardim, ela o viu. Pietro. O seu amado.

— Pronta? — indagou o rapaz, sorrindo.

— Pronta — respondeu ela, num sussurro.

Os dois foram caminhando de mãos dadas até a praça no centro da vizinhança. O único som que ouviam era as folhas das árvores ao seu redor farfalhando ao vento. Ficaram ali durante algumas horas, trocando carícias e conversando as besteiras que somente duas pessoas apaixonadas são capazes de conversar.

Continuaram se encontrando naquele local por várias e várias noites, sem incidente algum acontecer. Porém, uma vez quase foram surpreendidos por uma pessoa que passava por perto. Pietro reconheceu o amigo de seu pai e se escondeu com Mariana atrás de uma árvore. O homem que andava apenas a alguns metros de distância do casal parou e olhou ao seu redor, desconfiado. Pietro e Mariana prenderam a respiração, desejando que ele continuasse seu caminho, no entanto, o homem aproximou-se deles cautelosamente. Pietro tomou uma decisão precipitada e saiu subitamente de trás do tronco da árvore, deixando Mariana abaixada ali. A moça ia dizer algo, mas viu que seu namorado estava confiante no que fazia, agora.

— Pietro! — exclamou o homem, assustando-se ao ver o rapaz emergir da escuridão.

— Sr. Filipe — cumprimentou ele, educadamente, com um aceno da cabeça.

— O que está fazendo aqui à uma hora dessas?

— Apenas tomando um ar — mentiu Pietro. — Não consegui dormir e decidi dar uma volta.

— Pois bem — disse o Sr. Filipe. — Vou continuar meu caminho. Diga ao seu pai que mando lembranças. Até logo, garoto!

— Pode deixar, Sr. Filipe. Até mais ver!

Depois que o homem já estava distante, Mariana saiu de trás da árvore e Pietro disse-lha:

— Acho que não devemos mais nos encontrar por aqui. Alguém pode descobrir.

A moça concordou com a cabeça, olhando nos olhos de seu amado.

— Descobriremos outro jeito de nos encontrarmos — disse.

E encontrariam muito em breve.

*****

Na torre que ascendia a um canto da casa ficava, no alto, o quarto de Mariana, e embaixo dele, a cozinha. Naquele momento, a garota estava sentada na beira de sua cama, pensando em uma maneira de poder voltar a encontrar-se com Pietro. Não conseguia pensar em nenhum local seguro, então resolveu escrever uma carta para o rapaz e pedir para que algum menino a entregasse em troca de algumas moedas.

Já era tarde da noite e seus pais e a empregada da casa dormiam. Mariana desceu as escadas cautelosamente, tentando não fazer barulho, e chegou até a cozinha. Ali, acendeu uma vela, pegou um papel em uma gaveta e uma caneta e pousou tudo na mesa. Não sabia como começar a escrever e começou a andar de um lado para o outro pelo cômodo, como sempre fazia para pensar. O silêncio da noite no vilarejo era gritante. Nem mesmo os pássaros ou os grilos podiam ser ouvidos. O vento frio era cuidadoso: corria, mas não anunciava sua presença com ruído algum.

Sentou-se à mesa e, sob a luz da vela, começou a escrever:

Pietro,

Eu…”

Parou e pensou melhor. Não. Não estava bom. Levantou-se novamente e continuou o vai e vem pela cozinha. O silêncio agora era quebrado pelo ruído das tábuas sob os pés da garota.

Toc! Toc! Toc!

O que posso escrever na carta? Pensou ela, com a mão sob a boca numa forma pensativa.

Toc! Toc!  Nhac!

Opa! Nhec? Mariana ouviu o rangido diferente sob seus pés, deu um passo atrás e ouviu o “toc”. Parou, deu um passo a frente e o rangido invadiu seus ouvidos novamente. Aquela parte do chão fazia um barulho diferente. Ela ajoelhou-se, observando o piso de madeira e não percebeu nada de diferente ali. Olhou mais atentamente e só então pôde ver que a distância entre uma tábua e outra naquele ponto era um pouco maior que as outras.

— Que estranho — sussurrou a garota, pensando em voz alta. Os dedos de Mariana, por sorte (ou por destino, não se sabe), eram finos o suficiente para passarem por entre a fenda nas tábuas. Sem fazer muita força, ela puxou a tábua e… — Um alçapão.

Aquilo era, na verdade, um alçapão disfarçado. Por que estava ali ou quem construíra e como nunca antes o vira não importava agora. A curiosidade cresceu em seu peito e ela desceu, depois de pegar a vela sobre a mesa, pela escada na passagem escura sob a sua cozinha.

Somente com a pequena chama iluminando seu caminho, Mariana foi adentrando cada vez mais o túnel escuro, sem encontrar nada de peculiar pelo trajeto. Pensou que o caminho não terminaria nunca quando viu, á sua frente, um pequeno lance de escadas atrelado à parede que subia para outro alçapão. Ela subiu as escadas e forçou a passagem, mas alguma coisa do outro lado impedia sua abertura.

— Vamos! — murmurou a moça, dando socos no alçapão. — Abra!

Então ela ouviu passos vindos ali de cima, e logo em seguida o ruído de móveis sendo empurrados. Alguém estava em cima do alçapão e começava a puxá-lo. O medo invadiu o coração de Mariana e ela já estava quase desistindo e voltando pelo caminho quando o alçapão se abriu e…

— Pietro?

Ali, sobre a passagem aberta, a moça viu o namorado ajoelhado, segurando o alçapão aberto e olhando-a com uma expressão confusa.

— Mariana? — indagou ele. — O que… Como…?

— O que você está fazendo aí?

— Essa é a minha casa. O que você está fazendo aí?

— Encontrei um túnel que nunca tinha ouvido falar antes sob a cozinha de minha casa. Segui por ele e vim parar aqui.

Pietro soltou um assobio, surpreso, e disse:

— Também não sabia da existência desse alçapão na minha casa. Creio que meus pais também não.

— Por falar neles, onde estão?

— Dormindo. Já viu que horas são?

— Não, mas sei que é tarde.

— Venha. Suba aqui. Vamos conversar.

O rapaz ajudou a moça a encarapitar-se pela passagem e fechou-a logo em seguida. Mariana viu uma poltrona a apenas alguns centímetros de distância dali. Provavelmente, ela ficava sobre o alçapão.

— Bem, você nunca esteve na minha casa antes — disse Pietro. — Não repare na simplicidade. Sua casa é de extrema riqueza e…

— Meu amor — interrompeu-o Mariana. — Eu amo a você. Não ao que possui.

A casa de Pietro era composta de apenas dois cômodos. O que estava agora, uma sala que ao mesmo tempo era a cozinha, e um quarto, onde os pais do rapaz dormiam.

— A sua família é muito rica — continuou ele. — E você sabe que nem a sociedade nem os seus pais aceitariam nosso romance, pela diferença social e pela inimizade nunca esclarecida para nenhum de nós.

— Pois, para mim, nada disso importa.

Os dois trocaram um beijo apaixonado e, naquele momento, nenhum deles se preocupava com as diferenças ou com a opinião de outras pessoas. A única coisa que importava era o amor cada vez maior em seus corações.

— Pietro? — veio uma voz de mulher do quarto ao lado.

— É a minha mãe — sussurrou o rapaz, parando de beijar a amada. — Mariana, vá. Agora temos um novo lugar para nos encontrarmos.

Ele piscou um olho para ela e se dirigiu para a porta do quarto, enquanto a moça abria o alçapão, seus olhos verdes encarando os escuros dele.

— Quem está aí com você? — a voz vinda do quarto novamente.

— Ninguém, mãe. Estou apenas pensando alto.

Enquanto Mariana fechava o alçapão e descia, ela pôde escutar parte da conversa entre mãe e filho.

— O Sr. Filipe disse ao seu pai que te viu com a garota do casarão na praça uma noite dessas. Não acreditamos, pois ele é um velho quase cego e pode ter confundido. Mas se ele estiver falando a verdade…

— Mãe. — Pietro a interrompeu. — A senhora acha que uma garota como ela ia se interessar por alguém como eu?

O resto do diálogo Mariana não pôde ouvir. Distanciou-se da casa de seu amado e, por fim, voltou à sua própria cozinha. Subiu ao seu quarto e dormiu tranquilamente, pois agora tinha um lugar para se encontrar com Pietro sem que ninguém os interrompesse. Um lugar secreto e seguro.

*****

O encontro seguinte do casal foi logo na noite que sucedeu a descoberta do túnel. Enquanto os pais deles dormiam, Mariana e Pietro sorrateiramente adentraram o túnel e se encontraram na metade do caminho.

— Eu amo você, Mariana — disse Pietro. Os dois estavam sentados no chão, encostados à parede e presos num abraço.

— Eu também o amo, querido. Amarei eternamente.

— Não consigo mais ficar sem você. Quero ficar ao seu lado pelo resto de minha vida.

E, no segundo seguinte, os dois falaram ao mesmo tempo:

— E na morte também.

*****

A casa de Pietro era a mais pobre do vilarejo e ficava afastada de todas as outras. O túnel que interligava a casa de Mariana com a do rapaz era um mistério e, nem ela nem ele, sabiam por que fora construído ou porque ligava as duas casas. A única coisa que importava para eles era que o lugar era perfeito para seus encontros noturnos.

Passados mais de dois meses desde o seu primeiro encontro subterrâneo, Pietro checou se seus pais estavam dormindo e procurou na gaveta de um móvel papel e caneta para escrever uma carta de despedida. Naquela noite, ele e Mariana fugiriam e viveriam o resto de suas vidas juntos.

Encontrei o amor de minha vida. Sei que ninguém aceitaria, por isso estou indo. Amo vocês, pai e mãe, mas tenho que ir.

Pietro”

O rapaz pousou o papel dobrado sobre a mesa da cozinha/sala e deu uma última olhada na casa onde crescera. Era simples, mas, a julgar pelo seu olhar triste, ele gostava e sentiria muita falta dali. Olhou pela última vez a espingarda de seu pai descansando apoiada em uma parede Lembrou-se das vezes que fora caçar com ele…

— Mas isso já é passado — murmurou Pietro para si mesmo.

Respirando fundo, abaixou-se e abriu o alçapão. Desceu cautelosamente, a ansiedade tão grande em seu peito que não percebeu que o deixara meio aberto e que produziu um ruído.

*****

Mariana o esperava no lance de escadas logo abaixo.

— Pronta? — indagou o rapaz.

— Sim. Não trouxe nada, como combinamos. Nossa vida nesse vilarejo será deixada para trás. De agora em diante, será uma nova época para nós dois.

Pietro abraçou-a e beijou-a apaixonadamente na boca.

— Venha — disse Mariana, depois do beijo. — Vamos sair pela minha casa.

Mal haviam começado a andar quando um rangido veio de sobre suas cabeças. Em sincronia, os dois amantes olharam para o alto e viram o alçapão sendo aberto pelo…

— Pai?! — exclamou Pietro, surpreso e assustado ao mesmo tempo.

— Então era verdade o que o Sr. Filipe me contou — disse o pai do rapaz, terminando de abrir o alçapão agora e começando a descer pelo lance de escadas. Mariana não pôde deixar de notar a expressão furiosa em seu rosto e a espingarda que carregava em uma das mãos, enquanto segurava um papel amassado na outra. — Você e essa garota não podem ficar juntos! Ela não é boa gente!

— Você não a conhece, pai — disse Pietro defensivamente, colocando-se à frente de Maria protetoramente. — Eu a amo. Não me impeça de tê-la, por favor.

— Você não deve misturar-se com gente como ela, meu filho — disse o velho, deixando o papel cair ao chão sob seus pés. Só uma palavra podia-se ler na carta amassada: Pietro. — Como tem a coragem de abandonar sua própria família por uma… — Ele gaguejou nesse momento, procurando a palavra certa em sua mente. — Uma… uma vagabunda como ela!

— O senhor é o meu pai, mas não permito que fale assim de Mariana. — Pietro estava enfurecido agora. — Não é porque tem desentendimentos com a família dela que deve julgá-la do mesmo modo!

O pai do rapaz deu um passo a frente, brandindo a arma na direção do filho e da namorada.

— É um último aviso, Pietro. Volte e deixe essa garota.

— Sinto muito, meu pai, mas eu a amo.

Na fração de segundo que se seguiu Pietro viu a faísca de fúria no rosto de seu pai tornar-se um incêndio. O velho o empurrou para o lado com o braço livre e, com o outro, ergueu a espingarda na direção de Mariana.

Pietro caiu ao chão, ouvindo o grito assustado de sua amada e, sem medir esforços, jogou-se contra as pernas de seu pai e o agarrou, derrubando-o ao seu lado.

— Vá, Mariana! Fuja! — gritou ele.

Mariana, terrivelmente assustada, virou-se e começou a correr pela escuridão. Ouviu um disparo da espingarda e parou, virando-se para trás, preocupada com o seu amado.

— Corra! — veio a voz dele mais uma vez.

O grito tirou-a do transe e ela voltou a correr pelo túnel, com as mãos sobre a cabeça e abaixando-se cada vez que ouvia um disparo da arma. As paredes de pedra ao seu lado estouravam soltando lascas e poeira cada vez que um tiro as acertava.

— NUNCA MAIS VAI VER AQUELA GAROTA! — a voz do pai de Pietro atravessou o túnel até os ouvidos de Mariana. — NUNCA MAIS SAIREMOS DE CASA! NUNCA!

Mariana finalmente chegou ao lance de escadas que dava acesso à cozinha de sua casa. Subiu-o às pressas e fechou o alçapão atrás de si. Ficou sentada no chão de madeira, chorando e ouvindo Pietro e o pai discutindo no túnel…

Aquele foi o último encontro que o casal teve. Nunca mais se viram. O pai de Pietro trancou-se em casa com a mulher e o filho e nunca mais saiu de lá. Não saía para comprar comida ou para qualquer outra coisa. Conta a lenda que, quando a fome tomou conta da família, eles devoraram uns aos outros de uma maneira terrível. Seus corpos foram encontrados degolados.

E, Mariana, ao saber do triste fim de seu amado, trancou-se em seu quarto no alto da torre e morreu de tristeza. E, junto com ela, murcharam as flores de seu jardim. Seus pais mudaram da casa logo depois da morte da filha e nenhum dos moradores seguintes conseguiu ficar ali por mais de dois meses. Todos eles iam embora alegando ouvirem gritos assustadores vindos de baixo da casa e um choro triste e arrepiante vindo do alto da torre durante as madrugadas mais frias.

Quanto ao jardim de Mariana, inexplicavelmente nada mais foi capaz de crescer ali. Ele morrera junto com sua jardineira.

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comentários
  1. Weslen disse:

    Uao! Que locura o amor dos dois.

    Quanta insensatez por parte das familias, prefirir a morte ao amor é muita estupides.

    Um belo conto, não sabia dessa veia dramática do Vini.

  2. Gislene disse:

    Vinicius você tem talento, me fez lembrar de um livro que li, Sete ossos e uma maldição de Rosa Amanda Strausz.

  3. nilza disse:

    UEPAAAAA !!! TIA NILZA DISSE QUE COMENTARIA. VINI, ME SURPREENDI COM VOCÊ AMIGUINHO… ESCREVE BEM. DE MANEIRA CLARA E OBJETIVA. GOSTO DE LER E IMAGINAR CADA CENA. IMAGINEI COMO SE FOSSE PRETO E BRANCO – TIPO O “LABIRINTO DO FAUNO”
    NOTA DEZ PARA SUA CAPACIDADE DE DESENROLAR A HISTÓRIA E PARABÉNS PELO FINAL,
    QUE APESAR DE TRÁGICO, TEM UMA CARACTERISTICA QUE ADORO: A DE ME SURPREENDER.

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