The 4400 – Promises Broken (Capítulo 42 traduzido)

Publicado: 5 de setembro de 2011 em The 4400

Capítulo 42, traduzido por Helena Padim. Comentem! Em breve, teremos os capítulos finais.

 

QUARENTA E DOIS

 

3:28 P.M.

PARECIAM aplausos.

            Do outro lado da escuridão, estavam por toda parte: um ruído limpo e constante, uma cascata de barulho claro, um burburinho maçante e aleatório, pancadas fracas e irregulares.

            Lágrimas corriam pelo rosto de Diana, mas não eram suas. Ela não estava chorando. Cega e imóvel, inerte e silenciosa, ela estava deitada, enquanto gotas beijavam sua face.

            Calor e pressão chamaram sua atenção.

            — Diana — disse a voz. Parecia distante, como se alguém a estivesse chamando do extremo oposto de uma casa enorme e cheia de cômodos.

            Sua consciência retornava. Ela abriu os olhos.

            Tudo estava brilhante, a ponto de ofuscar.

            Pingos de chuva salpicavam o rosto e o corpo de Diana. Ela estava deitada de barriga para cima, no meio da estrada.

            Tom apoiava-se em um dos joelhos, a seu lado.

            Ela engoliu em seco para desfazer a sensação grossa e pegajosa de sua boca, e então balbuciou:

            — Tom?

            Ele segurou a mão dela.

            — Estou bem aqui.

            — E a bomba?

            — Em contagem regressiva — respondeu ele. — Jakes deve ter colocado um dispositivo automático que disparou o contador.

            Ela virou a cabeça na direção da picape branca, que estava tombada, a alguns metros deles, na estrada.

            — Ele está…?

            Concordando com a cabeça, Tom disse:

            — Está morto. Eu verifiquei.

            Diana não se envergonhou de sentir uma certa satisfação em receber aquela notícia.

            — Temos que… Parar a bomba.

            Seu parceiro franziu a testa.

            — Eu já tentei. Boa parte daquela coisa é de peças que eu nunca vi antes. Além disso, o painel de controle foi destruído. A única parte que continua funcionando é o contador.

            Seu batimento cardíaco acelerou-se enquanto ela perguntava:

            — Quanto tempo?

            Ele olhou em seu relógio de pulso.

            — Noventa e um segundos. — Forçando um sorriso triste, ele disse: — Acho que você não trouxe, por acaso, um manual que ensine a desarmar munição superavançada…

            — Desculpe — ela respondeu. — Deixei no meu carro.

            Segundos se passaram enquanto Diana contemplava a solitária estrada, cheia de destroços e cercada por paisagem árida. Ela sabia que estavam exatamente na zona de perigo da cratera. Quando a bomba explodisse, liberaria o evento de extinção que varreria a raça humana da face da Terra.

            Estragamos tudo, constatou ela.

            Admitir a falha para si mesma a encheu de coragem. Tudo estava acabado, então não tinha mais nada a perder. Ela apertou fortemente a mão de Tom. Ele olhou para ela.

            — Você se lembra — perguntou ela, com um sorriso trêmulo — quando minha irmã April usou a habilidade dela para forçá-lo a admitir que tinha tido fantasias sexuais comigo?

            Virando os olhos, Tom respondeu:

            — Como eu poderia esquecer?

            — Bem — ela disse —, acho que você merece saber… Eu também tive fantasias com você.

            Por um segundo, ele olhou fixamente para ela, como se estivesse em choque. Então verificou o relógio outra vez, e olhou de novo para ela, ao mesmo tempo irritado e brincalhão.

            — Só agora você me diz isso.

            Riram juntos do absurdo da situação. Quando pararam de rir, ela perguntou novamente:

            — Quanto?

            — Quinze segundos.

            — Me abrace até terminar. Por favor.

            Ele a ajudou a se sentar, e então acomodou-se ao lado dela e a abraçou. Ela o abraçou com força e fechou os olhos, sabendo que, em poucos segundos, apenas alguns metros atrás dela, o mundo estava para se acabar em fogo e fúria.

            Ela contou os segundos mentalmente.

            Três… Dois… Um…

            Mesmo através de suas pálpebras o clarão era intensamente brilhante, e a onda de calor investiu contra ela, fazendo seu corpo inteiro latejar com uma dor duas vezes maior do que a da pior queimadura que já tivera.

            Então, para sua surpresa, a luz diminuiu. Não muito; ainda estava brilhante demais para se olhar diretamente, mas havia diminuído. O calor retrocedera rapidamente, também.

            Ela abriu os olhos e voltou a cabeça.

            A picape se fora, devorada por uma pesada esfera de fogo branco, que havia queimado um círculo no asfalto abaixo desta. Mas o sol em miniatura parecia estar contido em outra esfera de energia, uma concha âmbar que flutuava enquanto o inferno ensandecido dentro desta pulsava, mas não conseguia se expandir.

            — Graças a Deus e a Jordan Collier — disse Diana, certa de que um dos p-positivos de Jordan havia interferido para salvar a ela e a Tom.

            Então ela percebeu que Tom estava tremendo. Seus dentes estavam trincados e os músculos do pescoço saltavam de esforço.

            Ele olhava fixamente para o coração da bola de fogo ao lado deles.

            Diana constatou que ele a abraçava com apenas um dos braços. Ela olhou por sobre o ombro dele.

            O outro braço de Tom estava apontado na direção da crepitante bola de energia branca e quente, a mão aberta, os dedos bem separados. Ele levantou o braço mais alto, e a esfera ergueu-se do chão. Então ele começou a dobrar os dedos, cerrando o punho e girando o pulso, como se estivesse imitando o esmagamento de um inseto.

            A bola de fogo encarcerada contraiu-se, acompanhando o gesto de Tom. Quando o punho dele cerrou-se ao máximo, a ponto de os nós dos dedos se tornarem esbranquiçados, a explosão contida encolheu até virar um ponto diminuto, e então desapareceu de vista.

            Ele desabou nos braços de Diana, exausto e trêmulo.

            A chuva caiu sobre eles.

            Depois de alguns instantes, Tom recuperou fôlego suficiente para dizer:

            — Não agradeça a Jordan… — Ele abriu um dos bolsos de sua roupa tática e tirou de lá uma seringa vazia, pontilhada de traços luminosos de promicina presos debaixo do êmbolo de borracha.

            Ele exibiu um sorriso fraco.

            — Agradeça a Maia.

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comentários
  1. Vanessa disse:

    Mais um capítulo excelente.
    Obrigada novamente por continuar postando a tradução do livro.

  2. Monseca disse:

    Opa! Valeu pela continuação!

  3. Anderson disse:

    valeu por disponibilizar mais esse capitulo.
    ancioso pelo desfecho da historia.

  4. Roger disse:

    Otimo capitulo, e finalmente o tom fez o q devia, rs

  5. Paulo Macedo disse:

    Obrigado por mais um capítulo traduzido, espero que vocês traduzam mais e mais livros.

  6. Alexandre disse:

    Pensei que alguém fosse comentar sobre a habilidade do tom! Pode ser que os próximos capítulos esclareçam o que aconteceu, mas a primiera vista parece que o autor cometeu um deslize. Confesso que não voltei em capítulos anteriores para ver isso direito, mas pelo que me parece a habilidade da promicina não vinha tão rápida assim. Ele tomou a injeção e dali pouco tempo já estava utilizando sua habilidade. Outra coisa que me deixou pensativo é que mesmo o efeito da promicina fosse tão rápido, como o Tom diante daquele sufoco todo poderia controlar o seu dom? Outras pessoas demoraram para entender o dom que tinham, precisaram de um espaço para desenvolver a habilidade, mas o Tom num espaço pequeno de tempo, sem condições de se preparar consegue deter uma bomba daquela? Achei meio exagerado! Espero que os próximos capítulos expliquem porque a promicina fez efeito tão rápido em Tom e como ele já manipulava tão bem uma habilidade recém adquirida. Valeu galera da tradução

  7. Alexandre disse:

    Pensei que alguém fosse comentar sobre a habilidade do tom! Pode ser que os próximos capítulos esclareçam o que aconteceu, mas a primeira vista parece que o autor cometeu um deslize. Confesso que não voltei em capítulos anteriores para ver isso direito, mas pelo que me parece a habilidade da promicina não vinha tão rápida assim. Ele tomou a injeção e dali pouco tempo já estava utilizando sua habilidade. Outra coisa que me deixou pensativo é que mesmo que o efeito da promicina fosse tão rápido, como o Tom diante daquele sufoco todo poderia controlar o seu dom? Outras pessoas demoraram para entender o dom que tinham, precisaram de um espaço para desenvolver a habilidade, mas o Tom sem espaço, e num pequeno de tempo, sem condições de se preparar consegue deter uma bomba daquela? Achei meio exagerado! Espero que os próximos capítulos expliquem porque a promicina fez efeito tão rápido em Tom e como ele já manipulava tão bem uma habilidade recém adquirida. Valeu galera da tradução

    • Helena disse:

      Alexandre, eu tive a impressão de que Tom tomou a promicina antes de irem para Yellowstone, por causa do apelo de Maia. E que usou a habilidade dele de maneira quase que instintiva, estendendo o braço como quando alguém quer se proteger de algo arremessado em sua direção, assim descobrindo sua telecinese ou algo parecido.

      Quanto aos capítulos que faltam, estão com Vinícius, depende dele publicar.

  8. Alexandre disse:

    esperando o próximo capítulo ansioso…

  9. Maicon Sasse disse:

    O trabalho de vocês é demais… Esperando o proximo capitulo…

  10. Aline disse:

    não acredito!! crente que o mundo ia acabar… rs

    Alexandre, lembro de a Maia ter dito algo sobre uma dose super concentrada de promicina… acho que por iso a habilidade veio mais rápido.

    ótimo capitulo, ótima tradução.

    vlw e até a próxima.

  11. Andreia disse:

    Fiquei muito feliz de encontrar este site. Parabéns pelo excelente trabalho!!!!!

  12. Ana disse:

    Uau! Quero mais!!!!

  13. Ana disse:

    Qdo terá o próximo capítulo? Parabéns pela iniciativa!!!

  14. Monseca disse:

    Nada ainda?

  15. Drika disse:

    promicina concentrada é porreta!

  16. Muca velasco disse:

    Na verdade MAia o avisara de que a dose q carregava era um concentrado, tanto eh q ele havia tomado as u-pílulas e ela lhe disse q n iria impedir o sucesso da injeção!

  17. nilza disse:

    vou te falar, hem…. me sinto vendo o filme cheio de amigos desconhecidos e loucos pela série!
    quem proporcionou isso? Quem? Quem?
    Vini e Helena! Os reis da tradução!
    Valeu amores!

  18. Daniel disse:

    Quem tá lendo em 2015 grita: “MAIA”!

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