The 4400 – Promises Broken (Capítulo 28 traduzido)

Publicado: 21 de fevereiro de 2011 em The 4400

Gente, cadê os comentários? São muito poucos se comparados com o número de visitas… D:
Apesar disso, aí vai mais um (por enquanto) capítulo, traduzido por Helena Padim. COMENTEM!

 

VINTE E OITO

 

11:38 A.M.

O COMANDANTE ERIC FROST marcou os alvos com uma caneta vermelha em um mapa laminado, que estava aberto sobre o solo de concreto do Centro de Controle de Galerias Pluviais Elliot West. Ele e os outros vinte e nove soldados de elite que o cercavam estavam vestidos com uniformes de camuflagem urbana preto-e-cinza, cujos bolsos continham um pouco de tudo, desde garrafas de água até granadas de fumaça.

— Equipe Alfa, nós vamos rastrear Jordan Collier e os membros mais graduados de seu conselho de liderança — disse o oficial da Força de Operações Especiais da Marinha para seus companheiros soldados de elite. — Nosso último informe diz que eles conseguiram escapar de seu quartel-general antes que desabasse, então precisamos especular para onde podem ter seguido.

Brian Gerhart, um tenente dos fuzileiros navais com uma cara que lembrava a Frost um nó de dedo com olhos, levantou a mão. Frost acenou com a cabeça para o homem, que fechou os olhos e disse:

— Tenho uma imagem deles se movendo a pé. Parece que estão seguindo para nordeste pela Madison. Próximo à Rua Pike.

— Não estão indo em direção à NTAC, então — observou o sargento Knight, um policial do exército cuja compleição pálida, olhos azuis e feições finas lhe conferiam o aspecto de um homem feito de gelo e aço. Apontando para o mapa, ele continuou: — Eu diria que há oitenta e sete por cento de chance de eles se encaminharem para norte na 19ª Avenida.

— Neste caso acabaremos nos encontrando — disse Frost. — O que significa que precisaremos de cobertura, e muita. — Ele circulou o quarteirão da cidade rotulado de Centro de Seattle. — Equipe Bravo, precisamos que afastem o pessoal de Collier do nosso caminho, enquanto seguimos para o leste. Comecem com a Space Needle1 e improvisem dali em diante.

O comandante da equipe Bravo, Capitão Hayes, que se sobressaía por causa de seus ancestrais Sioux2 e o fato de ter os bíceps maiores do que a coxa da maioria dos homens, concordou com a cabeça.

Frost olhou para o comandante da próxima equipe, um tenente boina-verde magricelo e de olhos caídos, chamado John Conway.

— Equipe Charlie, os planos para vocês mudaram. Os satélites do GPS estão fora do ar, então a Marinha está operando com munição guiada por laser. Vocês têm que marcar os alvos mais importantes de Collier com ultravioleta e esperar enquanto o Shoup3 os derruba, um a um. Comece com pontes, avenidas elevadas e lugares fortificados.

— Entendido — disse Conway, sem tirar os olhos do mapa. Frost captou a natureza da extrema concentração de Conway: ele estava memorizando o mapa do centro de Seattle.

Hayes levantou uma mão enorme, de dedos grossos.

— Uma pergunta.

Com um meio aceno de cabeça, Frost disse:

— Prossiga.

— Quais são as instruções aqui, senhor?

— Verifiquem seus alvos — disse Frost. — Há quatro pelotões do exército em movimento, todas em camuflagem urbana. Quer dizer, qualquer um na rua que não é um dos nossos é um alvo válido até que se prove o contrário — declarou Frost. — Não mirem na polícia da cidade, a menos que eles apontem para vocês primeiro. Qualquer civil que demonstre sinais de habilidade proveniente da promicina estará em evidência. Todos entenderam?

Cabeças sacudiram-se em confirmação ao redor dele.

— Certo — disse Frost, enrolando o mapa. — É isto. Esta é uma operação à luz do dia, então tomem cuidado lá fora. Mantenham o rádio em silêncio, a menos que vocês estejam completamente sem saída. Verifiquem seu equipamento, travado e carregado, e saiam. Hooyah!

Os outros oficiais das forças especiais responderam: — Hooyah! — enquanto os fuzileiros berraram: — Oorah! – e os rapazes do exército rugiram: — Hooah! — tudo parte de uma tradição militar compartilhada, cada uma sutilmente única.

A Equipe Bravo foi a primeira a se posicionar. Hayes guiou seus homens para fora do Centro de Controle por uma porta que dava para o estacionamento norte do edifício. Dali, Frost sabia, o plano exigia que eles fizessem uma rápida travessia da Avenida Elliott West, seguida por um rápido rastejamento sobre uma ladeira coberta de capim até a Rua West Mercer. Então, a Equipe Bravo teria que voar por quase um quilômetro até o centro de Seattle, preparar a munição na base da Space Needle (que era estrategicalmente inútil, mas ideal para criar uma distração) e descarregar um inferno precisamente ao meio-dia.

A unidade de Conway tinha uma missão de perfil mais complicado. Ele e cada membro de sua equipe, dez homens ao todo, deveriam ter sua própria lista de alvos prioritários, localizados pela cidade. Depois que a Equipe Charlie deixasse o Centro de Controle, cada um de seus membros teria que atuar independentemente pelo resto da missão. Nenhum deles teria o privilégio de chamar reforços ou bater em retirada. Para sair da zona de combate, cada homem teria que providenciar a destruição de todos os alvos de sua lista, e então alcançar o local de chegada combinado, no ponto mais a sudeste do Lago Union, precisamente à meia-noite.

Enquanto os homens da Equipe Charlie faziam uma revisão final de seus alvos e horários, Frost guiou a Equipe Alfa por uma escotilha de 1,80m de diâmetro, por uma tubulação que levava de volta para dentro da galeria pluvial. Este foi o modo de seu pelotão ingressar na Terra Prometida. Ele e seus homens se deslocaram para os canos de saída, que ficavam submersos na água à profundidade de dezoito metros, a cem metros de distância do Parque Myrtle Edwards4, na Baía Elliott5. Os canos variavam em diâmetro de 1,80m a 2,40m, dali até o Centro de Controle Elliott West. Era uma passagem apertada para homens que carregavam equipamento de combate, mas eles conseguiram atravessá-la.

A parte do túnel que corria para o leste do Centro de Controle tinha 4,20m de largura; estendia-se por debaixo da Rua Mercer até a Avenida Dexter, onde dobrava para nordeste, paralelamente à Rua Broad. Na esquina da Oitava Avenida com a Rua Roy, deveria haver outra escotilha, que levaria ao abrigo de uma vala. Dali, Frost e seus homens deveriam se posicionar ao nível da rua, na parte norte de Seattle, e seguir até seu alvo.

Ele chafurdava na água estagnada que lhe subia até os tornozelos, esforçando-se para ignorar o odor pútrido e o cheiro de enxofre e metano do esgoto e da vegetação podre. Acendendo ligeiramente sua lanterna, ele fez uma rápida contagem e confirmou que todos os nove homens estavam ali com ele.

— Certo, cavalheiros — gritou ele. — Temos quinze minutos para percorrer dois quilômetros. Mexam-se!

Os homens de Frost debandaram atrás dele, correndo em fila indiana pelo túnel com apenas o feixe de luz de sua lanterna para iluminar o caminho. O ruído dos pés chafurdando na água ecoava dentro da passagem de concreto circular, transformando-se em um paredão de barulho.

O oficial de operações especiais concentrou-se nas sensações das solas de seus pés rompendo a superfície da água, o peso reconfortante do rifle em suas costas e de sua pistola ao lado do corpo, e os segundos correndo em seu relógio digital.

Em quatorze minutos e dez segundos eles sairiam do túnel pela vala da Rua Roy.

Se tudo corresse conforme o planejado, em menos de vinte e quatro horas a Terra Prometida voltaria a se chamar Seattle. E Jordan Collier e seu movimento estariam caminhando para a lixeira da história, onde era o seu lugar.

 

 

Notas:

1 Space Needle – Torre de 184 metros, edificada em Seattle, é o ponto turístico mais famoso da cidade.

2 Sioux – Tribos indígenas habitantes dos estados americanos de Dakota do Sul e Dakota do Norte.

3 Shoup – Destroyer da classe Arleigh-Burke, da Marinha Americana, lançador de mísseis teleguiados.

4 Myrtle Edwards Park – Parque público de Seattle, com 19km2 de extensão.

5 Elliott Bay – Grande baía no estado de Washington, onde a cidade de Seattle está localizada.

 

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comentários
  1. alexandre disse:

    Fiquei intrigado e pensativo… será que Collier vai morrer e o kyle (tirado do meio deles por Cassie) vai assumir a frente? E Diana e Tom… estou muito curioso.

    Valeu pela tradução gente!

  2. Douglas disse:

    o capitulo anterior me fez lembrar o episodio da tv em q mostrava o futuro de Richard sendo morto pelo bauduin.
    sera que vai ocorrer?

    vlw pessoal pela tradução, continuem firmes e forete iguais a pregos no angu. (duro)

  3. Roger disse:

    exceente traducao, continuem por favor

  4. Aline disse:

    demorei mas cheguei.

    não acho que o kyle vá conseguir tomar conta do movimento caso o jordan morra, mesmo com a ajuda da cassie.

    enfim, vamos ver no que vai dar.

    até.

  5. Drika disse:

    muito armamento,acho que agora o Jordan morre!

  6. Muca velasco disse:

    Acho q o Richard vai aparecer e dar um help no ultimo momento.

  7. Kelly disse:

    E o Shawn não existe mais?? Ele quase não aparece em ambos os livros :/

  8. Nilson disse:

    cara vc tem tudo em um arquivo único? abço
    parabéns pelo trabalho de tradução.

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