The 4400 – Promises Broken (Capítulos 44 e 45 traduzidos)

Publicado: 18 de novembro de 2011 em The 4400

Tradução de Helena Padim e Vinícius Fernandes. Comentem!

QUARENTA E QUATRO

 

TODAS AS PARTES do corpo de Tom estavam doendo.

            Seus músculos doíam, e sua pele queimava com as abrasões. Cada batida do coração fazia sua cabeça pulsar em agonia, como se algo estivesse tentando arrancar seus olhos das órbitas. Ele estava deitado sobre uma comprida mesa de jantar e refletia sobre sua noite infeliz.

            Haviam se passado poucas horas desde que ele e Diana tinham retornado através de um segundo portal aberto por Kendall. Tom carregara sua parceira ferida de volta para o Centro 4400, onde os seguidores de Jordan a haviam levado imediatamente para ser atendida por Shawn.

            Até Tom se encontrar abandonado na enfermaria do Centro, ele não havia se dado conta de que ninguém perguntara se ele precisava de cuidados médicos. A culpa é toda minha, disse para si mesmo. É isto o que ganho por ser tão calmo.

            Ele escutara conversas sobre o ataque que havia acontecido ao Centro, mas que já havia terminado, e que os principais líderes da Terra Prometida ainda estavam vivos. Sem condição de percorrer o prédio, a fim de procurar Kyle ou Shawn, Tom havia conseguido dois tabletes de Vicodin em um armário da enfermaria, que estava destrancado. Então percorrera o corredor até um escritório privativo, onde achara uma garrafa de bourbon barato dentro da gaveta de uma escrivaninha. Vai servir perfeitamente, declarou.

            Na lanchonete, ele escolhera um copo de suco da estante de plástico que ficava ao lado da porta de entrada. Então se sentara a uma mesa, esmigalhara os dois tabletes de Vicodin com a coronha de sua pistola, jogara o pó no copo, e entornara ali o que ele achou que fosse uma dose tripla da bebida que tomara emprestada. Ele mexera tudo com o indicador, até que parecesse bem misturado, e então bebera em um único e longo gole.

            Alguns minutos depois, a dor que percorria seu corpo havia diminuído… um pouquinho.

            O alívio era quase suficiente para que Tom adormecesse, mas toda vez que ele tentava abandonar o estado consciente, algum som aleatório, como um tiro distante ou uma explosão, ou passos ecoando em algum corredor próximo, o trazia de volta ao estado de completo despertamento. Em uma ocasião havia sido um odor de enxofre, como um fósforo riscado, o que fez seus olhos se abrirem.

            Outro sonho recém-começado acabara de escapar dele ao ouvir a porta da lanchonete se abrir com um grande estalo metálico. Passos superpostos ecoaram pelo refeitório fracamente iluminado.

            Com grande esforço, Tom ergueu-se da mesa até se sentar ereto, as pernas penduradas na ponta desta, encarando seus visitantes: Jordan, Shawn e Kyle.

            Ao menos, ele estava quase certo de que eram eles. A bebida e o medicamento não haviam contribuído muito para aplacar seu sofrimento, mas fizeram um excelente trabalho no sentido de borrar sua visão.

            — Tio Tommy — disse Shawn, sua voz parecendo estranhamente profunda, lenta e ressoante. Ele estendeu o braço e apertou o ombro de Tom com a mão. — Você está bem? Com está se sentindo?

            — Como se eu tivesse sido atropelado por um caminhão cheio de bebidas falsificadas — respondeu Tom, falando enrolado. Ele se inclinou para frente.

            Shawn o amparou.

            — Respire fundo — disse o jovem.

            Tom sentiu um calor glorioso tomá-lo por dentro, e conforme ele inspirava, sua mente e sua visão se clareavam. Expirando, sentiu a dor se esvair, como se a tivesse soprado para fora de si.

            — Melhorou? — perguntou Shawn.

            Tom deu um ligeiro sorriso.

            — Muito. — Ele puxou o sobrinho para si e lhe deu um abraço apertado. — É bom ver você.

            — É bom ser visto — disse Shawn. Quando Tom o largou, Shawn informou: — Não se preocupe com Diana. Eu a curei há algumas horas. Ela está descansando lá em cima.

            — Obrigado — respondeu Tom, deixando-o se afastar.

            Kyle deu um passo à frente, tomando o lugar de Shawn.

            — E aí, pai? — disse ele, claramente lutando contra uma inundação de poderosas emoções que ainda o faziam sentir-se acanhado na presença de outras pessoas.

            — Vem cá — chamou Tom, passando os braços em volta do filho e o abraçando com muita força. — Pensei que nunca mais iria ver você. Pensei que eu… — Lutando com o esforço que fazia para expressar seus sentimentos, ele avaliou a ironia de Kyle ter herdado aquele seu jeito. Determinado a modificá-lo, Tom piscou por entre suas lágrimas e se forçou a continuar. — Pensei que nunca mais iria ver você. Não para dizer uma última vez… Que eu te amo.

            — Também te amo, pai.

            Shawn colocou uma das mãos nas costas de Kyle e a outra no ombro de Tom, e eles permaneceram juntos por alguns momentos, em silêncio. Aquilo fez bem para Tom. Eles se sentiam como uma família novamente.

            Então Jordan teve que estragar tudo, ao falar:

            — Desculpem interromper…

            — Então não interrompa — respondeu Tom.

            — Eu só queria lhe dar as boas vindas ao clube dos p-positivos, Tom. Todos entendemos que este foi um grande passo para você.

            Tom soltou Kyle e Shawn, ficou de pé e deu um passo na direção de Jordan.

            — Eu não fiz isso pelo seu Movimento, ou para cumprir uma profecia mal fabricada.

            — Não faz diferença para mim o porquê de você ter tomado a dose — disse Jordan. — O que importa é que você o fez. Você literalmente salvou o mundo, Tom.

            Era difícil para Tom discutir com um homem que o glorificava excessivamente. Após alguns segundos em que abrira e fechara a boca em um silêncio frustrado, Tom disse:

            — Talvez. Mas isto não quer dizer que eu estou do seu lado, Jordan. Ou do lado do governo.

            Jordan deu de ombros.

            — Ninguém disse que você tem que escolher um lado, Tom. É meu desejo que um dia, em breve, não exista mais “lado” nenhum. Apenas as pessoas, vivendo em paz.

            Ele quase teve que rir da singeleza da visão utópica de Jordan sobre o futuro da humanidade.

            — Sim, claro. Você vai pagar uma coca-cola para o mundo e todos cantarão em harmonia. Exceto pelos idiotas e pelos asquerosos que tentarão usar seus poderes para enriquecer, ou ferir as pessoas, ou controlar tudo.

            — É verdade, sempre haverá aqueles entre nós cujas causas não são nada nobres — respondeu Jordan. — Que representam uma ameaça para nós.

            Concordando com a cabeça, Tom disse:

            — É com isso que me preocupo, Jordan: me certificar de que pessoas como você…

            — Pessoas como nós — corrigiu Jordan.

            Repreendido, Tom franziu a testa.

            — Certificar-me de que pessoas como nós obedeçam às leis e não saiam por aí ferindo as pessoas.

            — Bom — disse Jordan. —, porque é exatamente do que a Terra Prometida irá precisar: alguém justo. Alguém confiável, que nos mantenha todos honestos. — Ele estendeu sua mão aberta. — E para isto, Tom… Estou contente de que seja você.

            Tom olhou para a mão de Jordan e percebeu que ele estava oferecendo mais do que uma trégua, mais do que simplesmente amizade. O que Jordan oferecia era uma parceria em um novo entendimento, e um papel na preparação do mundo que estava por vir. Era mais responsabilidade do que Tom jamais quisera para sua vida.

            Ele estendeu o braço e apertou a mão de Jordan.

            Jordan sorriu, então largou a mão de Tom e caminhou em direção à porta.

            — Shawn? Kyle? Temos muito trabalho para fazer hoje.

            Shawn virou-se para se juntar a Jordan, mas Kyle permaneceu ao lado de Tom e disse:

            — Eu já vou. Preciso de mais alguns minutos com meu pai.

            Com um sacudir de cabeça e um sorriso, Jordan sinalizou seu entendimento. Então ele e Shawn caminharam rapidamente para fora da loja, cochichando assuntos aparentemente urgentes.

            Quando a porta se fechou atrás deles, Kyle lançou um olhar esperançoso na direção de seu pai.

            — Pai, posso te fazer uma pergunta pessoal?

            — Claro — respondeu Tom.

            — Eu sei que você era contra tomar promicina, mas agora que o fez… Como se sente?

            A pergunta fez Tom parar e pensar por alguns segundos. Agora que se livrara da dor que havia ocupado seus pensamentos pelas últimas horas, estava realmente apto a avaliar a si próprio, por dentro e por fora.

            Ele sentiu o canto de sua boca se erguer em um meio sorriso de contentamento.

            — Eu me sinto bem — admitiu. — Como se fosse eu mesmo, só que com um algo a mais. — Olhando para Kyle, acrescentou: — É quase como se a promicina soubesse quem e o que eu sou por dentro, e então amplificasse isso — Balançou a cabeça. — Faz algum sentido para você?

            — Muito — respondeu Kyle. — Diana disse que você estava fazendo campos de força. — Diante da resposta afirmativa da cabeça de Tom, Kyle continuou: — Faz todo sentido. Você sempre se preocupou em proteger as pessoas, então tem um poder que o deixa defender a si e aos outros. — Ele olhou em outra direção, e então acrescentou: — Você tem outros poderes, também. Sabia disto?

            Inclinando-se para frente e ouvindo com todo o interesse, Tom perguntou:

            — Que tipo de poderes?

            Kyle virou-se, como se estivesse escutando outra pessoa. Tom se perguntou se a habilidade peculiar de seu filho incluía escutar vozes.

            — Você será imune aos efeitos do controle da mente — disse Kyle. — Não será lido por telepatas ou mentalmente atacado. Qualquer poder que funcione afetando as mentes dos outros não terá mais efeito em você. — Ele sorriu. — Bem legal, né?

            — É, isso parece bem útil — respondeu Tom, comemorando secretamente, dentro de si, sua recém descoberta sensação de invulnerabilidade. Ele e Kyle começaram a caminhar em direção à porta para sair da lanchonete.

            — Você é como aquela música de Simon e Garfunkel que a mamãe ouvia o tempo todo — disse Kyle. — Você sabe qual é: “I Am a Rock”.

            Tom riu, mas em seu coração ele sentiu que Kyle estava mais certo do que pensava. Ouvindo a canção em sua mente, Tom soube o que para ele havia se tornado figurativamente verdade: ele era uma ilha.

Diana abriu os olhos e viu Maia de pé, ao lado dela.

            — Oi, mamãe — disse Maia. Ela parecia recém saída de um banho. Seu cabelo estava molhado, e seus cachos naturais estavam se refazendo, a despeito de seus esforços para mantê-los esticados. Ela vestia roupas limpas: calças jeans baggy, tênis branco-e-rosa, e uma camiseta emprestada do Rush que era pelo menos dois tamanhos maior do que o dela.

            Sentada no sofá, Diana estendeu o braço, gentilmente pegou a mão de Maia nas suas, e sorriu.

            — Oi, querida. Você está bem?

            Maia concordou com a cabeça.

            — A luta acabou — disse ela. Com perfeita certeza, acrescentou: — Os militares não irão tentar vir aqui novamente.

            — Isso é bom, eu acho — respondeu Diana.

            Ela olhou em volta, pelo pequeno escritório, para o qual o pessoal de Shawn a havia trazido depois que Tom a carregara de volta de Yellowstone pelo portal. A maior parte do que havia acontecido depois era um borrão. Diana lembrava-se de Shawn aparecendo na porta e olhando para ela por vários segundos, mas não havia de fato colocado as mãos sobre ela. Mesmo assim, sua dor havia desaparecido, deixando apenas a exaustão, e ela havia desmaiado.

            Olhando para Diana com um misto de pesar e preocupação, Maia perguntou:

            — Você está bem?

            Diana concordou com a cabeça.

            — Sim, querida, eu estou bem. — Ela afastou um cacho rebelde de cabelos úmidos que estava sobre os olhos de Maia e o colocou por detrás da orelha da menina. – Você foi muito corajosa hoje. — Repassando na memória a discussão que haviam tido mais cedo, ela olhou para o chão. — Eu sei que briguei um bocado com você. E eu não parei para pensar que talvez você já esteja crescida o suficiente para tomar grandes decisões por si mesma. — Reunindo sua coragem, ela olhou a filha nos olhos. — É por isso que eu tenho que te pedir desculpas, Maia. Não é fácil, para mim, admitir que você está começando a crescer, e que talvez você não precise mais de mim como precisava antes.

            Maia abraçou Diana e deitou a cabeça no ombro dela. A fragrância do sabonete ainda estava nela.

            — Eu nunca disse que não preciso de você. Eu só quero ter você ao meu lado, é isso.

            Afastando-a e segurando-a com os braços esticados, Diana disse:

            — Maia, eu sempre vou estar ao seu lado, mesmo quando não concordar com você. Ser mãe é exatamente isso. — Puxando Maia novamente para ela, continuou: — E ser uma família é permanecer juntos. Agora que a luta acabou, você vai finalmente voltar para casa?

            Soltando-se do suave abraço de Diana, Maia recuou meio passo e permaneceu em pé, os braços estendidos ao lado do corpo, o queixo franzido.

            — Ainda não — disse ela, parecendo ligeiramente envergonhada. Do bolso frontal de suas calças jeans largas, ela tirou uma seringa com uma agulha hipodérmica tampada, e cheia de um líquido dourado luminoso, que Diana soube na hora que era promicina. — Não até que você tome a dose.

            Diana olhou espantada para a seringa na mão da menina. Anos antes, as primeiras experiências do Dr. Kevin Burkhoff com promicina, que tiveram Diana como cobaia inconsciente, tinham desenvolvido nela uma resistência natural à substância, e Maia sabia disto. Lançando um olhar confuso para a garota, Diana disse:

            — Mas querida… Eu sou imune à promicina.

            Usando o tom monótono e misterioso que ela costumava reservar para suas profecias precognitivas, Maia respondeu:

            — Por enquanto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUARETA E CINCO

A APENAS DOIS MINUTOS da meia noite, Tom foi o primeiro dos agentes da NTAC que chegou ao escritório de Shawn. Tom estava pronto para ir para casa quando a mensagem de que alguém com autoridade para falar em nome dos Estados Unidos estava ao telefone chegou até ele.

— O que está havendo? — perguntou enquanto adentrava a sala e via Shawn e Jordan esperando atrás de uma grande mesa.

— Pediram para que esperássemos até que todos estivessem aqui.

Impaciente para saber mais, Tom perguntou:

— Quem pediu?

Jordan levantou dois dedos e colocou-os em frente aos lábios num gesto que o mandava ficar em silêncio, e Tom sentiu vontade de chutá-lo entre as pernas.

A porta abriu-se atrás dele, e Diana entrou seguida por Jed e Marco. Ela perguntou:

— O que está havendo?

— Engraçado — respondeu Jordan, apontando para Tom. — É exatamente o que ele disse. — Mas antes que Tom pudesse mandá-lo calar a boca e continuar, Jordan inclinou-se e apertou um comando no teclado do computador.

Um monitor de tela plana postado na parede à direita de Tom ligou-se com uma imagem do secretário da Segurança Doméstica, um homem de rosto redondo e careca chamado Andréas Ziccardi.

— Sr. Secretário — disse Jordan. —, eles chegaram.

Estou vendo, Sr. Collier — disse Ziccardi. Direcionando-se aos agentes da NTAC, ele continuou: — Vocês quatro tiveram um dia longo pra burro, não tiveram?

Os outros olharam para Tom. Como era o agente mais qualificado da equipe, a responsabilidade de responder ao Departamento de Segurança Doméstica estava em suas mãos.

— Sim, senhor — disse ele.

O fantasma de um sorriso iluminou o semblante gordo de Ziccardi.

Vocês realmente pensaram que eu ligaria para desejar-lhes um bom dia em meio a uma zona de guerra?

— Não, senhor — respondeu Tom, prevendo a armadilha que Ziccardi tentava implantar nele. — Isso nem me passou pela cabeça.

A expressão de Ziccardi tornou-se furiosa.

Claro que não passou, Baldwin! Vocês quatro tinham ordens diretas para embarcarem no avião e reportarem-se em D.C para suas novas tarefas. No minuto que saíram o jato, foram oficialmente declarados como desaparecidos.

Incapaz de reprimir sua ira, Tom retrucou:

— É, pois isso é o que importa aqui. Não precisa me agradecer por salvar o planeta em Yellowstone, por falar nisso. É tudo parte do serviço, correto? Afinal de contas, você não pode deixar uma coisinha com o fim do mundo impedi-lo de me dar umas palmadas na mão por ter desaparecido.

O secretário franziu o cenho e balançou a cabeça.

Ah, sim. Eu ouvi sobre sua façanha em Yellowstone. Alguns turistas até têm um vídeo dela. Não sabia disso, sabia, Baldwin? — Ele levantou um pedaço de papel selado com fita adesiva. — Sabe o que é isso? É uma autorização federal para sua prisão, por ter auto-injetado promicina ilegalmente. — Ele tremeu, como se estivesse tentando controlar sua fúria. — Eu poderia ter consertado isso. E se tivesse a ver com a filha da Skouris, poderia até te perdoar. Mas adivinha o que alguém gravou hoje. — Com um sorriso fraco, acrescentou: — Deixe-me mostrar-lhes.

O secretário digitou alguns comandos em seu computador. Segundos depois uma imagem trêmula e embaçada substituiu-o na tela. Era uma gravação feita amadora que fazia uso de várias lentes do zoom, o que indicava que a pessoa que gravara estivera no topo de um prédio.

A cena que se desenrolava era uma de que Tom se lembrava vividamente: o confronto dele e de Diana com os soldados do lado de fora da Biblioteca Beacon Hill. O vídeo mostrava o soldado atirando na criança p-positiva e na família dela, assim como Diana matando três dos militares. Também mostrava claramente Tom dando um tiro fatal no quarto soldado.

Enquanto o vídeo passava, documentou Tom e Diana afastando-se da carnificina e olhando para a câmera do observador – fazendo seus rostos inconfundivelmente reconhecidos.

Tom baixou sua cabeça, envergonhado, quando o vídeo terminou.

Ziccardi reapareceu no monitor.

Alguém vai tentar me dizer que não eram vocês?

Antes que Tom pudesse responder, Diana gritou:

— E você vai tentar me dizer que aqueles soldados não mataram crianças a sangue frio? Simplesmente os apagaram, civis inocentes em plena luz do dia! Até onde eu saiba, isso se chama crime de guerra!

E se vocês quisessem prestar queixas contra aqueles homens, o caso teria sido investigado por meios adequados. — disse Ziccardi. — Mas ao invés disso, atacaram militares americanos desinformados em território dos Estados Unidos. No segundo que fizeram isso, tornaram-se combatentes inimigos. Juntamente com seus dois cúmplices, foram declarados inimigos dos Estados Unidos da América. Se qualquer um de vocês pisar em território americano outra vez, passarão o resto de suas vidas na Prisão de Guantánamo, numa cela sem janelas — lançou um olhar penetrante a Jed. —, assim como sua cópia de carbono.

Ele inclinou-se tão próximo de sua web cam que sua imagem distorcida como uma caricatura grotesca e acrescentou:

Aproveitem sua estadia na Terra Prometida. Porque no dia que qualquer um de vocês pisar um centímetro que seja fora dela, estão ferrados comigo.

A tela ficou preta. Um silêncio atordoante tomou conta do local.

Os agentes da NTAC viraram-se de uma só vez quando Jordan pigarreou.

— Avisem-me se um de vocês estiver procurando um emprego.

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comentários
  1. Caio' disse:

    aeeeee valeu pela traduçaoo!!!

    \o/

  2. Anderson disse:

    mais um, ou melhor, dois grandes capitulos.
    até no “pós guerra” a história continua boa.

  3. Alexandre disse:

    impressionante, mas a história sempre puxa para uma nova história… eu pensando que estava acabando. obrigado pela tradução

  4. Hugo disse:

    Valeu pela tradução. Ainda to no primeiro livro, mas logo logo chego aí. 🙂

  5. Karen disse:

    Vou começar a ler o segundo livro! Obrigada pela tradução!

  6. Ana disse:

    peço que exclua o comentário anterior se for possível, sem querer coloquei o e-mail. Obrigada.

  7. Paulo disse:

    Muito boa a tradução, obrigado por mais 2 epi ^^

  8. Daniel disse:

    Muito bom…. Uma boa forma de acabar com a falta de respeito dos produtores em simplesmente encerrar uma série sem a menor satisfação a dar….. Aguardando o desfecho….

  9. Monseca disse:

    Valeu pelo trabalho!
    Fico me perguntando como ficaria a produção desses efeitos no seriado. Ou se isso foi uma das causas que levou ao encerramento da série (custos, por exemplo).

  10. Lorien disse:

    esse blog salva as nossas vidas

  11. Muca velasco disse:

    Tb achei genial darem continuidade a serie através de livro! Um grande exemplo!

  12. nilza disse:

    Quando vi que podia dar sequencia a minhas ansiedades com 4400 através da leitura das traduções, que um jovem e sua amiga, tão generosamente disponibilizaram de seu tempo para proporcionar isso realmente é algo muito lindo de se ver!
    Vou morrer agradecendo gesto tão altruistico de vocês! Bjs.

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