“Percy Jackson”

Postado em Uncategorized em 20 20UTC Novembro 20UTC 2009 por brenooficial

E aí pessoal, tudo bem?

Hoje estou criando esse post especial, que foge um pouco do tema principal do blog, para falar um pouco sobre um filme que vai ser lançado em fevereiro. O filme de chama “Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios” e´é baseado em uma série de livros do autor texano Rick Riordan. Comprei o livro hoje mesmo e ainda não comecei a ler, mas parece que é muito bom.

E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antiguidade, a maior parte dele, marcados pelo destino, dificilmente passa da adolecência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.”

 

Confiram o trailer e não deixem de comentar!

 

Postado em Uncategorized em 5 05UTC Outubro 05UTC 2009 por brenooficial

E aí, pessoal

tudo bem?

Tem um tempinho que eu não posto nada, mas não é porque abandonei o blog, não…

É que estou meio sem tempo e também estou me dedicando a um novo projeto e ao finalzinho do terceiro e último livro do Breno.

Bom, é isso. Estou escrevendo esse post rápido porque tenho que sair daqui a pouco, hehe… Mas continuem comentando.

Até mais!

Capítulo 4 – Noêmia

Postado em Uncategorized em 31 31UTC Julho 31UTC 2009 por brenooficial

Pessoal, aí vai o quarto capítulo do primeiro livro. Espero que gostem… e comentem.

Para quem ainda não leu, o link dos capítulos anteriores.

Prólogo:

http://brenooficial.wordpress.com/2009/07/07/prologo-breno-o-anel/

Capítulo 1:

http://brenooficial.wordpress.com/2007/12/28/introducao/

Capítulo 2:

http://brenooficial.wordpress.com/2009/02/04/capitulo-2/

Capítulo 3, parte um:

http://brenooficial.wordpress.com/2009/02/10/capitulo-3-primeira-parte/

Capítulo 3, parte dois:

http://brenooficial.wordpress.com/2009/03/26/continuacao-capitulo-3/

 

E agora o quarto capítulo. Enjoy! ;D

Capítulo 4

Noêmia

 

            Alguns dias se passaram desde a aventura na ilha e Breno não encontrou mais nenhuma pista de onde mais poderia estar o seu anel. Tudo havia mudado repentinamente desde a sua transformação. A partir daquele dia, ele não estava mais indo para a escola, pois não estava com vontade de ser visto por muitas pessoas e haveria muitas perguntas de todos os colegas. Seu irmão Bruno também não estava dormindo em casa e isso deixava Irineu e Breno preocupados, pois Bruno nunca fora assim, sempre fora muito caseiro e nunca havia dormido fora de casa sem avisar.

            Mas um dia, Breno e Irineu estavam em casa e Bruno entrou, assustando os dois, ao abrir a porta da sala.

            ― Bruno! ― exclamou Irineu. ― Onde esteve, meu filho? O que está havendo com você?

            O garoto olhou para o pai com o seu olhar furioso e mais uma vez Irineu percebeu que o olhar do filho estava diferente.

            ― O que você quer? ― perguntou Breno ao irmão.

            ― Eu ― disse Bruno, com a voz saindo com dificuldade da garganta. ― tenho que matar você. ― E apontou para Irineu. Ele pegou um canivete que tinha no bolso e liberou a lâmina. Irineu ficou parado, espantado demais para fazer algo, e Bruno jogou-se na direção dele com o canivete levantado. No mesmo instante, Breno pulou e empurrou o irmão para o chão, que caiu produzindo um baque abafado.

            ― Você está maluco? ― berrou Breno para o irmão caído.

            Bruno levantou-se e olhou para garoto. Não disse nada, apenas se virou e saiu da casa.

            Irineu ficou parado, observando a porta por onde o seu filho acabara de sair, e lágrimas brotaram de seus olhos, escorrendo pelo rosto e parando no queixo. Breno aproximou-se do pai e o empurrou carinhosamente, fazendo-o sentar-se no sofá.

            ― O que está acontecendo? ― perguntou Irineu, entre soluços.

            ― Eu não sei ― respondeu Breno, num sussurro. ― Mas vou descobrir. E tenho certeza de que Bruno está fora se si. Aquele não é o meu irmão. Não o que eu conheço.

            Passos vieram do lado de fora da sala e por um instante Breno pensou que o irmão estava voltando, mas logo viu que era Caio entrando.

            ― O que aconteceu? ― indagou. ― Eu estava vindo pra cá e vi o Bruno saindo e deixando a porta aberta e…

            Breno explicou tudo o que acabara de acontecer e, assim que terminou a narrativa, ouviu mais passos vindo do lado de fora.

            ― Quem será agora? ― perguntou Irineu

            ― Sou eu ― respondeu Cabelo de Fogo ao adentrar a sala.

            ― Ah, não… ― sussurrou Caio, com medo.

            Cabelo de Fogo ergueu as mãos e Breno viu que elas começaram a ficar pretas e algumas faíscas começaram a sair delas…

 

***

 

            ― Onde estou? O que aconteceu?

            Breno havia desmaiado e agora acordara desesperado deitado em uma cama de hospital. Sua casa havia sido destruída pelo fogo. Seu pai e Caio…

            ― Está no hospital ― respondeu uma voz ao lado do garoto. Ele olhou e viu uma enfermeira ao lado da cama. ― Sua casa estava incendiando quando os bombeiros chegaram e trouxeram você e um outro garoto para cá. Por pouco, vocês escaparam da morte.

            ― Mas… e o meu pai? Onde ele está?

            ― Pai? Não havia mais ninguém naquela casa, exceto você e o outro garoto.

            ― E onde está o meu amigo?

            ― No quarto ao lado, mas você terá que esperar para vê-lo, pois os médicos querem te examinar melhor. Nunca viram algo como você. Um bicho tão estranho…

            Breno ignorou a enfermeira e pulou da cama. Desviando-se da mulher, abriu a porta do quarto e saiu para o corredor. Entrou rapidamente no quarto ao lado e viu Caio deitado na cama.

            ― Breno, o que…?

            Ele não esperou Caio terminar de falar, se jogou embaixo da cama e mandou o amigo calar-se. Poucos segundos depois, a enfermeira entrou furiosa no quarto.

            ― Onde está aquele garoto? ― perguntou ela, rispidamente, a Caio.

            ― Que garoto?

            ― Aquele que parece coruja!

            ― Não tenho a mínima ideia ― respondeu Caio, dando de ombros.

            ― Mas ele disse que vinha para cá.

            Dito isso, a enfermeira saiu e fechou a porta atrás de si. Caio levantou-se da cama e Breno saiu de baixo dela.

            ― Ele levou meu pai! ― exclamou o garoto.

            ― Eu sei ― falou Caio indo para a janela e olhando por ela para o céu claro. ― Mesmo com a fumaça atrapalhando a visão, eu consegui ver. Mas não sei para onde ele o levou.

            ― Vamos fugir daqui e procurar meu pai lá na fábrica abandonada, que é o lugar mais provável onde Cabelo de Fogo pode estar.

            ― Vamos pela janela.

            Por sorte, o quarto dos garotos era no andar térreo e, ao saírem pela janela, os dois estavam no estacionamento do hospital. Foram passando agachados entre os carros e correram para a saída sem que ninguém os visse. Enquanto os dois corriam pelas ruas na direção da fábrica, as pessoas lançavam olhares espantados a Breno, mas ele não estava se importando. A única coisa que queria era encontrar seu pai.

            Quando viraram uma esquina, chocaram-se com outra pessoa e os três caíram sentados no chão. Ao se levantar, Breno viu que era Paulo a pessoa com quem haviam trombado. O garoto estava ofegante quando se levantou também.

            ― Finalmente… encontrei vocês ― disse ele, parando de falar por um momento para respirar. ― O seu pai, Breno. Eu vi o Cabelo de Fogo o levando para o ferro velho.

            Rapidamente, os três começaram a correr mais uma vez, mas desta vez na direção do ferro velho. Ao entrarem lá, passaram pelo meio dos lixos que havia, procurando Irineu e o encontraram amarrado e caído no chão, perto de um carro velho. Os três correram para lá e Paulo e Caio começaram a desamarrá-lo, pois Breno não conseguia por causa das suas asas.

            O garoto olhou para os lados, procurando por Cabelo de Fogo, e o viu a poucos metros de distância, levantando um carro velho com uma força sobrenatural. Os olhos de Breno se arregalaram quando o carro foi jogado na direção deles. Os outros garotos e Irineu (que já estava desamarrado) gritaram assim como Breno.

            O carro ia cair em cima deles, matando o pai e os amigos de Breno num instante, mas algo estranho aconteceu: faltando pouco menos de alguns centímetros para acertá-los, o carro parou no ar e voltou na direção de Cabelo de Fogo, que sumiu de repente como se a brisa leve o tivesse desmanchado. O carro caiu no chão com um estrondo e ficou imóvel.

            Ainda apavorado, Paulo perguntou a Breno:

            ― Como jogou o carro de volta?

            ― E-eu não fiz nada ― respondeu Breno ao garoto. ― Só fiquei assustado.

            Irineu levantou-se do chão e correu até o filho. Com a respiração ofegante, disse:

            ― Aquele homem não quer matá-lo. Ele estava conversando com outra criatura encapuzada, que disse que você ainda não estava como ele queria.

            Aquilo era muito estranho. Seria a outra criatura Maléfico, o monstro que encontrara na caverna? E por que não queria matá-lo agora? Era tudo muito confuso para o garoto. Muita coisa para sua cabeça, para um garoto de apenas doze anos.

            ― Vamos sair daqui ― foi a única coisa que Breno disse.

            Caio chamou Breno e o pai para morarem na sua casa enquanto os dois não conseguissem uma outra, pois o fogo havia consumido tudo. Paulo foi embora para sua casa, enquanto Breno, Irineu e Caio seguiam para a casa do último. Lá, o pai de Caio estava na cozinha, preparando algo para comer. João era seu nome e ele tinha mais ou menos a mesma idade que Irineu. Seus cabelos eram encaracolados e não muito compridos. Ao ver os recém-chegados, ele disse:

            ― Como vai, Irineu? ― a princípio levou um susto ao ver Breno, mas não disse nada, pois anteriormente Caio já havia contado a ele o que acontecera.

            ― Bem ― respondeu Irineu.

            Então Caio contou o que acontecera com a casa de Breno e disse que os havia chamado para ficarem lá por algum tempo. João aceitou que os dois ficassem lá e disse que sentia muito pelo que estava acontecendo com eles.

            Breno dormiria no quarto de Caio e Irineu na sala enquanto estivessem hospedados. A noite chegou rapidamente e, enquanto Caio e Breno dormiam no quarto, Irineu e João conversavam na sala:

            ― Alguma notícia da Noêmia?

            Noêmia era a mãe de Caio. Ela tinha saído de casa alguns meses antes deixando apenas uma carta dizendo que passaria alguns dias na casa da mãe que morava em outra cidade. O telefone que João tinha não existia mais e ele não sabia onde encontrar a esposa. Então os meses se passaram e ela não voltara ainda. A única coisa que restava era esperar alguma notícia.

            ― Não ― respondeu João, tristemente. ― Não sei o que aconteceu com ela. Saiu tão estranha daqui.

            A campainha tocou no segundo seguinte e João caminhou até a porta. Ao abri-la, surpreendeu-se com o que viu. Á sua frente estava uma mulher alta, da sua idade, com cabelos lisos e negros, olhos claros e com um sorriso estampado no rosto.

            ― Noêmia… ― sussurrou o homem sorrindo ao ver a esposa.

            Ela se jogou nos braços dele e os dois beijaram-se demoradamente. Quando soltaram-se, a mulher disse:

            ― Tenho boas notícias. ― E entrou na casa. Ela viu Irineu e acenou para ele, ainda sorrindo.

            Irineu percebeu que os dois queriam conversar em particular e foi para a cozinha. Quando o casal estava a sós, Noêmia disse:

            ― Estou grávida.

            Os lábios de João curvaram-se num sorriso que ele nunca tinha feito antes e abraçou a mulher rapidamente. Quando ele a tinha visto na porta de casa, estava tão alegre que não tinha percebido a barriga de grávida da mulher, mas agora percebera.

            ― Eu saí daqui sem saber que estava esperando um filho ― disse ela. ― Mas lá na casa da minha mãe descobri. Só não vim antes porque… ― Ela hesitou um momento, mas antes de continuar a falar, alguém gritou:

            ― Mãe! ― era Caio, que havia saído do quarto e foi correndo abraçar a mãe.

            ― Meu filho… ― disse ela abraçada com o garoto.

            ― Você… está grávida? ― perguntou Caio olhando para a barriga da mãe.

            Ela sorriu e acenou com a cabeça.

            Algum tempo depois de confabulação, todos foram dormir e Irineu voltou para a sala e deitou-se no sofá, onde dormiria.

 

            A escuridão dominava o quarto de Caio quando alguém entrou pela porta e caminhou cautelosamente para não fazer barulho. A pessoa foi até a cama dele e o cutucou.

            ― Caio, acorde ― sussurrou ela.

            Sonolento, o garoto abriu os olhos e viu a mãe o cutucando:

            ― O que…?

            ― Venha comigo ― sussurrou Noêmia. ― Vou lhe mostrar uma coisa.

            Caio sentou-se na cama, mirou o relógio na mesa-de-cabeceira e disse:

            ― São quatro horas da manhã. Aonde nós iremos?

            ― Venha e eu lhe mostro ― disse Noêmia, puxando Caio levemente pelo braço.

            Os dois caminharam lentamente pela casa até sair para a rua ainda tomada pela escuridão. Caminharam pelas ruas desertas sem produzir o menor ruído e então chegaram a uma praça. Noêmia sentou-se em um banco e disse:

            ― Sente-se, filho. Daqui a pouco você verá o que quero lhe mostrar.

            Caio sentou-se ao lado da mãe e vasculhou com o olhar as árvores em volta deles. Em um momento viu uma luz alaranjada se aproximando por entre elas, provocando sombras aranhosas. Ele levantou-se de um salto e puxou a mãe pelo braço.

            ― Temos que sair daqui, rápido! ― exclamou Caio começando a caminhar mais rápido puxando a mulher, mas Noêmia não saiu do lugar.

            ― Por quê? ― perguntou ela. ― Agora que chegou o que eu queria mostrar-lhe.

            Caio soltou o braço da mulher e cambaleou para trás, não podendo acreditar no que estava ouvindo. Sua mãe. Sua própria mãe estava ajudando Cabelo de Fogo.

            O homem com cabelos flamejantes saiu de trás das árvores, caminhando na direção do garoto e da mulher. Caio, mais uma vez, segurou a mãe pelos braços e começou a puxá-la para saírem dali, mas à sua frente surgiu uma labareda de fogo, que o impediu de continuar o seu caminho. Ele tentou por outro lado, mas aonde ia, uma labareda surgia, até que todas elas se uniram e formaram uma única grade que prendeu os dois, mãe e filho.

            ― Eu estou te ajudando! ― berrou Noêmia, furiosa.

            ― Mas agora que trouxe o que eu pedi, você não serve mais para nada.

            O monstro levantou a mão direita e faíscas pularam dela, apagando-se ao se juntarem à terra no chão. Caio abaixou-se com cuidado para não encostar-se à grade de fogo e pegou uma pedra que deitava aos seus pés. Jogou-a e ela atravessou o fogo, parando somente quando atingiu o olho de Cabelo de Fogo, que perdeu a concentração e a grade se desfez. Aproveitando o momento, Caio pegou Noêmia pela mão e correu para fora daquela praça, deixando Cabelo de Fogo gritando de dor.

Prólogo “Breno – O anel”

Postado em Uncategorized em 7 07UTC Julho 07UTC 2009 por brenooficial

Olá pessoal,

Neste post vou colocar um prólogo do primeiro livro. A príncipio, ele não existia, mas senti a necessidade de criar um antes de começar contar a história. Espero que gostem, não esqueçam de comentar! Até a próxima!

 

“O hospital Maria das Dores, situado na cidade litorânea de São Sebastião, estava calmo naquela noite de outubro de 1992. Era o dia das bruxas e no Brasil essa data não é muito lembrada, exceto por alguns góticos e pessoas que gostam de culturas de outros países.

            Os médicos tinham poucos pacientes para atender, nenhum caso grave chegara naquela noite fria, e a maioria deles estava tomando café na cozinha do hospital. A recepcionista de 20 anos, Juliana, estava sentada atrás do balcão lendo um livro de capa colorida, cujo título se lia “Qual o segredo para conseguir o melhor namorado?”. A mulher estava tão concentrada na leitura que até levou um susto quando um homem entrou abruptamente pela porta de emergência, trazendo sua mulher nervosa e assustada no colo.

            ― Alguém ajude! ― gritou ele, e Juliana pousou o livro na mesa.

            ― O que acontece? ― perguntou ela.

            ― Minha mulher está grávida, não vê? ― respondeu o homem, igualmente nervoso. ― Chame um médico, rápido!

            Juliana pegou o telefone e, com poucas palavras, chamou o doutor Rubens, que estava de plantão naquela noite de outubro. Rapidamente uma enfermeira chegou trazendo uma cadeira de rodas e pediu que o homem colocasse a esposa grávida nela. Ele o fez e a enfermeira disse:

            ― Vou levá-la até a sala do dr. Rubens para examiná-la melhor. Respire fundo, vamos lá… ― e fez uma simulação de como a grávida devia respirar.

            O parto transcorreu normalmente, com o pai emocionado e a mãe gritando e chorando de dor e de alegria ao mesmo tempo. Quando segurou o bebê no colo pela primeira vez, chorou ainda mais, entre sorrisos com seu marido.

            ― É um belo menino ― disse o dr. Rubens. ― Qual será o nome dele?

            ― Breno ― responderam os pais, ao mesmo tempo.

            Nesse mesmo momento, longe dali, um outro ser também nascia e a história do mundo começou a mudar desde então.

 

***

 

           

            O recém-nascido dormia entre outros bebês no berçário, envolto num manto azul e exibia uma expressão de prazer. Que sono gostoso, pensou o pai dele, que o observava através de um vidro. O homem mal conseguia conter a alegria. Aquele bebê era seu filho, isso era uma alegria indescritível.

            Ele ficou ali durante horas e horas e depois foi até o quarto onde sua esposa descansava para tirar um cochilo, e não viu uma figura vestida com um sobretudo negro e um chapéu da mesma cor entrar no corredor pelo lado oposto. Parecia-se com um personagem daqueles filmes de detetives, exceto seus olhos, que se você observasse bem, podia ver que eram vermelhos.

            A figura parou no mesmo local em que o pai da criança estivera há poucos segundos e também observou o bebê além do vidro. Viu seu próprio reflexo na superfície do material e sorriu, revelando dentes brancos e afiados. Levantou a mão direita e pousou sobre o vidro, a manga do sobretudo deslizando pelo seu braço e deixando à mostra não uma mão, mas uma terrível e assustadora garra vermelha terminada em dedos com grossas unhas pontiagudas. A criatura olhou em volta e não viu mais ninguém no corredor, então sorriu novamente, dessa vez fazendo um pequeno barulho semelhante a um grunhido. Era esse o momento.”

“A Réplica” – Trecho inédito

Postado em Uncategorized em 1 01UTC Julho 01UTC 2009 por brenooficial

Cemitério

Olá, pessoal, tudo bem?

Aqui estou eu novamente para postar mais um trecho do meu livro, só que desta vez será um inédito de “A Réplica”. Nesta parte, Breno e Jorge (um cientista, não posso entrar em muitos detalhes para não estragar algumas surpresas) entram em um cemitério perto da casa do garoto, que sente que tem algo ali dentro de muita importância, mas não sabe o que é…

Espero que gostem, e não esqueçam de deixar suas opiniões, dicas, sugestoões, etc…

 

“Breno olhou para o lado e viu o rosto de Jorge sorrindo. Então, deu um passo para frente e pisou no cemitério pela primeira vez desde o enterro de João. O velho entrou logo atrás do garoto, fechou o portão atrás de si e disse:

                  ― Vamos.

                  Breno reparou que o cemitério ficava cada mais feio e assustador á medida em que andava, aprofundando-se nele. As árvores eram altas e seus galhos quase totalmente desprovidos de folhas se entrelaçavam no alto, provocando sombras bruxuleantes no chão do local escuro, mesmo á luz do dia. As lápides estavam cobertas por raízes de árvores que cresciam saindo do chão de terra e de uma grama feia, sem cor e malcuidada, envolvendo-as como se as abraçasse e tampando os nomes das pessoas enterradas ali.

                  ― Este cemitério é grande ― disse Jorge, observando o cenário. ― Como vamos encontrar o que você quer?

                  ― Agora que estou aqui dentro não sinto nada ― disse Breno, olhando ao redor.

                  ― Mas pense no que poderia ser ― aconselhou Jorge. ― Vasculhe sua mente.

                  ― Um túmulo, talvez ― respondeu Breno, tentando sorrir para aliviar um pouco o clima sombrio, mas não conseguiu.

                  ― Então vamos procurar ― disse Jorge.

                  ― Acho melhor nos separarmos ― falou Breno.

                  ― Mas por quê? ― indagou Jorge. ― Se eu encontrar o túmulo certo, não saberei se é ele, pois é você quem está procurando e quem tem o pressentimento.

                  ― É, tem razão ― concordou Breno. ― Então vamos juntos.

                  Os dois se aprofundaram mais no cemitério escuro e, enquanto andava, Breno sentiu um arrepio na nuca e um vento gelado tocar em sua pele. Apesar de estar calor lá fora, ali dentro o clima esfriara bastante, beirando uma temperatura de dia de inverno. Olhou para Jorge, mas o cientista examinava atentamente cada canto do cemitério.

                  Depois de mais algum tempo andando sem rumo, Breno percebeu que o barulho dos carros e das pessoas do lado de fora não podia mais ser ouvido e um silêncio medonho, quebrado apenas por suas respirações e seus passos amassando ainda mais a terra e a grama velha, dominava tudo.

                  ― Vamos ler os nomes das lápides ― disse ele á Jorge, que logo se ajoelhou e começou a ler os nomes que estavam escritos em algumas lápides. Breno fez o mesmo.

                  ― Maria Ferreira, Julia da Silva Carvalho… alguns desses nomes te interessam?

                  ― Não, não me dizem nada ― respondeu Breno, olhando para outra lápide.

                  Um grito veio de trás no garoto no mesmo instante e, quando ele se virou, também não conseguiu conter o grito. Dois pares de mãos femininas e assustadoras; poderes, cinzentas, em decomposição, saíam de baixo da terra e se agarravam aos pés de Jorge, puxando-o para baixo, como se o usassem como apoio para saírem do chão. Elas pertenciam aos corpos dos nomes que o cientista acabara de ler!”

“Novos livros vindo…”

Postado em Uncategorized em 27 27UTC Maio 27UTC 2009 por brenooficial

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E aí pessoal, tudo bem?

Esse blog foi feito, principalmente, para falar sobre a trilogia “Breno”. Mas neste post vou contar um pouco (pouco mesmo, hehe!) sobre alguns novos livros que ainda estão em projeto. Ainda não comecei a escrevê-los (estou na reta final de “Breno – O Legado”, último da trilogia), mas já tenho anotações e logo, logo eles começarão a ganhar forma…

Dois deles falam um pouco sobre outros planetas, um com bastante cenas de ação e outro que vai mais para o lado emocional, contando a história dramática de uma família… Bem, e tem mais outros dois, um sobre vampiros, com algumas cenas no Egito; e outro com um pouco mais de terror…

Bom, não posso dizer muito sobre eles ainda, mas mais para frente venho com mais novidades.  E, por falar em novidades, eu escrevi um post há uns tempos atrás falando sobre uma. Não pensem que eu esqueci, é que ainda não posso adiantar muita coisa, mas logo, logo eu contarei o que essa novidade é.

“Cadê?”

Postado em Uncategorized em 23 23UTC Abril 23UTC 2009 por brenooficial

Pessoal, antes de tudo quero agradecer a todos aqueles  que sempre visitam o blog e deixam alguns comentários.

Mas ainda assim tem muita gente que visita e não deixa nenhum… O número de visitantes está cada vez maior, e isso me deixa muto feliz.. XD. Porém nem todos estão comentando, então, por favor, comentem quando vocês passarem por aqui, pois do mesmo jeito que um livro não é um livro sem um leitor, um blog não é um blog de verdade sem comentários.

 

Até a próxima!

“Aguardem…”

Postado em Uncategorized em 15 15UTC Abril 15UTC 2009 por brenooficial

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Em breve uma ótima novidade no blog. Não deixem de conferir…

Vai valer muito a pena.

“Breno – O Legado”

Postado em Uncategorized em 2 02UTC Abril 02UTC 2009 por brenooficial

f_amazonasFinalmente estou na reta final em “Breno – O Legado”, o último livro da trilogia. Para mim, está sendo ótimo trabalhar nesse livro, pois, comparando com os outros dois primeiros, percebo como amadureci meu modo de escrever aos poucos, e vejo que a cada página pareço estar mais experiente. Não estou dizendo isso para me gabar, e sim porque é isso o que sinto…

Os capítulos finais e o epílogo já estão planejados e com várias anotações num caderno. Eu não escrevo o tempo todo, somente quando a inspiração mostra as caras, e é aí que a minha imaginação flui, criando a história toda do livro; por isso ainda posso demorar mais algum tempo para finalizar “O Legado”, mas garanto que esses dois anos e meio valeram muito a pena e confesso que sinto um pouco de tristeza à medida que me aproximo do fim…Com certeza vou sentir falta das personagens, algumas mais que outras…

Por enquanto não posso dizer muita coisa com relação à história… Só vou dizer que a foto acima da floresta Amazônica não foi posta aí por acaso….

“Continuação – Capítulo 3″

Postado em Uncategorized em 26 26UTC Março 26UTC 2009 por brenooficial

Pessoal, estou de volta….

Comentem, elogiem, deem opinioes…..

 

“[...]

O monstro colocou as mãos, mais parecidas com garras, com dedos finos e vermelhos no bolso da capa e tirou um objeto brilhante dali, que fez Breno levantar-se do chão e se aproximar mais da criatura, ignorando o medo que sentia. O monstro estendeu o anel para Breno e disse, numa voz fria e agourenta:

            ― É isso que procura?

            Breno tentou olhar nos seus olhos, mas ele desviou o olhar assim que percebeu a intenção de menino.

            ― Me devolva isso! ― exclamou o garoto, levantando-se e aproximando-se do monstro. Breno pulou na direção da criatura e tentou tomar o anel de sua mão, mas ela desapareceu com um estalo parecido com um tiro e sua voz ecoou pela caverna escura:

            ― Meu nome é Maléfico!

            Breno ficou parado por alguns instantes, assustado demais para se mexer. Quando se recuperou um pouco do susto, olhou para trás e viu Caio branco como uma folha de papel.

            ― Você está bem? ― perguntou.

            ― Sim ― respondeu Caio olhando para o lugar onde o monstro estivera alguns minutos antes. ― Como teve coragem de se aproximar daquele monstro?

            ― Não sei ― respondeu Breno, distante. ― Vamos procurar uma saída.

            Caio hesitou durante um momento, mas acabou se aprofundando mais na caverna junto com Breno. Tinham a sensação de estarem com os olhos fechados, tamanha era a escuridão. Andaram próximos um ao outro para não se perderem e, depois de algum tempo caminhando em profundo silêncio, Breno chutou algo duro e parou abruptamente. Ajoelhou-se e tateou a coisa que havia chutado.

            ― É uma escada! ― disse para Caio, ao se levantar. ― Vamos subir.

            Cautelosamente, os dois foram subindo a escada. Breno contou trinta degraus quando sentiu a cabeça bater em algo. Dessa vez, foi Caio quem tateou o que estava acima deles e disse:

            ― Parece um alçapão.

            Com a ajuda de Breno, Caio levantou o alçapão e a luz do sol entrou pela abertura. Os dois garotos tamparam os olhos instantaneamente, pois a luz parecia ser muito forte por causa do tempo que passaram no escuro.

            Finalmente, quando saíram pelo alçapão, viram que estavam na ilha que tanto queriam ir. Á frente deles, o mar se estendia até a linha do horizonte ao longe e atrás havia apenas mato e árvores.

            Caio correu na direção do mar, passou correndo pela areia e pulou na água repentinamente. Breno correu atrás do amigo, mas parou na areia e observou o que ele fazia. Ele nadava na direção de algo um pouco distante da ilha e Breno não conseguiu identificar, mas assim que o viu subindo no objeto, percebeu que era a canoa. O garoto chegou próximo de Breno levando a canoa sem remo e pediu a ajuda do amigo para poder colocá-la na terra. Com muito esforço, os dois conseguiram e Caio disse:

            ― Bom, vamos comer alguma fruta e arranjar algo para podermos remar de volta.

            ― Sim, mas nós perdemos o mapa ― disse Breno. ― Como vamos voltar?

            ― Não perdemos, não! ― disse Caio, colocando a mão no bolso da calça e tirando, com muito cuidado, um papel dobrado e molhado. ― Quando a canoa virou, eu coloquei o mapa no bolso, mas ele está bem molhado.

            Abrindo o papel dobrado com muito cuidado para não rasgá-lo, Caio revelou o mapa e o colocou na areia. Estava meio borrado, mas pelo menos dava para se orientar através dele.

            ― Vamos deixá-lo secando aqui enquanto procuramos comida ― disse Caio tirando um molho de chaves do bolso e colocando sobre o mapa para que o vento não o pudesse levar.

            Ele e Breno foram andando juntos pela areia na direção das árvores. Breno estava pensando em Maléfico, o monstro da caverna. Era ele quem estava com seu anel. Mas onde ele morava? Na ilha? E por que pegara o anel? Seria ele ou as poções que o haviam tornado mágico?

            ― Ali tem uma macieira ― disse Caio, despertando Breno de seus pensamentos. O garoto olhou para onde o amigo apontava e viu uma árvore cheia de maçãs, mas estava alta demais para que eles alcançassem.

            ― Vou tentar voar ― disse Breno.

            Ele se preparou. Abriu as asas e flexionou os joelhos. Levou um susto ao perceber que havia levantado uns dois metros do chão e ficou cambaleando no ar, pois ainda não sabia voar muito bem. Quando conseguiu se manter firme, o garoto bateu as asas, voou na direção da árvore e arrancou algumas maçãs, deixando que elas caíssem no chão para que Caio pudesse pegá-las.

            Depois disso, Breno planou até o chão e parou ao lado de Caio, que deu algumas maçãs para ele. Caio limpou uma maçã na camiseta e mordeu um pedaço.

            ― Está muito boa ― disse ele enquanto mastigava.

            Breno pegou uma e tentou morder, mas não conseguiu, pois ficava difícil com um bico no lugar da boca. Com muita dificuldade e depois de destruir quase toda a maçã tentando mordê-la, o garoto conseguiu comer.

            Os dois levantaram-se e começaram a caminhar na direção da canoa para irem embora. O sol já estava se pondo a essa hora e eles resolveram voltar para casa, pois tinham certeza de que o anel não estava nessa ilha. Estava com Maléfico, em um outro lugar provavelmente.

            Quando estavam empurrando a canoa de volta para o mar, um estrondo ecoou pela ilha. Parecia um passo de algum bicho gigante. Um segundo depois outro estrondo, e mais outro e outro. Caio e Breno olharam para as árvores e repentinamente um gorila enorme emanou do meio delas, gritando e dando socos no próprio peito.

            Caio berrou assustado e mandou que Breno empurrasse a canoa com mais força para a água, mas ele nem conseguia sair do lugar de tão apavorado que estava. O gorila começou a correr na direção dos dois, fazendo a terra tremer sob seus pés e, quando pisou na praia, jogando areia para todos os lados.

            ― Ajude-me com isso, Breno! ― berrou Caio tentando empurrar a canoa para o mar novamente.

            Breno virou-se e usou toda a sua força para empurrar a canoa para o mar. Quando a embarcação tocou a água um outro estrondo veio de suas costas e ele e Caio pararam o que estavam fazendo para olhar.

            Virando-se para trás, Breno viu o gorila caído no chão e um pequeno vulto ao longe caminhando em sua direção, vindo das árvores. Á medida que o vulto chegava mais perto, o coração de Breno batia mais rápido. Havia algo errado nele. Algo que fazia o fazia se sentir mais fraco, como se a força do seu corpo tivesse se esvaído.

            Quando o vulto chegou mais perto, os garotos perceberam que era um rato branco que se aproximava. Mas não era um rato comum. Ele tinha quase o tamanho de Breno e andava sobre as duas patas traseiras, usando as dianteiras como mãos.

            ― Olá ― disse ele, com uma voz de um homem adulto, que fez os garotos ficarem boquiabertos. ― Meu nome é Ratone e o de vocês?

            ― Ah… ― disse Caio. ― é… o meu nome é Caio e o dele é Breno.

            ― O que você fez com o gorila? ― indagou Breno ao rato.

            ― Apenas o deixei desacordado ― respondeu Ratone olhando para o animal. ― Usei alguns poderes que surgiram em mim repentinamente há alguns dias atrás.

            Breno sentiu-se estranho por dentro, como se algo quisesse sair de seu interior. Parecia incapaz de controlar suas próprias vontades. Sentiu-se tonto por alguns segundos e uma frase escapou de seu bico como que por instinto:

            ― Esse poder é meu!

            ― O-o quê? ― indagou Ratone olhando desconfiado para ele.

            ― E-eu não sei ― respondeu o garoto, assustado consigo mesmo. ― De repente, me senti estranho e senti que era meu esse poder, mas… deixa pra lá.

            Ratone se afastou dos dois, dizendo:

            ― Vou dar um mergulho, me esperem aqui.

            E o rato correu para o mar e se jogou lá dentro.

            Caio e Breno sentaram-se na areia e ficaram em silêncio. Breno estava surpreendido consigo mesmo. Não sabia porquê, não havia sentido no que ele acabara de pensar. Por que pensara que os poderes do rato eram dele? Por quê?

            ― Eu vou procurar por Ratone ― disse Caio despertando Breno dos seus pensamentos e se levantando.

            Ele entrou no mar e mergulhou para procurar pelo rato que havia sumido. Breno ficou observando e viu o amigo emergir com Ratone alguns segundos depois. Ele foi até a beira do mar e percebeu que o rato estava descordado nos braços do garoto. Antes de Breno perguntar, Caio respondeu:

            ― Ele está morto. ― E colocou o pequeno corpo na areia. ― Havia isso perto dele.

            Caio mostrou um pedaço de corda que estava na sua mão. Breno observou durante algum tempo e depois disse:

            ― Como?

            ― Alguém o amarrou embaixo da água e ele ficou preso até morrer afogado. Só pode ter sido isso.

            Depois, os garotos fizeram um buraco na terra e depositaram ali o corpo morto de Ratone. Colocaram toda a terra de volta para cobrir o buraco e foram caminhando na direção da canoa. Pegaram o papel que tinham deixado na areia. Estava sensível, quase se rasgando ao menor toque e tomaram cuidado para preservá-lo.

            Os dois subiram na canoa e foram remando para longe daquela ilha enquanto observavam o gorila desmaiado começar a se levantar.”

Esse foi o capítulo 3, espero que gostem….

Até mais!