The 4400 – Promises Broken (Capítulo 33 traduzido)

Publicado: 10 de abril de 2011 em The 4400

Mais um capítulo de Promises Broken, traduzido por Vinícius Fernandes.

Aproveitando que estou aqui… Já viram o post anterior a esse sobre séries de TV? Quem ainda não viu é só descer um pouco a tela e dar uma olhada xD

Até a próxima!

TRINTA E TRÊS

12:42 P.M.

MARCO CLICAVA EM E arrastava ícones, janelas e widgets pela tela de seu computador touchscreen com tanta força que quase o derrubava da mesa. Estava esforçando-se para conseguir acompanhar a cascada de falhas das câmeras de monitoramento de tráfego da cidade, as quais estivera usando desesperadamente para encontrar Tom e Diana, que haviam desaparecido depois de uma luta com uma tropa de soldados quase meia hora antes.

Jed observava por cima do ombro de Marco e o alertava:

— Vá com calma, cara. Você vai encontrá-los.

— Nessa velocidade, não — disse Marco, frustrado com os dados que perdia. — O Exército está derrubando todos nossos sistemas de monitoramento público. A essa hora amanhã, não poderei dizer se está chovendo sem olhar pela janela.

— Claro que vai — disse Jed. Com um sorriso torto, acrescentou: — Aqui é Seattle. Está chovendo quase sempre.

Atrás deles, um homem falou, numa voz áspera:

— Sempre otimista, né, Jed?

Eles viraram-se. Jed começou a erguer seu rifle – então congelou.

Dennis Ryland estava parado no umbral da porta do centro de crises, seu revólver erguido e apontado na direção de Jed e Marco.

— Fique onde está — disse ele. — Fico feliz em ver que a Segurança Doméstica deixou alguém comandando o espetáculo aqui na NTAC, mas meio que esperava algo mais do que vocês dois. — Depois de uma breve pausa, acrescentou: — Sem ofensas, claro.

— Não ofendeu — disse Jed. — Se importaria de nos dizer como entrou aqui?

Dennis deu de ombros.

— Ainda tenho algumas senhas no sistema — disse e sorriu para Marco. — Não graças a você. — Apontando para o colete de Marco, acrescentou: — Bastante munição? Nunca vi alguém encher os bolsos de um colete desse jeito.

— Gosto de estar preparado — disse Marco.

— Obviamente. Você deve ter sido um ativista. — Apontando o queixo para Jed, Dennis disse: — Pode abaixar o rifle? Isso me deixa um pouco nervoso.

Jed abriu um sorriso falso.

— E isso não seria legal, seria?

O bocal de uma pistola surgiu do corredor escuro e apertou-se contra a nuca de Dennis enquanto Tom Baldwin respondia:

— Não. Nem um pouco legal. Coloque a arma no chão, Dennis. Agora mesmo.

O ex-diretor da NTAC fez como mandaram. Ele abaixou a pistola, agachou-se lentamente e a postou diante de seus pés.

Tom disse:

— Chute-a para Jed.

Com um movimento de seu pé, Dennis fez sua arma deslizar pelo chão ladrilhado até Jed, que a parou com pé enquanto levantava o rifle e apontava-o para Dennis.

— Entre e sente-se — disse Tom, empurrando Dennis para frente. Tom o seguiu para dentro do centro de crise. A meio passo atrás dele estava Diana, que entrou com a própria arma apontada para cabeça de Dennis.

O homem de meia-idade sentou-se em uma cadeira e respondeu aos olhares penetrantes doas agentes com um sorriso sem graça.

— Gente, você não acham que estão exagerando um pouco?

Diana disse:

— Ainda não atirei em você, atirei?

— Você vai querer ouvir o que tenho a dizer antes de estourar meus miolos.

Tom guardou sua arma e acenou para que Diana fizesse o mesmo.  Ela hesitou até que Jed disse:

— Tudo bem, Skouris. Eu cuido dele.

Mais tranquila, Diana guardou sua arma.

— Certo — disse Tom a Dennis. — Você queria falar? Então fale.

O sorriso desapareceu das feições cansadas de Dennis.

— Estou encrencado — começou ele.

Diana o interrompeu:

— E nós nos importamos porque…?

Ele a ignorou e continuou:

— Eu autorizei um projeto de pesquisa ilegal na Haspelcorp. Três cientistas me disseram que podiam criar um dispositivo que neutralizasse promicina em massa. Não demorou para que isso tornasse um investimento de bilhões de dólares.

— Espera. Já ouvi essa história antes — disse Tom, juntando as sobrancelhas cinicamente. — E então algo deu terrivelmente errado…

As espessas sobrancelhas de Dennis traíram sua irritação crescente.

— Em algum momento nas últimas vinte e quatro horas, os três cientistas levaram o dispositivo do laboratório secreto. Nesse momento, a coisa pode estar em qualquer lugar. Até mesmo aqui.

— Não quero parecer rude — disse Tom. — Mas e daí? Um dispositivo capaz de neutralizar promicina pode por um fim nessa guerra civil.

Levantando os olhos, Dennis disse:

— Exatamente! Por isso patrocinei o projeto deles, pra começo de conversa. Era a solução pela qual vinha procurando – um modo de impedir o movimento insano de Collier sem arriscar mais vidas inocentes.

Tom caminhou por trás de Dennis, do outro lado de uma fileira de computadores.

— Antes de descobrirmos o porquê, temos que descobrir o quem. Aqueles três cientistas – você disse que eles vieram até você com o projeto. Eles trabalham para a Haspelcorp?

— Não. Eles são independentes. Nunca ouvi deles, mas provaram credenciais, então ouvi o que tinham a dizer.

Marcos estava muito curioso agora.

— Se esses caras sabem tanto sobre promicina, acho que sei quem são eles — disse. — Quais os nomes deles?

— Peter Jakes, Robert Wells e Helen Kuroda.

Marco balançou a cabeça, confuso.

— Nunca ouvi falar deles.

Tom lançou um olhar assustado a Dennis.

— Você disse que os sobrenomes deles são Jakes, Wells e Kuroda?

Dennis confirmou com um breve aceno de cabeça, e Tom se encolheu em choque. Ele disse a Diana:

— Esses eram os nomes reais de três dos agentes Marcados.

— Eita! — disse Marco. — Está dizendo que a Haspelcorp patrocinou um projeto dos Marcados? — Ele olhou para Dennis. — Tem certeza que sabia o que eles estavam construindo?

— Claro — respondeu Dennis. — Eu vi com meus próprios olhos.

Os agentes trocaram olhares desconfiados.

Marco disse:

— Sem ofensa, Dennis, mas você mal sabe usar um computador.

Ele respondeu na defensiva:

— Estou aprendendo.

— Você sabe diferenciar um hodoscópio de um magnetron de cavidade?

— Claro.

Olhando desconfiadamente, Marco perguntou:

— Como?

Dennis gaguejou por alguns segundos antes de resmungar:

— Uhm… Um deles tem uma cavidade?

— Bela tentativa — disse Marco. — Me conte tudo o que você deu para os Marcados: partes, materiais crus, combustível – tudo o que foi usado.

Rolando os olhos, Dennis disse:

— Pelo amor de Deus, Marco! Foram tantas coisas. Não consigo lembrar tudo de cabeça. Mas uma coisa que me deu um baita trabalho uns dias atrás foi conseguir um carregamento da CERN…

— Antimatéria e um novo elemento transurânico¹?

— Sim — disse Dennis, visivelmente surpreso. — Como…?

Marco sentiu o sangue fugindo de sua face. Ele olhou para Tom e Diana, que também haviam empalidecido diante da revelação involuntária de Dennis.

— Merda! — disse Tom. Ele olhou, boquiaberto, para Dennis. — Você tem ideia do que fez? De quem eram aquelas pessoas? Ou o do que acabou de colocar nas mãos deles?

Dennis examinou a reação deles, franziu o cenho e então respondeu:

— Aparentemente não.

Diana passou a mão pelos cabelos.

— Tudo bem, vejamos: o que quer que os Marcados tenham feito Dennis trazer da CERN foi o que deu ao governo americano a desculpa para atacar Seattle. Agora os Marcados possuem uma bomba de anti-matéria. Então a pergunta que precisamos fazer é: qual o alvo deles?

— Pode ter evidências no laboratório — disse Dennis. — Eles incendiaram o lugar antes de fugirem. Deviam estar tentando esconder alguma coisa.

— Faz sentido — concordou Tom. — Você tem alguma foto do laboratório? De dentro ou de fora?

— No meu celular — disse Dennis. — Eu baixei trinta segundos de vídeo do servidor de segurança, caso precisássemos analisá-lo.

— Ótimo — disse Tom. — Entregue para o Marco.

Abrindo o paletó, ele disse:

— Vou entregar bem devagar.

Tom assentiu para que ele continuasse.

Dennis retirou o telefone e o entregou a Marco, que rapidamente acessou vídeo mais recente salvo e apertou “PLAY”.

A imagem na tela do telefone estava tão escura e cheia de fumaça que Marco mal podia discernir qualquer detalhe.

— Não tenho certeza se isso serve — ele disse para Tom. — Preciso ver um pouco mais do lugar para onde eu…  Espere… — A imagem transformou-se na parte exterior do laboratório. Ele viu fumaça ascendendo de uma construção em ruínas num deserto árido. Virou-se para Dennis. — Nevada?

— Sim. Na mosca.

— Valeu — disse Marco. — Beleza, com isso eu consigo. — Ele certificou-se de que estava com seu telefone num bolso fechado de seu colete a prova de balas, então se pôs de pé e acenou para Tom e Diana.

— Volto logo — disse.

Ele olhou profundamente na imagem distorcida na tela LCD do telefone. Seus olhos viram através da imagem que se movia, e as margens de sua visão borraram-se, até que tudo o que via era a areia esbranquiçada e o céu ensolarado do deserto…

 

Marco pestanejou sob o sol do deserto.

Parecia que o calor irradiava tanto da pista pavimentada sob seus pés quanto de cima dele. A luz solar cegava seus olhos, e sua pele exposta formigava.

Essa é a sensação de ser cozinhado vivo, ele pensou.

A cabana coberta de areia que escondia a entrada ao laboratório secreto da Haspelcorp estava a alguns metros de distância. Assim como no vídeo no celular de Dennis, a fumaça saía do metal destruído.

Ansioso para sair do sol, Marco caminhou rapidamente na direção da construção arruinada. Seus passos eram firmes na superfície pavimentada, produzindo um som diminuto que se perdia na imensidão solitária do deserto. Era difícil para Marco mover-se rapidamente sob o calor sufocante e bruto, mas ele temia que se diminuísse o ritmo ou parasse para descansar as solas de seus tênis fossem derreter sob seus pés.

Atingiu a cabana. Aninhando-se sobre o chão na entrada estavam alguns destroços metálicos. As bordas de algumas das partes estavam retas e limpas; outras estavam queimadas e derretidas. Embora não soubesse o que fazer com elas agora, ele suspeitou que podia avaliá-las mais tarde. Juntou as peças, enfiou-as nos bolsos de suas calças, então continuou na direção da cabana.

Ele tentou abrir a porta e a arrancou de seu umbral desgastado pelo calor. Parte da parede caiu junto com ela, reduzindo-se a pedaços carbonizados que se quebraram em pedaços menores em seus pés.

— Construído de má vontade — murmurou, mesmo a piada sendo somente para ele. Algo nas profundezas vazias do terreno que o cercava fazia Marco querer conversar com si próprio.

Passando pela porta, ele parou para que seus olhos se acostumassem com a escuridão dentro da cabana. À sua frente, o fogo havia destruído e exposto o que parecia ser dispositivos de última tecnologia montados dentro da parede. Ao lado deles havia outra porta semi-desintegrada e, além dela, um corredor estreito.

Tudo dentro da cabana cheirava a madeira queimada.

Marco abriu a porta de correr. Alguma coisa a prendeu no caminho. Devido ao som de trituração que se seguiu, Marco pensou que fossem cinzas ou mais destroços causados pelo fogo. Com algum esforço, venceu a obstrução, deixando a porta aberta por completo. Ele foi recebido por uma lufada de fumaça que picaram seus olhos até que eles lacrimejassem.

Afastando a nuvem irritante com as mãos, Marco caminhou pelo corredor cautelosamente, testando e integridade de cada piso antes de pisar com todo seu peso. Alguns deles responderam aos seus passos com um ruído ameaçador, mas o caminho parecia sólido.

Outra porta no fim do corredor levava a um eixo de elevador sem elevador. Encarapitando-se na borda, Marco arriscou um olhar para baixo do eixo, que caía na escuridão total. De cada lado dele, havia caixas de motor que provavelmente haviam controlado o carro do elevador, mas elas pareciam tortas e enegrecidas, e seus cabos haviam sumido.

Olhando ao seu redor, Marco murmurou:

— Acho que uma escada seria pedir muito. — Ele lançou outro olhar ao abismo aparentemente sem fim. — Não. Vamos fazer com que um elevador seja o único acesso ao laboratório. O que poderia dar errado?

Ele abriu a aba de um dos vários bolsos em seu colete.

— Vamos ver quem ri agora, Dennis — disse ele enquanto tirava quatro luminárias amarradas por um cadarço. Com alguns movimentos leves, ele ativou as hastes de plástico flexíveis. Enquanto os componentes dentro delas misturavam-se, produziram uma intensa luz fantasmagórica. — Isso serve — disse e então as jogou no eixo do elevador.

Elas caíram quase em linha reta, o que pareceu a Marco ser numa lentidão surreal, mas ele cronometrou o tempo em seu relógio como não mais que quatro segundos. Calculando em sua cabeça, concluiu que as hastes haviam caído por volta de noventa metros.

— Vamos dar uma olhada no que tem lá embaixo — disse a si mesmo enquanto retirava um par de binóculos compacto de outro bolso estufado em seu colete. Ele circundou o cordão nos pulsos para que não caíssem, então deitou-se na beirada do eixo.

Mirando os binóculos na direção das hastes luminosas distantes, ajustou o foco até que conseguisse ver bem o fundo do eixo. Estava preenchido pelos restos do carro do elevador. Analisando os lados, avistou uma abertura na parede e desconfiou que fosse a entrada para o laboratório escondido.

Ele se imaginou um pouco acima do carro tombado do elevador…

… e então estava lá.

Nossa, adoro teleporte, pensou ele enquanto descia do carro destroçado do elevador. Segurando as hastes luminosas, deu alguns passos cautelosos adentrando o laboratório. Ele tossiu quando inalou mais fumaça tóxica. Um pouco tonto, torceu para que elas não possuíssem partículas radioativas ou elementos que pudessem matar. Tarde demais, imaginou.

Movendo-se pelo laboratório, ele sentiu-se sufocado tanto pelo calor quanto pelo cheiro de gasolina. O odor era mais forte nas áreas que pareciam mais atingidas pelo fogo.

Vários pontos de ignição e a presença de aceleradores: somente esses dois fatores já teriam sido suficiente para indicar incêndio provocado mesmo que os cientistas não tivessem fugido com a arma letal que haviam construído. Somando-se à certeza de Marco de que o laboratório fora destruído deliberadamente era a maneira uniforme como todos os computadores haviam sido destroçados e empilhados no centro da sala de trabalho.

— Sutil, pessoal — disse Marco em voz baixa. — Muito sutil.

Ele foi de sala em sala procurando por pistas, não importava o quão triviais pudessem ser.

O incêndio havia limpado o laboratório de quase todos os papéis. Copos de vidro e tubos de ensaio haviam derretido. Até mesmo grande parte dos metais haviam sido deformados pelo calor extremo.

Em uma sala, que deduziu que era usada como alojamento pelos cientistas, ele viu o canto de um livro em uma mesa sobre a qual um armário havia caído. Ele se inclinou desengonçado por sobre o armário para ver o livro. Sua capa era de um preto fosco e metades das páginas haviam sido consumidas pelo fogo, mas a contracapa estava só um pouco amarronzada. Delicadamente, ele o abriu o suficiente para descobrir do que se tratava o volume.

Era um atlas do mundo.

Marco puxou o livro de sob o armário e viu algo mais na mesa: uma pequena pedra. Ele se inclinou e a pegou. Era leve como uma pena. Revirando-a por entre os dedos, ele observou sua forma estranha e que tinha pequenas cavidades. Deve ser vulcânica, concluiu. Interessante.

Ele enfiou a pedra em um bolso diferente do que estavam os metais que encontrara do lado de fora da cabana e segurou o livro queimado embaixo do braço. Não era muita coisa, mas ele suspeitava que não havia mais nada que valesse a pena encontrar no laboratório.

— Vazando pra casa — disse, pegando sua carteira e a abrindo em uma foto da Sala de Teoria da NTAC.

Olhando para a imagem de sua casa tão distante, ele sabia que estaria lá em questão de segundos.

 

— Não sei como pude duvidar de você, Marco — disse Dennis, com a voz tão neutra que Tom teve certeza que ele estava sendo sarcástico. — Você consegue mesmo fazer essa coisa.

Marco sentou, com os braços cruzados e o cenho franzido mostrando indignação, em sua mesa na Sala de Teoria. Tom, Jed, Diana e Dennis tinham descido a seu pedido depois que ele chegara do laboratório da Haspelcorp alguns minutos antes.

Dennis deu uma espiadela na pedra vulcânica sobre a mesa de Marco:

— Quero dizer, eram essas as pistas que esperávamos: uma pedra, uns pedaços de metal e um atlas usado como tocha. Belo trabalho.

— Não tínhamos nada há quinze minutos — retrucou Diana. — Tudo o que sabíamos é que você foi enganado e ajudou três fanáticos do futuro a construir uma arma apocalíptica. E, caso tenha esquecido, está aqui pedindo nossa ajuda agora. Então por que não faz um favor a si mesmo e cala a boca?

Jed disse:

— Tirou as palavras da minha boca.

Tom disse, dirigindo-se a Marco:

— Que tipos de análises pode fazer nessas coisas?

— Não muito mais que testes básicos, por enquanto — respondeu Marco. — Posso colocar a rocha e o metal sob um microscópio e talvez ter certeza do que eles são feitos. Uma coisa que posso dizer da pedra é que ela não é do deserto perto do laboratório. Mas sem uma análise mais aprofundada, não posso dizer mais que isso.

— E o livro? — indagou Diana.

— Um atlas comum — respondeu Marco. — Foi publicado há dois anos. Olhei todas as páginas à procura de marcas, anotações ou pedaços arrancados. Com exceção das partes queimadas, está tudo lá e sem marca alguma.

Pegando um pedaço de metal, Jed perguntou:

— Isso ficou amassado do fogo?

— Acho que não — disse Marco. — O dano de calor só está de um lado de cada pedaço, e não há resíduo de carbono. Além do que, se eu estiver certo, essas peças são provavelmente alumínio ou liga de alumínio, o que nos diz que deveriam mostrar mais deformação se estiveram no incêndio no laboratório.

— Deixe-me ver isso — pediu Tom a Jed, que o entregou o metal leve. — Esse dano de calor no lado… poderia ter sido causado por solda?

Aquilo interessou Marco.

— Agora que você mencionou, sim. É exatamente isso que parece.

Tom virou-se e viu que Dennis assentia, mas Diana e Jed esperavam por uma explicação.

— Os cientistas não levaram aquela arma pelo deserto nas costas. Eles tinham um veículo – um avião, um helicóptero ou um carro.

Diana cerrou os olhos, confusa.

— E eles a soldaram no veículo? Para quê?

— Porque o veículo é o modo de entrega.

— Exatamente — concordou Tom. — Eles estão levando-a ao alvo voando ou dirigindo. A única notícia boa é que o laboratório deles era longe demais de um lugar que valesse a pena atacar.

— Ei, peraí — disse Jed. — É a menos de dois quilômetros de Las Vegas. É quase um alvo.

— Não se o seu objetivo é varrer o movimento de promicina do Jordan — disse Tom. Seus pensamentos eram um turbilhão enquanto ele tentava imaginar o cenário. Perguntou a Dennis: — Quanto daquele elemento você pegou da CERN?

— Só alguns gramas — respondeu Dennis. — E mais alguma anti-matéria.

— Certo — disse Tom. — Marco, o que isso pode nos dizer?

Marco revirou os olhos.

— Assim por cima? Presumindo que o que o Dennis nos contou seja verdade e preciso, alguns gramas seriam suficiente para destruir uma cidade grande. O raio de efeito da explosão seria de mais ou menos 12 a 16 quilômetros.

— O que significa que eles só teriam que chegar perto do alvo — disse Diana. — Nem teriam que se mostrar.

— Sabe o que dizem por aí — retrucou Marco. — Você pode chegar perto o suficiente, mas não ter sucesso… nem mesmo com dispositivos termonucleares.

— Vamos parar com as piadinhas forçadas e nos concentrar? — disse Dennis. — O que quer que aquela arma seja, precisamos encontrá-la antes que chegue ao lugar que estiver indo.

— Ele tem razão — concordou Tom. — Vamos olhar as imagens de satélite das últimas vinte e quatro horas…

— Esqueça — interrompeu Marco. — Os satélites estão pifados. Sem GPS, sem comunicação, sem satélites para espionar. Qualquer arquivo que tinham, já era.

Diana replicou:

— Mas e os arquivos na Segurança Nacional?

— Se conseguisse me conectar, já estaria fazendo isso — respondeu Marco. — O Exército cortou nossas linhas terrestres, e estão bloqueando qualquer sinal de celular ou rádio em Seattle. Neste mesmo momento, estamos completamente excluídos da internet, de TV a cabo e na grade de comunicação nacional.

Jed soltou um suspiro frustrado.

— Se não podemos analisar essas coisas e não podemos trazer ou mandar qualquer arquivo, que diabos vamos fazer? Sentar aqui chupando dedo?

Tom tinha certeza que sabia o que Marco diria a seguir. Ele esperava estar enganado… mas não estava.

— Odeio ter que dizer — confessou Marco. —, mas acho que precisamos pedir ajuda ao Shawn ou ao Jordan.

 

¹ Elemento transurânico é um elemento químico cujo número atômico é maior que 92.

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comentários
  1. ALEXANDRE disse:

    a TURMA ESTÁ SE unindo… será que até o Roland vai entrar para o grupo???

  2. Beatriz Machado disse:

    Show esse capítulo, intrigante…

  3. Paulo disse:

    Aguardando ansiosamente o próximo capítulo.
    😀

  4. Aline disse:

    puxa, adorei esse cap.
    legal ter focado no Marco e sair um pouco do Tom/Diana, afinal a NTAC não se resumia a eles dois.

    vlw pela tradução.

  5. Drika disse:

    Agora tem que reunir forças!

  6. Muca velasco disse:

    Ta emocionante !

  7. ione prado disse:

    Achei o cap 33. Muito bom!

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