The 4400 – Promises Broken (Capítulo 24 traduzido)

Publicado: 24 de janeiro de 2011 em The 4400

Capítulo traduzido por Helena Padim. Enjoy! xD

VINTE E QUATRO

9:58 A.M.

TOM FICOU AO LADO DE DIANA e a observou digitar o código de segurança no teclado próximo à porta de frente. Barras de titânio bloqueavam a porta, que por sua vez era feita de aço duplamente reforçado.

— É bom ver que eles se lembraram de trancar tudo quando saíram — brincou Tom. Seus três companheiros responderam com um franzir de testas.

Diana digitou o último número de seu código e apertou “enter” no teclado. Com um ruído quase inaudível, vibrando, as barras se recolheram para dentro do concreto reforçado das fundações do centro de comando.

Jed Azul, que estava esperando com seu cartão magnético na mão, adiantou-se e destravou a porta, depois a empurrou, abrindo-a para o resto do grupo. Tom entrou primeiro, seguido por Diana, Marco, e então Jed Azul, que voltou a trancar a porta atrás de si.

Tom achou estranho ver as guaritas de vigilância vazias, os detectores de metal e de agentes químicos desligados, e as luzes do teto apagadas. A única luz era a iluminação residual. A maior parte desta vinha de uma fila de máquinas de suco e refrigerantes; o resto era produto de letreiros de “saída” permanentemente acesos e dispostos em intervalos regulares ao longo do teto.

Os quatro agentes dispararam pelo saguão e pelos corredores até o centro de crise. Os passos apressados ressoavam pelos cantos vazios. O eco era tão agudo e alto que fez Tom ficar alerta, apesar do fato de não haver mais ninguém no prédio para escutá-los.

Como o resto das instalações, o salão principal estava às escuras. Quase que por instinto, Tom começou a distribuir ordens.

— Marco — disse ele. —, consiga informações lá de fora imediatamente. Vou ajudar Diana a reiniciar o sistema de comando. Jed Azul, vá até o arsenal e consiga algumas armas e coletes à prova de balas, caso alguém tente nos acertar.

Marco e Jed Azul correram em direções diferentes, deixando Tom e Diana pulando de uma estação de trabalho para outra, trazendo o sistema de volta em um terminal de cada vez.

Digitando sua senha no sistema, Diana disse, sem disfarçar a ansiedade:

— Se Meghan já nos declarou desertores para Washington D.C….

— Eu sei — disse Tom, sem necessidade de ser lembrado de que seus privilégios de acesso ao banco de dados de segurança unificado da nação, bem como o de todas as fontes de inteligência locais da NTAC, poderiam ser interrompidos remotamente por seus superiores no Pentágono. — Vamos apenas torcer para que Marco encontre uma forma de nos manter no jogo.

Ele ouviu Diana digitando as teclas. Então seguiu-se um silêncio.

Ela permanecia em frente ao terminal, as mãos pressionadas uma contra a outra em frente a seu rosto, como se estivesse rezando.

— Algum sinal? — perguntou Tom, observando a tela em frente a ele girar um círculo, enquanto processava os códigos que digitara.

— Ainda processando — ela disse por detrás das mãos. Então relaxou e abaixou-as. — Estamos dentro! Nossas senhas ainda estão ativas.

Meio segundo depois, o terminal em frente a Tom também se ativou, emitindo alertas de prioridade do Pentágono.

— Está bem — disse ele. — Vamos terminar de reiniciar.

Eles foram de estação em estação, digitando seus códigos. Em questão de minutos estavam cercados por mais dados do que eles poderiam monitorar de uma só vez com apenas quatro agentes. Quando ligaram as duas últimas estações adjacentes, Diana pensou alto:

— O que devemos fazer, agora que temos tudo funcionando? Estourar pipoca e assistir à cidade pegar fogo?

— Depende — respondeu Tom. — Sobrou alguma pipoca na cozinha? — Repreendido pelo olhar fulminante de Diana, ele mostrou as palmas das mãos e continuou: — Olhe, o único motivo pelo qual voltamos é o salvamento de Maia. E, para ser honesto, neste momento eu não tenho ideia de como o faremos. Mas esta é a base de operações mais segura que nós temos. Tudo o que podemos fazer agora é observar e esperar. E eu te prometo, aconteça o que acontecer, nós não iremos deixar a cidade sem ela.

— Isso mesmo — acrescentou Jed Azul, que retornava ao salão com uma braçada de coletes à prova de balas, dois rifles de assalto presos diagonalmente em suas costas, e mais um rifle pendurado de cada lado do corpo. — Sua garotinha vai voltar para casa, Skouris.

— Pode apostar — Marco disse, ao retornar. Ele se sentou em um dos terminais de supervisor e começou a digitar furiosamente. — Deem-me dez minutos e eu serei capaz de impedi-los de nos negarem acesso. No mínimo eu serei capaz de arranjar uma maneira de permanecermos conectados ao banco de dados.

— Bom trabalho — disse Tom. — Eu vou começar a procurar as últimas ordens da Secretaria de Defesa, descobrir o que está acontecendo por lá.

Jed Azul entregou um rifle e um colete para Tom, depois deu o mesmo equipamento para Diana e Marco. Passando por Tom, ele parou e disse:

— Preciso fazer mais algumas viagens. Precisamos de clipes reserva para os rifles, mais uma Glock e algumas recargas para Marco.

— Obrigado, J.A. — disse Tom, dando um tapinha no ombro do colega.

— Só há um de mim aqui, Tom. Você pode me chamar de “Jed” novamente.

Tom concordou com a cabeça.

— Está certo.

Enquanto Marco digitava, Jed caminhava e Tom se concentrava nos grupos de dados brutos que fluíam na NTAC, Diana pigarreou de maneira dramática, claramente querendo chamar a atenção de todos.

— Gente… — ela disse.

Os três homens pararam e olharam para Diana. Ela estava de pé, braços cruzados, os olhos parecendo estar cheios d’água.

— Há algo que eu tentei dizer antes, mas… O momento nunca parecia… — ela fez uma pequena pausa, e então tentou novamente. — Eu só queria dizer… Obrigada. Primeiro por me ajudar a sair do avião, e mais ainda por virem comigo. Uma vez que vocês me tiraram de lá, poderiam ter me deixado para resolver isto sozinha. Ao invés disso, vocês todos estão aqui, comigo, no meio desta zona de guerra. — Ela enxugou uma lágrima solitária de sua bochecha e sacudiu a cabeça. — Maia é minha filha, eu tenho que estar aqui. Mas vocês, gente…

— Eu tenho que estar aqui também — acrescentou Tom. – E não só por causa do meu filho. Porque eu sou seu parceiro.

Marco falou para ela com um sorriso torto e amargo:

— Se você está aqui, eu também estou.

— A NTAC dizendo para deixar sua filha para trás? Isto não está certo — disse Jed. — No momento em que eles fizeram isto, eu fiquei cem por cento contigo. Aconteça o que acontecer, eu te darei cobertura. E à Maia também.

Diana sorriu com o que Tom entendeu como alegria encabulada, então enxugou lágrimas frescas de seu rosto.

— Obrigada, gente — ela disse, forçando a si própria a recompor seu semblante. Ergueu seu colete à prova de balas acima da cabeça, vestiu-o adequadamente e ajustou os fechos de velcro sobre suas costelas. — Agora vamos nos aprontar para detonar — concluiu.

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comentários
  1. Beatriz Machado disse:

    Estão se preparando e se armando para irem resgatar a Maia, será q ela vai querer ir embora com eles??

    To achando q eles vão acabar entrando na guerra, mas dessa vez, do lado dos P-Positivos, contra o governo hein…

  2. É isso aí….
    Não para…..

  3. Eduardo Henrieque disse:

    Vaaamo, Vamooo!
    to muito curioso pra saber o final…
    a guerra se aproxima!
    faltam quantos capítulos?
    valeu pelo empenho.

  4. naty disse:

    Olá, adorei tudo por aqui, estou lendo faz um tempo…mas não conseguia parar para comentar , tu tem um talento incrível… um beijo no coração
    obs- lancei meu livro, depois dá uma espiadinha! mande beijos pra tua irmã, pro Bonitão (Victor), tua familia toda…
    tchauzinhoo

  5. Roger disse:

    nao para nao! ta ficando cada vez melhor!

  6. Aline disse:

    esse pré-guerra me deixa tensa.
    muito curiosa pelo final.

    vlw pela tradução gente.

    até a próxima.

  7. naty disse:

    A Editora tirou ele do meu blog (lá tinha um link pra baixar), por que o segundo tá quase pronto… me passa seu msn que te mando o primeiro!!! como te disse leio aqui, acompanho, mas estava sem tempo de comentar ! tu escreve demais…é um talento em gran potencial!!! beijos

  8. ione prado disse:

    Cadê o cap 25? Estou curiosa!

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