The 4400 – Promises Broken (Capítulo 48 traduzido)

Publicado: 30 de dezembro de 2011 em The 4400, Traduções

Capítulo traduzido por Helena Padim.

Logo mais saem os dois últimos capítulos. Comentem!

QUARENTA E OITO

 

 

 

TOM SE JOGOU NO sofá de Diana com um suspiro de satisfação.

– Grande jantar – disse. – Quando você aprendeu a cozinhar assim?

– Eu não sou totalmente inútil na cozinha – ela protestou. – De qualquer forma, rigatoni à Fiorentina é relativamente fácil. É apenas massa, frango, espinafre tenro e fresco, e molho de vodca – segurando uma garrafa quase vazia de Pinotage, ela perguntou: – Mais vinho?

– Por favor – respondeu Tom, erguendo seu copo.

Ela o encheu com metade do que sobrara, e então entornou o resto do robusto vinho tinto em seu próprio copo longo. Um aroma peculiar de velas ainda exalava dos recém-apagados castiçais na mesa da sala de jantar, e a melodia suave do jazz saía das caixas de som ao lado da TV, quando Diana sentou-se na outra ponta do sofá em que Tom estava.

Acompanhando o ritmo da música com a cabeça, ele perguntou:

– O que é que estamos ouvindo?

– Ella Fitzgerald – ela respondeu.

Ele sorriu.

– Da coleção de Maia?

Ela retribuiu o sorriso.

– Como você adivinhou?

Os dois se recostaram, saboreando o vinho e ouvindo a voz doce e suave de Ella por algum tempo.

Em um intervalo entre as canções, Tom suspirou.

– Que dia! Eu te falei que Meghan me ligou hoje de manhã?

– Não – respondeu Diana. – O que ela disse?

Ele revirou os olhos e franziu a testa.

– Se o correio dos Estados Unidos ainda fizesse entregas na Terra Prometida, acho que ao invés de telefonar ela teria me mandado um cartão postal.

Com sincera compaixão, Diana perguntou:

– Ela te dispensou?

– Como se eu fosse um monte de lixo – respondeu Tom. – Ela na verdade tinha uma lista de motivos. Uma lista! Acredita?

Diana apoiou o cotovelo no encosto do sofá e deitou a cabeça no próprio ombro.

– Qual era o item número um?

– Ela tentou fazer com que parecesse um impasse – ele respondeu, olhando para as meias em seus pés. – A Segurança Nacional a avisou das revoltas e ordenou que acabasse com elas, e este provavelmente foi um dos motivos. O vídeo em que eu e você estamos atirando contra os soldados também não a agradou – olhando para Diana, ele continuou. – Mas acho que o que a irritou de verdade foi o fato de eu ter mentido para ela para poder te ajudar – sacudindo a mão num gesto de descaso, ele continuou: – De qualquer forma, acho que não teríamos futuro daqui para frente. Ela está por aí com um mandado de prisão contra mim, enquanto eu estou aqui, brincando de xerife na louca utopia de Jordan.

Levantando seu copo, Diana sugeriu:

– Me avise se precisar de um assistente de confiança, xerife.

– Pode se considerar convocada.

Enquanto Tom tomava mais um gole de vinho, Diana disse:

– Eu também tenho uma esquisitice para compartilhar com você – ela se arrastou para o meio do sofá, inclinou-se para a mesinha de centro, descansou ali seu copo e abriu a tampa de uma pequena caixa de madeira.

Dentro da caixinha forrada de veludo estava uma seringa com promicina, que sua filha lhe dera alguns dias antes.

Diante daquela visão, Tom levantou-se e foi se sentar no meio do sofá, ao lado de Diana, observando a caixa.

– Maia me entregou isto assim que eu acordei, depois da nossa missão em Yellowstone – disse Diana. – Ela diz que não voltará para casa enquanto eu não tomar esta dose. Quando eu contei que era imune, ela me disse que esta é uma nova fórmula, mais forte. Foi isso que ela te deu?

Ele concordou com a cabeça.

– Sim, acho que foi. Ela não estava brincando quando falou sobre ser mais potente. Isso me deu habilidade em menos de uma hora – lançando um olhar preocupado para Diana, ele perguntou: – Você não está pensando em tomar isto, está?

– Talvez – ela respondeu, mais defensivamente do que pretendia. – Quer dizer, eu quero que minha filha volte para casa, e se esta for a única maneira… – ela deixou a própria voz desaparecer, uma vez que estava certa de que Tom havia entendido. – Além do mais, você não pode dizer nada. Depois de todo o seu falatório contra a promicina, e de seu discurso sobre escolher o livre arbítrio ao invés da profecia, você injetou a agulha em seu próprio braço – franzindo a testa, fingindo desconfiança, ela apontou para ele e perguntou: – O que eu quero saber é como Maia conseguiu te convencer a tomar isto, se nem seu próprio filho havia conseguido? Por que você confiou mais na visão dela do que na dele?

Tom desviou o olhar. Diana imaginou engrenagens girando dentro da cabeça dele, enquanto decidia o que iria responder. Então ele respirou fundo, voltou a cabeça e olhou-a nos olhos.

– Eu fiz isto por você – ele respondeu. – Maia disse que se eu não tomasse a dose, teria que ver você morrer – a voz dele tremeu quando acrescentou: – Eu tomei a injeção para não te perder.

Um silêncio embaraçoso se fez entre os dois. Olhando nos olhos dele, Diana repentinamente percebeu o quão próximos ela e Tom estavam. Uma sensação carregada de romance, quase magnética, passou por eles. Enquanto se aproximavam vagarosamente, Diana de repente não se sentia mais triste por saber que Maia estava a milhas de distância e que não voltaria para casa aquela noite. Ela ficou esperando que Tom recuasse, mas ele parecia tão envolvido naquele momento quanto ela.

Ela piscou os olhos e recuou. Mesmo que eles não fossem mais agentes da NTAC e, portanto, não fossem mais parceiros, um senso de tabu persistia em sua mente, e aquela era uma linha que ela não estava preparada para cruzar… ainda.

Levantando-se e dando um passo para trás, ela retirou algumas mechas de cabelos dos olhos e sorriu polidamente para Tom.

– Bem – ela disse – está ficando tarde.

Ele olhou distraidamente para o relógio e aparentemente foi bem educado em não insistir que ainda não eram nem oito e meia da noite.

– Sim, acho que sim – ele respondeu, descansando seu copo de vinho sobre a mesa.

– Então, te vejo no Centro amanhã de manhã?

– Isso – ele disse. Então levantou-se e a seguiu até a porta, que ela abriu para ele. Os dois se atrapalharam um pouco quando ele passou por ela para sair, e então virou-se de volta.

– Boa noite – ele disse, com um sorriso simpático.

– Boa – ela respondeu, se inclinando para frente. Eles se cumprimentaram com dois beijinhos no rosto. Ele acenou levemente com a cabeça, e então saiu pelo corredor, em direção às escadas.

Ela começou a fechar a porta, e já havia quase terminado o movimento, quando rendeu-se a um impulso bobo. Silenciosamente, ela abriu novamente uma fresta para espiar Tom.

No mesmo instante, Tom diminuiu o passo e olhou para trás, por cima do próprio ombro, com o mesmo olhar de ansiosa consideração que ela lhe devolvia.

Invadida por uma alegria súbita, ela sorriu para ele.

Ele sorriu de volta, depois se virou e desapareceu pelas escadas abaixo.

Diana fechou a porta, virou-se e apoiou as costas nela, com um sorriso bobo no rosto. Ela não fazia ideia do que o dia seguinte iria trazer, mas já sabia duas coisas sobre ele.

Seria diferente.

E seria interessante.

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comentários
  1. Pedro Augusto disse:

    Não gostei dessa história entre o Tom e a Diana.Sempre achei que eles ficavam melhor sendo apenas amigos.Mas tó curioso para saber qual vai ser a habilidade da Diana!

  2. Anderson disse:

    quando comecei a ler imaginei que iria termiar o capitulo com ela injetando a promicina.

    faltando muito pouco para a conclusão da historia. no aguardo.

  3. Vanessa disse:

    Estou curiosa para o final.
    Ainda bem que falta pouco.
    Obrigada novamente pela tradução.

  4. Laércio disse:

    Na quarta temp. já ficaram evidentes os “pensamentos” de Tom sobre Diana, porém os diretores/autores não quiseram expor ou aumentar o tema.

  5. Daniel disse:

    Até que demorou….rs…. Vamos aguardar o final….. Muito bom

  6. Kaio disse:

    Apesar de ser pequeno o capitulo, ate que foi bom, eu gostei da diana e o tom juntos e gostei da Diana estar mais rebelde…Sempre achei ela uma tia velha.
    e quero ver o tom desenvolvendo a sua habilidade tbm!

  7. Marcelo Bartholomei disse:

    Vinicius, descobri seu site/blog hoje, procurando pelo final da série The 4400. Gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa da tradução; não posso falar ainda do conteúdo pois vou começar a ler hoje à noite. Assim que ler alguns capítulos eu comento sobre eles. Mas a princípio parabéns e obrigado pela tradução dos livros.
    Muito sucesso em sua carreira.

  8. João Paulo disse:

    Não entendi como demorei tanto para achar este blog! Sou tradutor e devo dizer: Parabéns por um dos melhores trabalhos de tradução que já li. Aguardo ansiosamente pelos capítulos finais.

    • brenooficial disse:

      Obrigado pelo comentário e pelo elogio… =D
      Logo mais colocarei o final da história, e mais pra frente teremos a tradução de outro livro por aqui =D

  9. Lorien disse:

    achei o 48!
    Mais uma vez, obrigada pelo seu excelente trabalho!

  10. Fantástico o trabalho de tradução de vocês. Parabéns!!!!!!!!!!!! E meu muito.. muito obrigado!

  11. Drika disse:

    Maravilha,vc está de parabéns pela tradução

  12. Muca velasco disse:

    Tb n curti essa lance sobre eles.

  13. nilza disse:

    … o lance do romance eu gostei apenas fiquei confusa porque a Maia em suas previsões disse que ela se casaria com o outro Bonitão e seria feliz para sempre…. E ????

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