The 4400 – Promises Broken (Capítulo 31)

Publicado: 20 de março de 2011 em The 4400

Capítulo 31, traduzido por Vinícius Fernandes.

 

Gente, cadê os comentários?  O blog tem várias visitas por dia, mas nenhum comentário =(

Comentem aí, please =D

TRINTA E UM

 

12:01 P.M.

 

DIANA XINGOU POR entre os dentes quando outra barricada de carros em chamas e pilhas de restos forçou-a a fazer outro desvio por uma rua lateral como há poucos minutos.

— Eu avisei que devíamos ter pegado a I-5 — disse Tom.

Ela rebateu:

— Quer dirigir? — Gesticulando para a área cheia de fumaça do lado de fora do veículo, continuou: — Fale de uma vez, Tom! Se puder prever quais as próximas ruas que esses marginais vão bloquear, fique à vontade e assuma o volante!

Tom pareceu estar pensando numa resposta, mas colocou a mão direita em frente sua boca e olhou pela janela em vez disso. Diana entendeu o silêncio dele com uma vitória de prudência.

Ela virou à direita ao sul da avenida Beacon e desejou que dessa vez conseguisse chegar à rua Spokane South, e de lá até a via – expressa de Seattle.

Haviam chegado até o cruzamento entre a South Forest e o sul da Décima-Sétima avenida quando o tiroteio começou.

Balas grandes de calibre ricochetearam pela lataria do carro com um ruído trepidante. O vapor subiu do motor e obscureceu o vidro dianteiro com graxa pulverizada.

Então veio um barulho crepitante como o de um transformador elétrico sendo destruído por um raio.

Inclinando-se por sobre o painel, Tom e Diana viram dois civis, um homem e uma mulher, emergirem de trás de um carro estacionado e estenderem as mãos na direção de uma oficina mecânica à direita deles – de onde, percebeu Diana, começara os tiros.

O homem arremessava grandes flechas de raio de suas mãos na oficina, iluminando os soldados que se escondiam e atiravam ao mesmo tempo. A mulher ao seu lado lançava bolas de fogo debaixo dos carros e caminhões ali estacionados, explodindo seus tanques de gasolina como se fossem bombas.

Estilhaços flamejantes cravejaram o carro de Tom e Diana. Então veio uma massiva onda de gasolina ardente que envolveu o veículo, juntamente com metade da rua à frente e atrás deles.

Tom destravou sua porta.

— Fique abaixada, mova-se rápido e vá para o prédio verde atrás da gente. Sairemos do fogo cruzado assim que virarmos a esquina.

— Beleza — disse Diana destravando sua porta.

Um estalo metálico do lado de fora fez Diana olhar por cima do painel novamente. Os carros que, há poucos momentos, estiveram estacionados na rua à frente deles eram lançados para o alto sobre o que estava sendo usado como trincheira pelos dois civis.

O homem e a mulher atrapalharam-se na retirada enquanto várias toneladas de metal caíam como chuva. Os veículos tombavam por cima deles como dados gigantes de aço.

O carro de Tom e Diana oscilou e então começou a levantar-se.

Os dois trocaram um olhar assustado.

— É hora de ir — disse Tom.

Eles abriam a porta do carro e rolaram para a rua, que estava coberta de cacos de vidro, aço amassado e combustível em chamas. Diana caiu com dificuldade e por pouco não evitou uma poça ardente de óleo.

Ela torcia para que a parede de fumaça negra causada pelos veículos incendiados atrapalhasse a visão dos soldados o suficiente para que ela e Tom pudessem se arrastar e esconderem-se atrás do que, podia enxergar agora, era a Biblioteca Beacon Hill.

Atrás dela, seu carro decolou e invadiu uma casa próxima.

Tom atingiu a esquina da biblioteca menos de um segundo antes dela. Enquanto se postava atrás dele e encostava as costas à parede, ela perguntou:

— Tudo bem. E agora?

— Nem adianta me olhar — disse ele por cima do ombro. — Eu nos tirei do carro. A próxima ideia brilhante é sua.

— Ótimo — murmurou ela. Estava prestes a sugerir que voltassem pelo caminho de onde vieram até que viu o bandido movendo-se na direção deles. — Acho que temos um problema.

Seguindo seu olhar preocupado, Tom soltou um suspiro de desânimo.

— Só pode estar de brincadeira — disse ele. — Um bandido que vai nos matar por sermos da NTAC, um soldado que vai nos matar pelo simples fato de estarmos aqui. Não vamos ganhar hoje. — Ele lançou olhares rápidos na direção da biblioteca. — Fique por perto — disse, correndo para a lateral do prédio enquanto sacava sua Glock.

Parou a alguns passos da porta de vidro e deu três tiros, reduzindo a entrada a milhões de pedacinhos. Então ele entrou, destrancou a porta e a abriu.

— Vem — disse. — Vamos sair pelo outro lado, pelo estacionamento.

Ela o seguiu pela biblioteca, um espaço com um grande teto arqueado cujas formas e saliências parecidas com costelas das vigas lembraram a Diana o interior de uma baleia em um desenho animado. Eles correram pelas longas e curvas prateleiras e estantes separadas até o outro lado do prédio. E então saíram.

Tinham dado dois passos do lado de fora quando perceberam que haviam passado por quatro atiradores camuflados de preto e cinza, que armavam uma emboscada, escondidos sob folhagem ao lado da porta. Os soldados colocaram-se de pé e levantaram as armas.

Os agentes da NTAC levantaram as mãos por reflexo.

— Calma lá — disse Tom. — Somos amigos.

— Identifiquem-se — disse o soldado mais perto, que, diferente dos outros, Diana percebeu não usar insígnia alguma que mostrasse sua posição ou qualquer identificação.

— Agente Tom Baldwin, da NTAC — disse Tom. — E essa é minha parceira: Agente Diana Skouris. Temos distintivos nos bolsos.

— Devagar — disse o soldado.

Movendo-se com uma cautela deliberada, Tom e Diana mantiveram uma mão no alto enquanto usavam a outra para tirar seus distintivos com as credencias da NTAC dos bolsos das calças. Entregaram ao soldado, que os examinou e logo assentiu.

— Tudo bem — disse ele, devolvendo as credenciais. — A cidade inteira virou uma zona de combate, então é melhor que se protejam em dobro. — Acenando com a cabeça para frente, acrescentou: — Vão andando.

— Obrigado — disse Tom, enfiando sua identificação de volta no bolso. Diana fez o mesmo e manteve-se ao lado de Tom, enquanto moviam-se na direção da rua.

Um movimento à direita de Diana a fez virar a cabeça. Cinco pessoas corriam em uma estreita faixa de grama entre a biblioteca e um prédio de tijolos: um homem conduzindo duas garotinhas e uma mulher carregando um bebê.

A menina mais velha tinha o cabelo loiro como o de Maia.

A mais nova carregava auras de luz radiantes de uma cor jade em volta das mãos e da cabeça.

As duas garotas encolheram-se e gritaram quando os soldados a salpicaram com uma saraivada de balas. O pai gritou de raiva, a mãe entrou em prantos, e o bebê chorou aterrorizado enquanto eles caíam ao lado das meninas que haviam se separado por uma tempestade de metal.

Diana parou e ficou olhando, hipnotizada e horrorizada.

A garota loira estava morrendo, agonizando com os espasmos e engasgando-se com o sangue em sua boca. Então seus olhos falharam, e ela ficou imóvel. O sangue de sua família salpicou seu rosto e seu cabelo.

Lágrimas de ódio marejaram os olhos de Diana.

O cabelo da menina era exatamente como o de Maia.

Os soldados saíram do abrigo para verificar os mortos.

Diana levantou a Glock e abriu fogo.

O primeiro tiro atravessou a cabeça do soldado da frente, e ele caiu para trás, através de uma janela de vidro na biblioteca.

O segundo tiro rasgou a garganta de outro soldado. Ele caiu e atingiu o chão como um saco de cimento molhado.

O próximo soldado virou-se e começou a levantar seu rifle antes que o terceiro tiro de Diana acertasse seu rosto em cheio.

O último soldado a tinha na mira, e ela preparou-se para morrer.

Então veio outra explosão de tiro, e o soldado caiu para trás com um buraco de bala em sua testa.

Ela virou-se por cima de seu ombro e viu a fumaça saindo da boca da arma de Tom. Ele abaixou a arma.

Diana fez o mesmo enquanto lançava um olhar culpado a ele.

— Acho que acabei de escolher um lado.

— Eu também — disse Tom sem um pingo de arrependimento. — O seu. — Ele guardou sua Glock. — Vamos dar o fora daqui.

 

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comentários
  1. Alexandre disse:

    isso… no comenario passado fiquei na expectativa que tom e diana definissem o lado 4400 e parece que agora vai!

    Estou querendo muito que todos se encontrem!

  2. Aline disse:

    putz, mas que sensacionalista essa cena final hein?

    enfim, acho uma grande besteira eles resolverem apoiar um dos lados, afinal os dois estão errados nessa guerra.

    enfim, aguardemos o desfecho.

  3. Beatriz Machado disse:

    Eu sempre soube q a Diana e o tom ficariam do lado do Movimento!! Agora a Guerra tá feia mesmo.

  4. Jackie disse:

    Olá Vinicius e Helena

    Só passei aqui para parabeniza-los pelo excelente trabalho de vocês nesta tradução do livros-sequencia da série The 4400.

    Estava totalmente desiludida porque já estava sabendo que minha série favorita acabava sem um final à altura e me deparo na internet com esse blog.

    Ainda estou assistindo a série e somente lá na frente poderei ler os livros, mas fica aqui meu muito obrigada pela gentileza e dedicação de vocês.

    Ótima semana!
    Jackie

  5. gangdoorelha disse:

    show de bola, pq vc naum encaderna e vende?

    • brenooficial disse:

      Não posso e nem devo… D:
      O livro possui direitos autorais, e eu não o escrevi… Agora se alguma editora se interessasse na publicação e comprasse os direitos autorais pra publicar no Brasil, aí sim poderíamos vender a tradução, mas por enquanto não dá.

  6. keylinhakiss disse:

    Oi viny é a keyla XD … como sempre muito bom o seu site. Dou sempre uma passadinha quando posso. Sucesso. (yn)

    • brenooficial disse:

      Oi, Keyla xD
      Que bom que vc passa por aqui sempre.. hahaha… ultimamente, tenho atualizado o blog com pouca frequência, mas vou começar a colocar mais coisas daqui pra frente.. beijo xD

  7. Cleverson Souza disse:

    Sempre acompanhando!

  8. Vanessa disse:

    Muito bom os livros.
    Parabéns pela tradução.
    Se tiver como traduzir o terceiro livro “The 4400: The Vesuvius Prophecy”, agradeço.

    É uma pena que a estória ainda não acabou.
    Estou ansiosa para ver esse último…

    • brenooficial disse:

      Oi, Vanessa. Que bom que está gostando da tradução.
      Esse livro que você fala não é uma continuação de “Promises Broken”. A história iniciada com a série de TV encerra-se em “Promises Broken” mesmo. Mas não é uma má ideia traduzir o “Versivius Prophecy”. O problema é que este livro eu não possuo. Mas se tiver para baixar em algum lugar, eu posso fazer o download e traduzir assim que terminas “Promises Broken”. =D

  9. Drika disse:

    mais, mais, mais!

  10. Muca velasco disse:

    Mtooooo bom!

  11. ione prado disse:

    Estou adorando o livro. Mas não consegui localizar o cap 28. Alguém pode me ajudar?

  12. Daniel disse:

    Bem aqui estou eu em 2015. Descobri essa série há coisa de 1 mês e vi tudo quase sem parar. Como todo mundo, fiquei super chateado por não ter tido um final adequado na televisão. Contudo tem sido muito legal ler a tradução de vocês, parece que estou vendo na TV (às vezes até vejo o vídeo de abertura da série no youtube antes de ler, só pra entrar no clima rsrsrs). Enfim, obrigado pela iniciativa.

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